domingo, 4 de dezembro de 2011

Da morte Ele traz vida‏

Refletir sobre o tema “DA MORTE ELE TRAZ VIDA”, me faz lembrar, obrigatoriamente, de um dos grandes poetas brasileiros: João Cabral de Melo Neto. Este pernambucano do Recife, primo de Manoel Bandeira, e Gilberto Freyre escreveu a obra poetizada – Morte e Vida Severina, que apresenta a fuga de um sertanejo da miséria, da fome e da morte.
Um estudioso do texto de João Cabral faz a seguinte análise:”Ao inverter a ordem natural do sintagma “vida e morte”, o poeta registra com precisão a qualidade da vida que seu poema visa a descrever: uma vida a que a morte preside. E ambas, morte e vida, têm por determinante o adjetivo “severina”. É importante acrescentar que, além de descrever uma vida presidida pela morte, o título também demonstra o percurso feito por Severino durante a peça. Sai da morte para alcançar a vida.
A Parte Inicial deste Poema diz:
— O meu nome é Severino,
como não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,
que é santo de romaria,
deram então de me chamar
Severino de Maria
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias.
Este sertanejo, por onde anda, encontra a morte. Ladeando o rio Capeberibe, ele se depara com a morte até chegar ao Recife. Lá novamente se vê diante da miséria e da mesma morte. Fugiu do sertão por ser lugar de miséria e morte e chegou à cidade diante da mesma sorte. Por onde anda ele a encontra. Apenas quando se depara com o nascimento de uma criança, diante de um presépio, ele vê a vida que nasce da morte, repleta de esperança!
As últimas 6 cenas apresentam O Presépio ou O Encontro com a Vida, em que é descrito o nascimento do filho de José, mestre carpina, em clara alusão ao nascimento de Jesus. A peça se encerra, portanto, com uma apologia da vida, mesmo que seja severina.
“…E não há melhor resposta
que o espetáculo da vida:
vê-la desfiar seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,
vê-la brotar como há pouco
em nova vida explodida;
mesmo quando é assim pequena
a explosão, como a ocorrida;
mesmo quando é uma explosão
como a de há pouco, franzina;
mesmo quando é a explosão
de uma vida severina.”
Nem eu e você temos o nome de Severino, mas à semelhança dele, peregrinamos em um mundo onde a busca pela vida nos faz a cada dia deparar com o cenário da morte. O mundo que vivemos é um mundo de morte. Tudo morre neste mundo, e não há como fugirmos dela. Para onde seguimos com ela nos deparamos. Mas, sem morte não há possibilidade de vida.
Jesus traduziu esta realidade na metáfora do grão de trigo: Sem morte não há vida! João 12.24 – “Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo, caindo na terra não morrer, fica ele só, mas, se morrer, produz muito fruto”.
Narração:
O texto que lemos há pouco nos apresenta um quadro de morte. Jesus em suas caminhadas se depara mais uma vez com esta triste realidade humana. Diante da morte de Lázaro, a Palavra diz que Jesus chorou. A morte ceifava mais uma vida. Agora, era retratada na dor de uma mulher que havia perdido o marido e também o filho. A morte de ambos implicava em uma outra morte para esta mulher: a morte social, a morte financeira, a morte dos sonhos, a morte da esperança. Mulheres desamparadas estavam condenadas à mendicância. Foi assim com Noemi que no livro de Rute chega a dizer – “a mim me amarga o Senhor ter descarregado contra mim a sua mão” e mais “ Não me chameis Noemi, chamai-me Mara – porque grande amargura me tem dado o todo poderoso”.
Diante deste quadro de morte, Jesus traz vida. Da morte Ele dá vida!
Ao fitarmos este texto podemos aprender 3 lições muito singelas:
1. DIANTE DA CERTEZA DA MORTE, DESTACA-SE A INSEGURANÇA DA VIDA
O poeta português, Fernando Pessoa certa vez escreveu o verso: “Navegar é preciso, viver não é preciso”.
Por não entender direito ao que se referia o poeta, e por pensar em discordar da frase, nunca me enamorei muito da obra de Fernando Pessoa. Conheci vários aportes do poeta como a frase: “Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena”. Mas outro dia, vendo um debate sobre o tema, caiu a ficha de tão boas e sábias palavras. Em seus dias, navegar implicava em ter um porto de partida e um porto de chegada. Entre os dois portos uma carta de viagem tracejada pela orientação da bússola. Hoje em dia seria do GPS. Isso de maneira precisa e certa. E a vida ? A vida não tem esta precisão. A vida é imprecisa dizia ele. Não se escolhe onde nascer, e por mais que se escolha onde morrer, o tracejar da caminhada nos reserva surpresas e situações que fazem com que a vida de cada um de nós seja imprecisa, incerta, indefinida – como disse Fernando Pessoa!
Ao olharmos o texto bíblico desta manhã é isso que nos salta aos olhos inicialmente. A vida é incerta! Uma mulher perdeu seu marido e agora seu filho. Será que algum dia ela havia previsto isto ? Será que isso fazia parte dos seus planos de existência ? Claro que não. Isso são as incertezas da vida. Na vida, a única certeza que temos é presença da morte. E Jesus se depara com ela no texto!
2. EM FACE A DOR DA MORTE, A VIDA SÓ TEM SENTIDO SE PATROCINADA PELO AMOR
John Gay declarou: “Aquele que nunca amou, nunca viveu”
Vinicius de Moraes traduziu isto em canção dizendo:
“Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu”…
Mas nada se compara ao que o Apóstolo Paulo declarou sobre a vida e o amor, em 1 Coríntios 13 quando afirmou:
“Eu poderia falar todas as línguas que são faladas na terra e até no céu, mas, se não tivesse amor, as minhas palavras seriam como o som de um gongo ou como o barulho de um sino.
Poderia ter o dom de anunciar mensagens de Deus, ter todo o conhecimento, entender todos os segredos e ter tanta fé, que até poderia tirar as montanhas do seu lugar, mas, se não tivesse amor, eu não seria nada.
Poderia dar tudo o que tenho e até mesmo entregar o meu corpo para ser queimado, mas, se eu não tivesse amor, isso não me adiantaria nada”.
Muitas vezes, as incertezas da vida nos apresentam tristezas e angústias. Mas mesmo diante delas, podemos perceber o real sentido de tudo pelo mover do amor. A vida só tem sentido se há amor! O amor enche a vida de graça, desfazendo a desgraça da morte. O amor reverte quadros de decepção. O amor enche de sonhos o coração. Como diz o autor sacro: O amor lança fora o medo!
Se a existência veio de Deus, viver em amor é encontrar o sentido da existência – pois a essência de Deus é o amor! João dizia:
“Aquele que não ama, não conhece a Deus, porque Deus é amor”.
Quais as características deste amor de Jesus diante da morte:
- Incondicional – ninguém havia feito nada para merecer aquele gesto.
- Desinteressado – não havia obrigação pelo gesto
- Espontâneo – nada patrocinado por qualquer tipo de obrigação ou imposição.
3. OS SONHOS SÃO RESTAURADOS PELA VIDA QUE VENCE À MORTE
A morte mata também os sonhos. Os discípulos no caminho de Emaús revelam isso: “Nós esperávamos que fosse ele quem redimiria Israel”…
A morte quer amputa os sonhos pode ser vista sob vários prismas. Por exemplo – pela ótica da competição. No mundo Darwiniano que vivemos, o mundo da seleção das espécies, só há lugar ao sol para o melhor. Os demais estão mortos no ostracismo, na sombra e no esquecimento. Não importa como é que você vai chegar à vitória, se por trapaça, se fraudando… o mundo só valoriza o vitorioso. Por isso, a ditadura do sucesso, produz plasticamente a figura de heróis bem-sucedidos – apodrecidos em seus valores.
Na competição não há espaço para gestos de amor e compreensão. Louros para quem ganha, morte para quem perde. Mas foi exatamente neste cenário de competição que vemos um notável exemplo de vida que vence, vence a imposição da seleção, vence a própria morte.
ILUSTRAÇÃO: Há alguns anos, nas olimpíadas especiais de Seattle, também chamada de Paraolimpíadas, nove participantes, todos com deficiência mental ou física alinharam-se para a largada da corrida dos cem metros rasos. Ao sinal, todos partiram, não exatamente em disparada, mas com a vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar. Todos, exceto um garoto, que tropeçou no piso, caiu rolando e começou a chorar. Os outros oito ouviram o choro. Diminuíram o passo olharam para trás. Viram o garoto no chão, pararam e voltaram. Todos eles! Uma das meninas, com Síndrome de Down, ajoelhou-se, deu um beijo no garoto e disse: “pronto, agora vai sarar”. E todos os noves competidores andaram juntos até a linha de chegada. O estádio inteiro levantou e não tinha um único par de olhos secos naquela ocasião. E os aplausos duraram longos e merecidos minutos.
MORAL DA ILUSTRAÇÃO: As pessoas que estavam ali, naquele dia, entenderam que o que importa nesta vida, mais do que ganhar sozinho, é ajudar o próximo a vencer também, mesmo que isso signifique diminuir o passo e mudar de curso.
Nós só temos vida, porque Jesus se sensibilizou com a nossa condição. Paulo explicita isso de maneira espiritual dizendo: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados. Pela graça sois salvos e isso não vem de vós, é dom de Deus” (Efésios 2).
Somente em Cristo Jesus podemos cantar com Paulo: “Onde está ò morte a tua vitória, onde está ò morte o teu aguilhão” Pois nele, em Cristo Jesus: “Somos mais que vencedores” Aos romanos Paulo declarou: “Em todas essas situações temos a vitória completa por meio daquele que nos amou.Pois eu tenho a certeza de que nada pode nos separar do amor de Deus: nem a morte, nem a vida; nem os anjos, nem outras autoridades ou poderes celestiais; nem o presente, nem o futuro;nem o mundo lá de cima, nem o mundo lá de baixo. Em todo o Universo não há nada que possa nos separar do amor de Deus, que é nosso por meio de Cristo Jesus, o nosso Senhor.”
Conclusão:
Fernando Pessoa tinha razão: A vida é incerta
Paulo foi cirúrgico ao declarar: A vida sem amor é nada
Mas é preciso lembrar que:
Os sonhos que impulsionam a vida, só são possíveis no poder de Deus.
A ausência da presença e do poder de Deus na vida, estabelece o império da morte!
Ele da morte nos traz a vida… celebremos nesta semana de morte e ressurreição a vitória sobre este último inimigo:

sábado, 3 de dezembro de 2011

O poder do espírito santo na vida da igreja


Estudo Bíblico sobre: "O poder do espírito santo na vida da igreja"
O poder do espírito santo na vida da igreja
Referência: Atos 1.1-14 e 2.1-47

INTRODUÇÃO

1. Visitei várias igrejas nos Estados Unidos, Canadá e Europa que são chamadas “igrejas mortas”. Estão mortas porque deixaram a fonte da vida. Sem o Espírito Santo a igreja morre. Sem o Espírito não há vida na igreja.
2. É possível a igreja hoje ser revestida com o poder do Espírito Santo? É possível sermos revigorados pelo poder do alto? É possível sermos tomados de uma profunda convicção de pecado e uma intensa sede de Deus?
3. Ao longo da história, várias vezes, Deus visitou o seu povo: a igreja primitiva, Valdenses, Reforma, Morávios, Puritanos, Missões, Avivamentos.
4. Vamos observar algumas verdades importantes do texto em apreço: A igreja estava com as portas fechadas, com medo dos judeus. Jesus estava ausente. Os discípulos estavam em crise. Hoje estamos também assim: cheios de tensões, fechados, com medo, acovardados. Precisamos, também, de experimentar o derramamento do Espírito Santo.
I. A PROMESSA DO ESPÍRITO SANTO – V. 4-8
1. O derramamento do Espírito é uma promessa do Pai – 1:4
• O profeta Joel já havia profetizado: “E acontecerá depois que derramarei do meu Espírito sobre toda carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões; até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias” (Jl 2:28,29).
• O derramamento do Espírito quebra a barreira do preconceito sexual, etário e social. • Jesus disse que enviaria o outro Parácleto, o Espírito Santo, para estar para sempre conosco. Jesus reafirma a promessa, quando Deus derramaria água sobre o sedento e torrentes sobre a terra seca.
2. O derramamento do Espírito é resultado de uma espera obediente – 1:4
• os discípulos deveriam permanecer na cidade até que fossem revestidos de poder (Lc 24:49). Talvez o último lugar que gostariam de ficar fosse Jerusalém, o palco de queda e fracasso na vida deles. Mas o cenário do fracasso deve ser o lugar da restauração.
• É mais fácil sair do que ficar. É mais fácil ser um ativista do que depender de Deus. É mais fácil confiar em nossa força do que no poder do Espírito Santo. Mas a ordem é capacitação do alto antes de ação na terra. Ilustração: A igreja do Evangelho Pleno em Seul – O pastor gasta 70% do seu tempo orando e meditando na Palavra.
3. O derramamento do Espírito é resultado da expectativa de uma vida de poder – 1:5,8; Lc 24:49
• O batismo com o Espírito Santo deu-se no Pentecoste, quando o Espírito veio para estar para sempre com a igreja. Agora, todos nós que cremos, somos batizados pelo Espírito Santo, no corpo de Cristo. Com o batismo do Espírito, veio também o revestimento de poder.
• Devemos igualmente esperar uma vida de poder. O evangelho é o poder de Deus. O Reino de Deus consiste não de palavras, mas de poder. Foi essa sede de poder do alto que levou os homens santos de Deus a clamar. Ilustração: A reunião de oração do clube santo, na rua Aldersgate Street no dia 1/1/1738.
• O evangelista Moody foi abordado por duas mulheres da igreja Metodista Livre. Estamos orando por você, disseram elas. Moody começa também a orar. Logo veio sua gloriosa experiência em Nova York. Ele disse que não trocaria esse enchimento do Espírito ainda que lhe dessem em troca o mundo inteiro.
• Mas poder para que?
a) Poder para sacudir o jugo do medo
b) Poder para tirar os olhos da especulação para a ação (At 1:6-8)
c) Poder para morrer (At 1:8)
d) Poder para perdoar (At 1:8)
e) Poder para ir além fronteiras (At 1:8)
f) Poder para para pregar (At 1:8).
II. A BUSCA DO ESPÍRITO SANTO – 1:14
1. Havia uninimidade em oração – “Todos”
• Quando Jesus fez a promessa do derramamento do Espírito, a igreja não duvidou. Não colocou em segundo plano. Não deixou para depois. Todos os 120 discípulos buscaram um lugar de oração. Eles tinham uma só alma. Um só propósito: buscar o poder do alto.
2. Havia perseverança na oração – “perseveravam”
• Hoje, temos ânimo para começar uma reunião de oração, mas não temos fibra para continuar. É fácil ter entusiasmo quando as circunstâncias são favoráveis. Mas Deus busca em nós persistência.
• C. H. Spurgeon ao pregar sobre Atos 1:14 disse: “Como esperar o Pentecoste se nem ainda fomos despertados para orar? Primeiro, vem a igreja toda, unânime, perseverando em oração, só depois vem o Pentecoste”.
• Estudem as Escrituras. Estudem a história da igreja e vejam se há um só exemplo de despertamento espiritual sem ser precedido por oração!
• Elias orou 7 vezes. A chuva desceu porque Elias subiu. Ele não desistiu, enquanto não viu o sinal da chuva torrencial de Deus descendo sobre a terra seca. Precisamos ser despertados para oração.
• Os discípulos oravam 10 dias. Poderiam ter orado um mês, um ano. Eles deveriam ficar em Jerusalém até que…
3. Havia concordância na oração – “Todos, perseveravam, unânimes em oração”
• Havia um só coração, uma só alma, um só clamor, uma só direção. A igreja estava unida pela mesma causa. Havia concordância entre os discípulos.
• Hoje há ajuntamento, mas pouca comunhão; há orações, mas pouca concordância; muita coreografia, mas pouco quebrantamento; muito movimento, mas pouca adoração; muita agitação, mas pouco louvor; muita verborragia, mas pouca unção.
• Ilustração: A restauração da Romênia em 1989 quando a igreja se uniu em oração.
• Jesus disse que dois na terra concordarem sobre qualquer coisa, isso lhes será concedido.
III. O DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO SANTO – 2:1-12
1. O derramemento do Espírito Santo foi um fenômeno celestial – 2:1-4
• O Pentecoste não foi algo produzido, ensaiado, fabricado. Algo do céu verdadeiramente aconteceu. Foi incontestável, irresistível. Foi soberano, ninguém pôde produzi-lo. Foi eficaz, ninguém pôde desfazer os seus resultados. Foi definitivo: ele veio para ficar para sempre com a igreja.
a) O derramamento do Espírito veio como um SOM – Não foi barulho, algazarra, falta de ordem, histeria, mas um som do céu. O Pentecoste foi audível, verificável, público, reverberando sua influência na sociedade. Esse impacto atraiu grande multidão para ouvir a Palavra.
b) O derramamento do Espírito veio como um VENTO – O vento é símbolo do Espírito Santo. O vento é livre – ele sopra onde quer. O vento é soberano – ele sopra irresistivelmente. O vento é misterioso – ninguém sabe donde vem nem para onde vai.
c) O derramamento do Espírito veio em línguas como de FOGO – O fogo também é símbolo do Espírito Santo. O fogo ilumina, purifica, aquece e alastra.
d) O derramamento do Espírito produziu o fenômeno das línguas – Pentecoste foi o oposto de Babel. Lá as línguas eram ininteligíveis. Aqui, não há necessidade de interpretação. Lá eles enalteciam seus próprias nomes. Aqui eles falam as grandezas de Deus.
2. O derramamento do Espírito nos prova que os milagres abrem portas para o evangelho, mas não é o próprio evangelho – v. 7, 12,13
• Três foram as reações ao milagre do derramamento do Espírito Santo:
a) Ceticismo – v. 12
b) Preconceito – v. 7
c) Zombaria – v. 13
• O milagre em si não pode transformar a multidão, mas atraiu essa mesma multidão para ouvir a Palavra de Deus. Quando Pedro começou a pregar, o coração do povo começou a derreter.
• Naquele dia o apelo não partiu do pregador, mas do auditório.
3. O derramamento do Espírito traz uma experiência pessoal de enchimento do Espírito Santo – 2:4
• Aqueles discípulos já eram salvos. Por três vezes Jesus havia deixado isso claro (Jo 13:10; 15:3; 17:12). Paulo declarou: “Se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Rm 8:9). Jesus disse que quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino (Jo 3:5). Jesus já havia soprado sobre eles o Espírito Santo (Jo 20:22).
• Mas a despeito de serem regenerados pelos Espírito e de receberem o selo do Espírito, eles ainda não estavam cheios do Espírito. Uma coisa é ter o Espírito, outra é ser cheio do Espírito. Uma coisa é ter o Espírito presente, outra é ter o Espírito presidente. Você que tem o Espírito, está cheio do Espírito? Ilustração: O missionário presbiteriano John Hyde.
• A experiência da plenitude é pessoal (At 2:3-4). Logo que eles ficaram cheios do Espírito começaram a falar as grandezas de Deus (v. 11). Sempre que alguém estava cheio do Espírito começava a pregar (Atos 1:8; 2:4,11,14,41; 4:8,29-31; 6:5,8-10; 9:17-22; 1 Ts 1:5; 1 Co 2:4).
• A plenitude do Espírito nos dá poder para pregar com autoridade. Ilustração: Davi Hume e George Whitefield; Magready e o pastor.
IV. A PREGAÇÃO NO PODER DO ESPÍRITO SANTO – 2:14-41
1. Uma pregação Cristocêntrica na sua essência
a) A morte de Cristo (v. 23) – A cruz não foi um acidente, mas parte do plano eterno de Deus. A cruz não foi uma derrota para Jesus, mas a sua exaltação. Foi na cruz que Jesus conquistou para nós redenção e desbaratou com o inferno. Cristo não foi para a cruz porque Judas o traiu, os judeus o entregaram, Pilatos o sentenciou e os soldados o pregaram. Eles foi à cruz pelo plano do Pai. Ele foi por amor.
b) A ressurreição de Cristo (v. 24,32) – Não adoramos um Cristo morto, mas o Jesus vitorioso sobre o pecado, a morte e o diabo.
c) A exaltação de Cristo (v. 33) – Jesus voltou ao céu triunfantemente e assentou-se no trono. Ele reina. Ele vai voltar.
d) O senhorio de Cristo (v. 36) – Jesus é o Senhor e diante dele deve se dobrar todo joelho. O ministério do Espírito Santo é o ministério de HOLOFOTE – exaltar Jesus.
2. Uma pregação eficaz quanto ao seu propósito – 2:37
• A pregação de Pedro explodiu como dinamite no coração da multidão. Foi um sermão atingidor. Pedro não pregou para agradar nem para entreter. Ele foi direto ao ponto. Pôs o dedo na ferida. Não pregou diante do auditório, mas ao auditório. No verso 23 Pedro diz: “Vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos”.
• A pregação precisa ser direta, confrontadora. Ela precisa gerar a agonia do arrependimento.
3. Uma pregação clara em suas exigências v. 2:38
• Antes de falar de perdão, Pedro falou de culpa. Antes de falar de redenção, falou de pecado. Antes de falar de salvação, mostrou que eles estavam perdidos.
• Não há salvação sem arrependimento. Ninguém entra no céu sem antes saber que é um pecador. Pedro se dirigiu a um grupo extremamente religioso, mas que precisava se arrepender para ser salvo.
• Hoje, a pregação do arrependimento está desaparecendo dos púlpitos. Precisamos nos arrepender da nossa falta de arrependimento.
4. Uma pregação específica quanto à promessa – v. 38
• Duas promessas são feitas ao arrependido: uma ligada ao passado e outra ao futuro: remissão de pecados e dom do Espírito Santo. Depois que somos salvos, então podemos ser cheios do Espírito. Primeiro o povo se volta para Deus de todo o coração, com choro, jejuns, rasgando o coração; depois o Espírito é derramado.
5. Uma pregação vitoriosa quanto aos resultados – v. 41
• Quando há poder na pregação, vidas são salvas. A pregação de Pedro não apenas produziu conversões abundantes, mas também frutos permanentes.
• Eles não somente nasceram, mas também cresceram na graça de Jesus (At 2:42-47). Ao serem convertidas, elas foram batizadas. Integraram-se na igreja e perseveraram. Criaram raízes. Amadureceram. Fizeram outros discípulos e a igreja tornou-se irresistível.
V. A VIDA CHEIA DO ESPÍRITO SANTO – 2:42-47
1. Uma igreja cheia do Espírito Santo tem compromisso com a Palavra de Deus – v. 42
• Eles tinham prazer de estudar a Palavra. Eles tornaram-se crentes firmes nas Escrituras. Eles perseveravam na doutrina dos apóstolos.
2. Uma igreja cheia do Espírito tem prazer na vida de oração – v. 42
• Uma igreja cheia do Espírito ora com fervor e constância. É impossível ser uma pessoa cheia do Espírito e não ter vida de oração.
3. Uma igreja cheia do Espírito tem profunda comunhão – v. 42,44,45,46
• Uma igreja cheia do Espírito é um lugar onde os irmãos se amam profundamente. Eles gostavam de estar juntos (v. 44). Eles partilhavam seus bens (v. 45). Eles gostavam de estar na igreja (v. 46) e também nos lares (v. 46b). Havia um só coração e uma só alma.
4. Uma igreja cheia do Espírito que adora a Deus com entusiasmo – v. 47
• Uma igreja cheia do Espírito canta com fervor. Ela louva a Deus com entusiasmo. Ela louva a Deus de todo o coração e bane do seu meio toda murmuração.
5. Uma igreja cheia do Espírito teme a Deus e experimenta os seus milagres – v. 43
• Uma igreja cheia do Espírito é formada por um povo cheio de reverência. Ela tem compreensão da santidade de Deus. Ela se curva diante da majestade de Deus. Ela tem a agenda aberta para as soberanas intervenções de Deus. Ela crê nos milagres de Deus.
6. Uma igreja cheia do Espírito é uma igreja que tem a simpatia dos homens e a bênção do cresciemento numérico por parte de Deus – v. 47
• Essa igreja é simpática, amável. Ela é sal e luz. Ela é perfume de Cristo. Ela é carta de Cristo. Ela é boca de Deus e monumento da graça de Deus no mundo.
• Essa igreja tem qualidade e também quantidade. Ela cresce para o alto e também para os lados. Ela tem vida e também números.
CONCLUSÃO
1. Você é um crente cheio do Espírito Santo? Você é um crente de oração? Você tem falado das grandezas de Deus? Você tem experimentado o poder de Deus? Você tem pregado a palavra de Deus?
2. Hoje, você pode transbordar. Jesus prometeu: “Quem crêr em mim, como diz a Escritura, rios de água viva fluirão do seu interior”.
3. Você quer tomar posse hoje dessa vida superlativa?
Rev. Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Paródia, o “mundano genérico!”


Estudo Bíblico sobre a Paródia
Paródia, o “mundano genérico!”
Desde que o mundo é mundo existe a imitação. O então “Lúcifer” quis ser “igual” a Deus e isso lhe custou a expulsão do céu:
[...]14 Eu te coloquei com o querubim da guarda; estiveste sobre o monte santo de Deus; andaste no meio das pedras afogueadas. 15 Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que em ti se achou iniqüidade. 16 Pela abundância do teu comércio o teu coração se encheu de violência, e pecaste; pelo que te lancei, profanado, fora do monte de Deus, e o querubim da guarda te expulsou do meio das pedras afogueadas. 17 Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei; diante dos reis te pus, para que te contemplem.[...] (Ez 28.14-17)
Hoje, em nome de uma “estratégia” e visando o filão “Go$$$pel” vale de tudo. Inclusive parodiar músicas mundanas.
A paródia é uma imitação, um simulacro bem humorado de uma obra, seja ela literária, filmes ou músicas; é,  portanto, uma imitação com a intenção de deboche por meio da ironia. No geral a paródia se parece com a obra original, mas tem o sentido diferente. A paródia é criada, então, à partir de uma nova interpretação, da reedição e recriação de alguma obra já existente e, em geral, popularmente consagrada. O objetivo fim é adaptar a obra original, contextualizando-a, criando uma nova versão mais despojada, irreverente.
Sem a intenção de ser antipático preciso fazer algumas considerações.
Quando uma música sacra, um Hino de Adoração é criado existem muitos aspectos que entram no processo, por exemplo: Quem é o autor? Quais são suas convicções de valores? Qual é a fonte inspiradora da música? E da melodia? Em que circunstâncias foi a música criada? Está a letra de acordo com a sã Doutrina Bíblica? Os conceitos teológicos hermenêuticos correspondem às verdades da Santa Escritura? Quais os objetivos a serem alcançados com a música? Quem vai interpretar a música? Está o interprete contextualizado no “Espírito” da melodia? Etc…
Agora, tomar uma música popular de sucesso, “consagrada”, seja de qual ritmo for (não se deve satanizar um ritmo), trocar a letra da mesma por refrões e rimas sem nexo, dando uma roupagem forçada de gospel, evangélica ou algo que o valha, e achar que Deus está neste negócio é no mínimo uma “Piada”. A música não é só a letra, mas o “espirito” que ela carrega, entenda-se “espírito” como a intenção subliminar, das entrelinhas, oculta. Ainda que se troque a letra a melodia está lá. É o mesmo que pegar um pão embolorado por dentro e por fora, raspar o bolor da parte exterior (letra) passar uma maionese (nova letra)  para tapar o bolor que fora removido e come-lo. O bolor interior ainda estará lá, só a maionse não tornará o pão melhor. O problema não está na aparência, no que se vê ou se escuta, no caso da música, mas o veneno está na essência, naquilo que não se vê, e é o que vai afetar a nossa alma e o nosso espírito.
Querido irmão, não troque o sagrado pelo profano, ainda que seja “engraçado”. Deus não opera na esfera do “engraçado”, do deboche, da ironia, mas na manifestação de sua Graça em nos presentear com seu Filho Jesus Cristo, autor e consumador de nossa salvação.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

SETE ERROS MINISTERIAIS



O que pode levar um ministério a parar no tempo
    Muitos ministérios começam com força e crescem espantosamente. No entanto, após o crescimento inicial, patinam. Tenho ouvido isso centenas de vezes da boca de pastores ao longo dos anos. Deus não quer que nossos ministérios fiquem estagnados. Para nos ajudar a ser ministros bem-sucedidos, Deus nos dá exemplos de erros a serem evitados, os quais Satanás está interessado em usar para impedir que nossos ministérios sejam aquilo que Deus quer que sejam.

1. PARE DE CRESCER

Todo aquele que se mostra resistente a uma nova forma de fazer as coisas, defendendo o status quo ou se opondo à mudança que Deus deseja que aconteça, está perto de perder seu posto de liderança.

A chave para vencer as ciladas da liderança é continuar crescendo. Continue desenvolvendo suas habilidades, seu caráter, sua perspectiva, sua visão, seu coração para Deus e sua dependência dEle. Não pare de aprender. Leia livros e revistas, leia e releia a Bíblia, relacione-se com outros cristãos, ouça fitas e participe de congressos.

2. PARE DE SE IMPORTAR

O líder que pára de ter paixão pelo ministério não irá longe. Esta é uma das armadilhas do ministério: há pastores que seguem servindo ao Senhor porque sabem que isto é o certo, mas seu coração não está mais no ministério. Não é assim que se serve a Deus.

Se você caiu nessa cilada, há esperança. Do mesmo modo como se restaura o amor no casamento, você deve fazer as coisas que fazia no princípio. Em outras palavras, comece a agir do modo como agia quando estava no primeiro amor. Mesmo que não se sinta mais apaixonado, aja de modo apaixonado. É mais fácil agir para sentir do que sentir para agir. Se você age amando, aqueles sentimentos voltarão. Faça, então, as coisas que originariamente lhe traziam alegria no ministério.

3. PARE DE OUVIR

Aprenda a ouvir e a ser sensível aos outros. Estimule as pessoas às quais serve no ministério a conversar com você. Peça-lhes para contar seus problemas, suas dificuldades, seus medos, suas aspirações, seus sonhos e suas mágoas. Seja aberto às sugestões e às críticas construtivas e busque outras perspectivas.

4. PERCA O FOCO

Muitas coisas podem distrair você do ministério. Problemas de ordem pessoal ou de saúde podem distrair você. Disputas de interesse podem distrair você. Coisas que você acha que são divertidas, boas e maravilhosas podem distrair você. Satanás não se preocupa se você não está pecando quando está distraído porque, quando você está distraído, você não está fazendo o que Deus quer que faça.

Deus quer que você mantenha o fogo. Nunca esqueça sua missão. Diz a Bíblia que “ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o reino de Deus” (Lc 9.62). Não perca o foco.

5. FIQUE SATISFEITO

A auto-satisfação é inimiga do bom líder. Se Deus lhe diz para ir, fique firme. Jamais pare de depender do Senhor. Pare de enrolar. Corra riscos na fé. Abra a embalagem. Tente algo que não pode ser explicado pelo poder da carne. Diga a si mesmo: “O que pretendo fazer em meu ministério e que poderá falhar a menos que o poder de Deus me socorra”? A menos que Deus seja sua bóia de segurança, você não está vivendo realmente pela fé. Dependa do Senhor.

6. TORNE-SE ARROGANTE

Tenho visto acontecer demais. Quando um líder se torna arrogante, sua liderança sucumbe. Quando você acha que tudo depende de você e que não depende da ajuda do Senhor em seu ministério porque consegue manejar tudo, fique alerta.

7. FALHE EM DELEGAR

Quando um ministério patina, Deus está lhe dizendo que alcançou o limite do poder que lhe deu para fazer sozinho. Você precisa ir do fazer ao delegar.

Envolva outras pessoas em seu ministério. Torne-se um líder de ministros. Liderar ministérios é um ministério em si mesmo. D. L. Moody disse o seguinte: “Prefiro pôr dez homens para agir do que agir por dez homens”.

Se você evitar estas sete armadilhas, terá um longo caminho para construir um ministério que perdure.
Preletor: Rick Warren