Satanás sabe explorar nossas fraquezas no sentido de enfraquecer-nos, desanimar-nos, fazendo-nos fracassar e abdicar da vida cristã. Isto ele consegue através do Medo.
1. O Medo Paralisa o Nosso Potencial. (v.4)
Ele mesmo, porém, se foi ao deserto, caminho de um dia, e veio, e se assentou debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte e disse: Basta; Toma agora, ó Senhor, minha alma, pois não sou melhor do que meus pais.
• O Medo nos priva de nosso potencial. Faz-nos menores do que realmente somos. Randall B. Hamrock.
(Mateus 25.24-25)
“Chegando, por fim, o que recebera um talento, disse: Senhor, sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste, receoso, escondi na terra o teu talento aqui tens o que é teu”.
Nossas duvidas são traidoras e nos fazem perder aquilo que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar. William Shakespeare.
2. O Medo destrói nossos Sonhos. (v.3)
Temendo, pois, Elias, levantou-se, e, para salvar sua vida, se foi, e chegou a Berseba, que pertence a Judá; e ali deixou seu moço.
• Nada acontece até que haja um sonho. (Números 13.30) “Então, Calebe fez calar o povo perante Moisés e disse! Eia! Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela”.
3. O Medo embota a nossa visão. (v.8)
Levantou-se, pois, comeu e bebeu; e, com a força daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites até o Horebe, o monte de Deus.
• Uma visão correta faz diferença na sua maneira de encarar a vida. (Mateus 6.22-23) “São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas”.
Como vencer o medo?
3.1. Tenha fé no que Deus pode fazer. (v.10,18)
Ele respondeu: Tenho sido zeloso pelo Senhor, Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derribaram os teus altares e mataram os teus profetas a espada; e eu fiquei só, e procuram tirar-me a vida. v.18 Também conservei em Israel sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda a boca que não o beijou.
Conclusão
Não Temas! Deus tem sempre a última Palavra.
Fonte: Sermões on line
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Senhor, não vou desistir
Costumo dizer que os problemas das pessoas não são externos, pois ao olharmos alguém que está bem vestido, bem “arrumado” não conseguimos entender como é que essa pessoa possa estar passando por grandes problemas ou dificuldades. Na verdade os problemas estão sempre dentro de nós, e eles não são visíveis para as pessoas. Quem nos vê numa festa não perceberá se andamos desanimados ou com o coração apertado por motivos que consideramos difíceis de administrar. A ansiedade, que nem sempre é perceptível para os que nos rodeiam é nossa maior inimiga, e as vezes o nosso desânimo é tão grande que chegamos a ficar ”paralisados” na vida por um tempo.
Os sonhos cessam junto com o desânimo e nos sentimos fracassados em muitas áreas de nossas vidas.
Nossa mente está programada para “ganhar”, “vencer”, “conquistar”, “avançar”, “prosperar”, “conseguir”, “obter”, “superar”, e tantos outros verbos positivos que durante a nossa vida nos foi ensinado, e não aprendemos nem aceitamos “perder”, “recuar”, “fracassar”, “entregar” ou “desistir”.
Esses são verbos que não se ajustam naquilo que aprendemos em casa, na escola, no trabalho, na sociedade ou no mundo, onde quer que caminhemos durante nossa existência.
Quando ficamos assim “paralisados”, pensamentos absurdos nos ocorrem, queremos encontrar uma saída rápida para os problemas, pois viver dessa maneira é muito difícil, mas também o medo de errar não nos ajuda a avançar e os problemas parecem aumentar mais a cada dia que passa.
O que fazer para encontrar a saída?
Como fazer para que as coisas dêem certo?
Qual a atitude que devemos tomas diante das dificuldades que encontramos em nossas vidas?
Então pensamos: Melhor esperar …
Mas como já estamos esperando há um bom tempo e não aconteceu muita coisa nesse período, então “esperar” se torna mais um problema para nós!
Muitos pensam em desistir de tudo, desistir da vida, desistir dos sonhos…
A sensação de ter fracassado em alguma coisa, ou nalgum momento, seja na escola, no trabalho, num relacionamento, na criação dos filhos, na administração das finanças ou em qualquer outra área da nossa vida é difícil de admitir e assumir para nós mesmos o fracasso. Mais terrível ainda é admitir que fracassamos para as pessoas que nos cercam, que nos conhecem ou para a sociedade.
É difícil porque temos medo de sermos julgados e desprezados pelo que nos acontece conosco. As vezes temos vergonha de olharmos para as pessoas, pois imaginamos o que podem estar pensando de nós?
Então muitos vivem cabisbaixos ou “fazendo de conta que está tudo bem” para que ninguém pense nada ruim a nosso respeito.
Isso é mais comum nos dias de hoje do que muitos pensam, e acontece com mais pessoas do que imaginamos, pois os problemas estão dentro de nós e não no exterior, por isso não percebemos nos outros.
O que nós cristãos precisamos entender, é que Deus trata conosco através de nossos fracassos, nossas quedas, nosso erros. Não gostamos disso, mas é assim que Deus faz.
O tempo de aflição para nós é a oportunidade para Deus agir em nossas vidas, pois nos tornamos mais sensíveis ao seu Santo Espírito e ouvimos mais a sua “voz”.
Nos esquecemos com muita facilidade que fomos chamados por Deus com um propósito sublime de formamos um novo reino conforme nos ensina o Apóstolo Paulo em Colossenses:
Col. 1:13 Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor;
Deus quer que você faça parte do seu reino eterno, e quer que você seja frutífero para o seu reino!
Quanto mais resistimos ao “trabalhar de Deus”, mais sofremos e menos entendemos o porque certas coisas nos acontece. Quanto mais nos acovardamos, ou nos fechamos em nós mesmos, mais tempo levamos para aprender aquilo que Deus quer nos ensinar!
Vamos olhar para a Palavra de Deus e buscar ajuda, para aprender como agir em situações de quedas ou de aparente fracasso em nossas vidas:
O que precisamos compreender, de uma vez por todas, é que o objetivo de estarmos aqui, (de vivermos neste mundo); sabendo que a nossa vida aqui é apenas temporal; é que estamos aqui de passagem, para ir viver num outro lugar: o reino eterno de Deus, que foi conquistado para nós na cruz do calvário através da morte e ressurreição do Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus.
O nosso lugar de descanso não é aqui, o nosso descanso está na Glória de Deus, com todos os salvos desta terra, junto com os Anjos e na presença do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!
Ali vamos descansar de todo peso, de toda dor e de todas provações.
Vamos examinar uma passagem da Palavra de Deus que nos ajudará a olhar para nossas tribulações de uma outra maneira:
O Apóstolo Paulo, depois de passar boa parte de sua vida em atividades seculares, compreendeu a importância do seu chamado para proclamar a salvação de almas para o reino de Deus.
Talvez você tenha um chamado diferente, não necessariamente pregar a Palavra de Deus, mas com certeza, Deus sempre tem um propósito para sua vida, que é preparar você para participar desse reino maravilhoso, que é eterno, e de adestrar você para ser frutífero enquanto estiver vivendo aqui.
Vamos ver algo que aconteceu com Paulo e que muitos cristãos não conhecem ou não perceberam ao ler suas Bíblias:
E Atos 14, (13 a 20) temos a descrição de uma situação vivida por Paulo e Barnabé que nos ajuda a entender como devemos reagir diante das situações de aparente fracasso em nossas vidas:
Paulo e Barnabé estavam na cidade de Listra com o propósito de pregar a Palavra de Deus e encontraram um homem aleijado naquela cidade.
Paulo ministrou sobre a vida daquele homem e ele foi curado.
Os habitantes de Listra então imaginaram que Paulo e Barnabé eram “deuses” em forma de homens e então um um sacerdote do templo de Júpiter, (também chamado Zeus, o deus maior dos gregos na época) quis oferecer-lhes um sacrifício, usando touros cobertos com grinaldas, junto com a multidão em homenagem à Paulo e Barnabé . Lemos em Atos 14:
14 Quando, porém, os apóstolos Barnabé e Paulo ouviram isto, rasgaram as suas vestes e saltaram para o meio da multidão, clamando
15 e dizendo: Senhores, por que fazeis estas coisas? Nós também somos homens, de natureza semelhante à vossa, e vos anunciamos o evangelho para que destas práticas vãs vos convertais ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar, e tudo quanto há neles;
16 o qual nos tempos passados permitiu que todas as nações andassem nos seus próprios caminhos.
17 Contudo não deixou de dar testemunho de si mesmo, fazendo o bem, dando-vos chuvas do céu e estações frutíferas, enchendo-vos de mantimento, e de alegria os vossos corações.
18 E dizendo isto, com dificuldade impediram as multidões de lhes oferecerem sacrifícios.
19 Sobrevieram, porém, judeus de Antioquia e de Icônio e, havendo persuadido as multidões, apedrejaram a Paulo, e arrastaram-no para fora da cidade, cuidando que estava morto.
Paulo e Barnabé tentaram pregar a Palavra em Listra. Esse era o objetivo deles, usando tudo o que sabiam, e também coragem, pois tinham que enfrentar situações inusitadas e perigosas, e o que aconteceu é que ao tentar cumprir o seu objetivo Paulo terminou apedrejadopor aquela multidão.
Era costume na época que, depois de ser apedrejado até a morte, a vítima era arrastada para fora da cidade e deixada para que os cães e as aves de rapina acabassem com o corpo.
Os discípulos que Paulo já havia feito ali, acompanharam o corpo de Paulo sendo arrastado para fora da cidade e ficaram ao redor dele atônitos.
Como se sentiram aqueles discípúlos diante dessa tragédia?
Não sabemos, pois a palavra não nos revela isso, mas é possível imaginar que algo terrível passava no coração daqueles servos de Deus.
Mas parece que um milagre aconteceu em seguida!
Paulo se levantou diante dos olhares dos discípulos e entrou na cidade, porém no dia seguinte partiu dali para a cidade de Derbe.
A princípio parece que Paulo fracassou, ou se amedrontou, ou se sentiu envergonhado e saiu de mansinho.
Talvez se um de nós estivesse no lugar de Paulo diríamos: Ah! Senhor! Sou teu servo, ou, sou tua serva, como isto foi me acontecer?
Como o Senhor permitiu que isso acontecesse comigo? Eu tinha o propósito de te servir! Fui fiel ao teu mandado!
Minha vida perdeu o sentido com o fracasso!
Quase me mataram, e o Senhor não fez nada por mim! Me deixou à mercê da sorte e dos meus inimigos!
Ao invés de ser abençoado fui envergonhado, apanhei, sofri dores e quase morri!…
E agora, o que vou fazer? Vou ter que continuar a enfrentar tudo isso de novo?
Perdi o ânimo em te servir, Senhor! Vou parar por aqui, vou para Jerusalém e vou voltar a ser advogado!
Como você reagiria se estivesse no lugar de Paulo?
Sei que não podemos nos colocar numa situação semelhante nos dias de hoje e certamente os nossos problemas são diferentes dos problemas vividos por Paulo naquela época (graças a Deus!), mas existem algumas coisas que podemos aprender com isso.
Primeiro: Paulo não se importou com a vergonha, ou com o sofrimento, ou com a aparente ausência de Deus para lhe proteger ou o abençoar.
Paulo sabia em quem ele cria! Deus é verdadeiro, é fiel e não erra, amados!
Alguns teólogos consideram que Paulo morreu e o Senhor o ressuscitou ali, ou que as visões que o Apostolo narra em 2ª. Corintios 12:1-5, possam ter ocorrido nesses momentos.
Mas o que importa foi a reação de Paulo e precisamos aprender a confiar em Deus dessa mesma maneira!
Paulo se levantou e foi para Derbe para continuar no propósito para o qual ele foi chamado por Cristo.
Paulo foi para Derbe para continuar a pregar a Palavra e testemunhar do amor de Deus para conosco., e a palavra nos diz no verso 21 que ele fez ali muitos discípulos.
Paulo não desanimou, não se colocou diante de Deus como quem fracassou, não ficou debaixo dos lençóis chorando as suas dores e se queixando de que Deus o tinha abandonado! Não!
Paulo sabia que o seu futuro era participar do reino de Deus e precisava fazer a sua parte. Então ele fez aquilo que nos diz em Filipenses 3: 13b …. esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão 14 prossigo para o alvo, para o prêmio da vocação (chamado) celestial de Deus em Cristo Jesus.
Paulo tinha a sua visão voltada para o reino eterno de Deus, e sabia que todas as coisas que passaram não retornam mais.
Paulo sabia que “todas as coisas colaboram para o bem daqueles que amam a Deus e são chamados segundo o seu propósito (Rom 8:28)
Paulo vivia o presente e confiava que os olhos de Deus estavam sobre ele .
1ª. Pedro 3: 12 Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos atento à sua súplica; mas o rosto do Senhor é contra os que fazem o mal
Nós temos o costume de viver muito o passado e esperando ansiosos pelo futuro. Quase não vivemos o presente.
Temos que nos levantar, passar azeite nas feridas e continuar nossa caminhada. Temos que ser frutíferos a tempo e a qualquer tempo! Temos que fazer com que o nosso presente seja frutífero para o reino de Deus!
Essa é a vontade de Deus para a sua vida! Essa é a vontade de Deus para todos aqueles que foram chamados para viver no reino do Filho do seu amor!
O incrível é que vemos nos versos seguintes que o Apóstolo Paulo retornou para a cidade de Listra (onde foi apedrejado) para fortalecer a alma dos discípulos, exortando-os a permanecerem firmes na fé e mostrando que, através de muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus (Atos 14:22).
Podemos aprender então que a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que não se vêem, porque as que se vêem são temporais e as que se não vêem são eternas. (2ª. Corintios 4:17-18)
Imaginem o que Paulo não acumulou de peso de glória (galardões) ao sofrer tantas provações e não se deixar esmorecer enquanto aqui viveu!
E Você? Tem levantado, sacudido a poeira e continuado a confiar no Senhor e a viver dentro da vontade de Deus?
Ou tem se deixado desanimar e se contaminado com o que o mundo oferece, imaginando que Deus te abandonou ou que Deus não te ama e não responde suas orações?
É preciso confiar em Deus, amados!
É preciso se fortalecer na fé e enfrentar as tribulações com confiança e a certeza de que Deus está nos adestrando para o seu reino!
Cada vez que você se quebra, você se torna melhor! Cada vez que você se arrepende de seus pecados você se santifica mais!
Cada vez que é você humilhado você entende o preço que o Senhor Jesus pagou pela sua vida na cruz, pois sendo Deus, humilhou-se a si mesmo, tomando a forma de servo.
É hora de nos firmarmos e permanecermos junto ao Senhor, pois os dias são maus e o sofrimento afastará muitos da salvação.
Por isso o Senhor Jesus nos diz em Lucas 9:62: “ Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás, é apto para o reino de Deus.
Ainda é tempo de firmar a nossa mão, e olhar para o fim da jornada, onde o Senhor nos espera com a coroa da vida, e ali então encontraremos descanso para nossas almas cansadas!
Te exorto a olhar os seus fracassos, os seus erros, as suas quedas ou as suas perdas como uma forma de Deus trabalhar em sua vida, para você crescer na graça e no conhecimento de Deus, sabendo que Ele prometeu que nunca nos deixará, jamais nos abandonará (Hebreus 13:5).
Assim afirmemos confiantemente: O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que poderá me fazer o homem? (Heb 13:6)
Confia em Deus, e louva-o pela sua fidelidade.
Fonte: Sermões on line
Os sonhos cessam junto com o desânimo e nos sentimos fracassados em muitas áreas de nossas vidas.
Nossa mente está programada para “ganhar”, “vencer”, “conquistar”, “avançar”, “prosperar”, “conseguir”, “obter”, “superar”, e tantos outros verbos positivos que durante a nossa vida nos foi ensinado, e não aprendemos nem aceitamos “perder”, “recuar”, “fracassar”, “entregar” ou “desistir”.
Esses são verbos que não se ajustam naquilo que aprendemos em casa, na escola, no trabalho, na sociedade ou no mundo, onde quer que caminhemos durante nossa existência.
Quando ficamos assim “paralisados”, pensamentos absurdos nos ocorrem, queremos encontrar uma saída rápida para os problemas, pois viver dessa maneira é muito difícil, mas também o medo de errar não nos ajuda a avançar e os problemas parecem aumentar mais a cada dia que passa.
O que fazer para encontrar a saída?
Como fazer para que as coisas dêem certo?
Qual a atitude que devemos tomas diante das dificuldades que encontramos em nossas vidas?
Então pensamos: Melhor esperar …
Mas como já estamos esperando há um bom tempo e não aconteceu muita coisa nesse período, então “esperar” se torna mais um problema para nós!
Muitos pensam em desistir de tudo, desistir da vida, desistir dos sonhos…
A sensação de ter fracassado em alguma coisa, ou nalgum momento, seja na escola, no trabalho, num relacionamento, na criação dos filhos, na administração das finanças ou em qualquer outra área da nossa vida é difícil de admitir e assumir para nós mesmos o fracasso. Mais terrível ainda é admitir que fracassamos para as pessoas que nos cercam, que nos conhecem ou para a sociedade.
É difícil porque temos medo de sermos julgados e desprezados pelo que nos acontece conosco. As vezes temos vergonha de olharmos para as pessoas, pois imaginamos o que podem estar pensando de nós?
Então muitos vivem cabisbaixos ou “fazendo de conta que está tudo bem” para que ninguém pense nada ruim a nosso respeito.
Isso é mais comum nos dias de hoje do que muitos pensam, e acontece com mais pessoas do que imaginamos, pois os problemas estão dentro de nós e não no exterior, por isso não percebemos nos outros.
O que nós cristãos precisamos entender, é que Deus trata conosco através de nossos fracassos, nossas quedas, nosso erros. Não gostamos disso, mas é assim que Deus faz.
O tempo de aflição para nós é a oportunidade para Deus agir em nossas vidas, pois nos tornamos mais sensíveis ao seu Santo Espírito e ouvimos mais a sua “voz”.
Nos esquecemos com muita facilidade que fomos chamados por Deus com um propósito sublime de formamos um novo reino conforme nos ensina o Apóstolo Paulo em Colossenses:
Col. 1:13 Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor;
Deus quer que você faça parte do seu reino eterno, e quer que você seja frutífero para o seu reino!
Quanto mais resistimos ao “trabalhar de Deus”, mais sofremos e menos entendemos o porque certas coisas nos acontece. Quanto mais nos acovardamos, ou nos fechamos em nós mesmos, mais tempo levamos para aprender aquilo que Deus quer nos ensinar!
Vamos olhar para a Palavra de Deus e buscar ajuda, para aprender como agir em situações de quedas ou de aparente fracasso em nossas vidas:
O que precisamos compreender, de uma vez por todas, é que o objetivo de estarmos aqui, (de vivermos neste mundo); sabendo que a nossa vida aqui é apenas temporal; é que estamos aqui de passagem, para ir viver num outro lugar: o reino eterno de Deus, que foi conquistado para nós na cruz do calvário através da morte e ressurreição do Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus.
O nosso lugar de descanso não é aqui, o nosso descanso está na Glória de Deus, com todos os salvos desta terra, junto com os Anjos e na presença do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!
Ali vamos descansar de todo peso, de toda dor e de todas provações.
Vamos examinar uma passagem da Palavra de Deus que nos ajudará a olhar para nossas tribulações de uma outra maneira:
O Apóstolo Paulo, depois de passar boa parte de sua vida em atividades seculares, compreendeu a importância do seu chamado para proclamar a salvação de almas para o reino de Deus.
Talvez você tenha um chamado diferente, não necessariamente pregar a Palavra de Deus, mas com certeza, Deus sempre tem um propósito para sua vida, que é preparar você para participar desse reino maravilhoso, que é eterno, e de adestrar você para ser frutífero enquanto estiver vivendo aqui.
Vamos ver algo que aconteceu com Paulo e que muitos cristãos não conhecem ou não perceberam ao ler suas Bíblias:
E Atos 14, (13 a 20) temos a descrição de uma situação vivida por Paulo e Barnabé que nos ajuda a entender como devemos reagir diante das situações de aparente fracasso em nossas vidas:
Paulo e Barnabé estavam na cidade de Listra com o propósito de pregar a Palavra de Deus e encontraram um homem aleijado naquela cidade.
Paulo ministrou sobre a vida daquele homem e ele foi curado.
Os habitantes de Listra então imaginaram que Paulo e Barnabé eram “deuses” em forma de homens e então um um sacerdote do templo de Júpiter, (também chamado Zeus, o deus maior dos gregos na época) quis oferecer-lhes um sacrifício, usando touros cobertos com grinaldas, junto com a multidão em homenagem à Paulo e Barnabé . Lemos em Atos 14:
14 Quando, porém, os apóstolos Barnabé e Paulo ouviram isto, rasgaram as suas vestes e saltaram para o meio da multidão, clamando
15 e dizendo: Senhores, por que fazeis estas coisas? Nós também somos homens, de natureza semelhante à vossa, e vos anunciamos o evangelho para que destas práticas vãs vos convertais ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar, e tudo quanto há neles;
16 o qual nos tempos passados permitiu que todas as nações andassem nos seus próprios caminhos.
17 Contudo não deixou de dar testemunho de si mesmo, fazendo o bem, dando-vos chuvas do céu e estações frutíferas, enchendo-vos de mantimento, e de alegria os vossos corações.
18 E dizendo isto, com dificuldade impediram as multidões de lhes oferecerem sacrifícios.
19 Sobrevieram, porém, judeus de Antioquia e de Icônio e, havendo persuadido as multidões, apedrejaram a Paulo, e arrastaram-no para fora da cidade, cuidando que estava morto.
Paulo e Barnabé tentaram pregar a Palavra em Listra. Esse era o objetivo deles, usando tudo o que sabiam, e também coragem, pois tinham que enfrentar situações inusitadas e perigosas, e o que aconteceu é que ao tentar cumprir o seu objetivo Paulo terminou apedrejadopor aquela multidão.
Era costume na época que, depois de ser apedrejado até a morte, a vítima era arrastada para fora da cidade e deixada para que os cães e as aves de rapina acabassem com o corpo.
Os discípulos que Paulo já havia feito ali, acompanharam o corpo de Paulo sendo arrastado para fora da cidade e ficaram ao redor dele atônitos.
Como se sentiram aqueles discípúlos diante dessa tragédia?
Não sabemos, pois a palavra não nos revela isso, mas é possível imaginar que algo terrível passava no coração daqueles servos de Deus.
Mas parece que um milagre aconteceu em seguida!
Paulo se levantou diante dos olhares dos discípulos e entrou na cidade, porém no dia seguinte partiu dali para a cidade de Derbe.
A princípio parece que Paulo fracassou, ou se amedrontou, ou se sentiu envergonhado e saiu de mansinho.
Talvez se um de nós estivesse no lugar de Paulo diríamos: Ah! Senhor! Sou teu servo, ou, sou tua serva, como isto foi me acontecer?
Como o Senhor permitiu que isso acontecesse comigo? Eu tinha o propósito de te servir! Fui fiel ao teu mandado!
Minha vida perdeu o sentido com o fracasso!
Quase me mataram, e o Senhor não fez nada por mim! Me deixou à mercê da sorte e dos meus inimigos!
Ao invés de ser abençoado fui envergonhado, apanhei, sofri dores e quase morri!…
E agora, o que vou fazer? Vou ter que continuar a enfrentar tudo isso de novo?
Perdi o ânimo em te servir, Senhor! Vou parar por aqui, vou para Jerusalém e vou voltar a ser advogado!
Como você reagiria se estivesse no lugar de Paulo?
Sei que não podemos nos colocar numa situação semelhante nos dias de hoje e certamente os nossos problemas são diferentes dos problemas vividos por Paulo naquela época (graças a Deus!), mas existem algumas coisas que podemos aprender com isso.
Primeiro: Paulo não se importou com a vergonha, ou com o sofrimento, ou com a aparente ausência de Deus para lhe proteger ou o abençoar.
Paulo sabia em quem ele cria! Deus é verdadeiro, é fiel e não erra, amados!
Alguns teólogos consideram que Paulo morreu e o Senhor o ressuscitou ali, ou que as visões que o Apostolo narra em 2ª. Corintios 12:1-5, possam ter ocorrido nesses momentos.
Mas o que importa foi a reação de Paulo e precisamos aprender a confiar em Deus dessa mesma maneira!
Paulo se levantou e foi para Derbe para continuar no propósito para o qual ele foi chamado por Cristo.
Paulo foi para Derbe para continuar a pregar a Palavra e testemunhar do amor de Deus para conosco., e a palavra nos diz no verso 21 que ele fez ali muitos discípulos.
Paulo não desanimou, não se colocou diante de Deus como quem fracassou, não ficou debaixo dos lençóis chorando as suas dores e se queixando de que Deus o tinha abandonado! Não!
Paulo sabia que o seu futuro era participar do reino de Deus e precisava fazer a sua parte. Então ele fez aquilo que nos diz em Filipenses 3: 13b …. esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão 14 prossigo para o alvo, para o prêmio da vocação (chamado) celestial de Deus em Cristo Jesus.
Paulo tinha a sua visão voltada para o reino eterno de Deus, e sabia que todas as coisas que passaram não retornam mais.
Paulo sabia que “todas as coisas colaboram para o bem daqueles que amam a Deus e são chamados segundo o seu propósito (Rom 8:28)
Paulo vivia o presente e confiava que os olhos de Deus estavam sobre ele .
1ª. Pedro 3: 12 Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos atento à sua súplica; mas o rosto do Senhor é contra os que fazem o mal
Nós temos o costume de viver muito o passado e esperando ansiosos pelo futuro. Quase não vivemos o presente.
Temos que nos levantar, passar azeite nas feridas e continuar nossa caminhada. Temos que ser frutíferos a tempo e a qualquer tempo! Temos que fazer com que o nosso presente seja frutífero para o reino de Deus!
Essa é a vontade de Deus para a sua vida! Essa é a vontade de Deus para todos aqueles que foram chamados para viver no reino do Filho do seu amor!
O incrível é que vemos nos versos seguintes que o Apóstolo Paulo retornou para a cidade de Listra (onde foi apedrejado) para fortalecer a alma dos discípulos, exortando-os a permanecerem firmes na fé e mostrando que, através de muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus (Atos 14:22).
Podemos aprender então que a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que não se vêem, porque as que se vêem são temporais e as que se não vêem são eternas. (2ª. Corintios 4:17-18)
Imaginem o que Paulo não acumulou de peso de glória (galardões) ao sofrer tantas provações e não se deixar esmorecer enquanto aqui viveu!
E Você? Tem levantado, sacudido a poeira e continuado a confiar no Senhor e a viver dentro da vontade de Deus?
Ou tem se deixado desanimar e se contaminado com o que o mundo oferece, imaginando que Deus te abandonou ou que Deus não te ama e não responde suas orações?
É preciso confiar em Deus, amados!
É preciso se fortalecer na fé e enfrentar as tribulações com confiança e a certeza de que Deus está nos adestrando para o seu reino!
Cada vez que você se quebra, você se torna melhor! Cada vez que você se arrepende de seus pecados você se santifica mais!
Cada vez que é você humilhado você entende o preço que o Senhor Jesus pagou pela sua vida na cruz, pois sendo Deus, humilhou-se a si mesmo, tomando a forma de servo.
É hora de nos firmarmos e permanecermos junto ao Senhor, pois os dias são maus e o sofrimento afastará muitos da salvação.
Por isso o Senhor Jesus nos diz em Lucas 9:62: “ Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás, é apto para o reino de Deus.
Ainda é tempo de firmar a nossa mão, e olhar para o fim da jornada, onde o Senhor nos espera com a coroa da vida, e ali então encontraremos descanso para nossas almas cansadas!
Te exorto a olhar os seus fracassos, os seus erros, as suas quedas ou as suas perdas como uma forma de Deus trabalhar em sua vida, para você crescer na graça e no conhecimento de Deus, sabendo que Ele prometeu que nunca nos deixará, jamais nos abandonará (Hebreus 13:5).
Assim afirmemos confiantemente: O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que poderá me fazer o homem? (Heb 13:6)
Confia em Deus, e louva-o pela sua fidelidade.
Fonte: Sermões on line
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Chamados para frutificar
As videiras crescem em toda a palestina. Todo o ano, os agricultores podam os ramos para que as arvores produzam frutos de alta qualidade. O ramo que não dá fruto é considerado inútil, e as videiras improdutivas são radicalmente cortadas. Os galhos cortados são destruídos, pois não servem para nada. O AT representa Israel como a videira de Deus. Por isso, ela se tornou um símbolo da nação de Israel. Jesus afirmou que ele era a videira “Verdadeira”, usando a planta e seus ramos como uma analogia para mostrar que o crente deve permanecer (viver) nele. Os ramos não têm nenhuma fonte de vida em si mesmos, mas recebem a vida da videira.Sem ela não pode produzir fruto e não prestam para nada.
- Se eu quero frutificar, não posso ter parceria com o pecado
Tratar o pecado às vezes não é muito fácil, às vezes traz tristezas, dores; mas precisa ser encarado de frente, com seriedade.
a) Se houver pecado não haverá vitória
Por causa de Acã, da tribo de Judá que pegou uma capa feita na babilônia, 2 kg e quatrocentos gramas de prata e uma barra de ouro de seiscentos gramas e uma cunha de ouro (Josue 7: 21).
O povo de Deus foi derrotado em Ai, por causa do pecado oculto de Acã.
Obs.Deus já havia falado que toda a prata,todo o ouro e todos os utensílios de bronze e de ferro são sagrados e pertencem ao Senhor.(Js 6:19)
Josué Clama a Deus e o pecado oculto é descoberto
Nada fica oculto aos olhos de Deus
Para onde me irei do teu Espírito ou para onde fugirei da tua face?Se subir ao céu, tu aí estas; se fizer no Seol a minha cama, eis que ali estás também (Salmos 139:7-8).
Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor. (Romanos 6:23)
Não podemos vacilar. Devemos sempre estar atentos, 24 horas por dia.
b) Se você esta arrependido do que fez peça perdão a Deus.
Como:
•Confessando
O que confessa e deixa alcança misericórdia (Provérbios 28:13)
Se confessarmos os nosso pecados ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. (1°João 1:9)
Perdoarei a sua maldade e nunca mais me lembrarei dos seus pecados. (Jeremias 21:34)
Se eu quero frutificar, eu tenho que ter comunhão
A Unidade é fortalecida quando nos perdoamos
Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo. (Efésios 4:32)
Vamos expulsar a inveja do nosso meio
Porque, onde há inveja e espírito faccioso, aí há perturbação e toda obra perversa. (Tiago 3:16)
Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. (Efésios 4:3)
Eu tenho que produzir fruto para a santificação
Mas agora libertados do pecado,e feitos servos de Deus,tendes o vosso fruto para a santificação, e por fim a vida eterna. (Romanos 6:22)
Quem não frutifica não permanece na igreja
“Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo que dá fruto, limpa, para que produza mais fruto ainda” (João. 15.2).
Pra frutificar tem que ter uma vida de oração, e leitura da palavra.
Conclusão:
Limpe o seu coração através da confissão. Deixe o pecado. O Senhor o fará frutífero. Ele é bom e sua misericórdia dura para sempre.
Fonte: Sermões on line
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
O encontro de Jesus e Nicodemus
A vida é feita de desafios. Já na concepção há o desafio do espermatozóide atingir o óvulo e fecundá-lo. Daí por diante, os desafios se multiplicam: o desenvolvimento fetal, o parto, a educação, o crescimento, trabalho, casamento, etc…
Muitos desses desafios somente serão coroados de êxito, se forem percebidos como desafios que transcendem a realidade física, material e terreal. Exemplo disso pode ser visto na conquista da terra prometida: Quando 12 espias subiram para olhar a terra e seus moradores. No retorno não havia alegria, não havia perspectiva festiva de consolidação da caminhada: “Nós nos víamos como gafanhotos…” A conquista da terra que desde o início foi um projeto de fé, perdeu sua significância quando decidiram caminhar pelo que seus olhos terreais contemplavam,… O mesmo aconteceu em um outro momento, quando o exército sírio organizou-se com a finalidade de prender Elizeu (2 Reis 6). A cidade estava cercada, sitiada por forte aparato militar contrário. O jovem que servia ao profeta volta assustado e dizendo: “Como escaparemos ? O que faremos ? O profeta no entanto, pede a Deus que lhe abra os olhos para ver que há desafios que são vencidos com os olhos da fé: “Mai!
s são os que estão conosco do que os que estão com ele…” Há coisas que somente os olhos espirituais conseguem perceber. Há vitórias que só mesmo os olhos da fé podem nos trazer!
Nicodemos era um varão judeu, religioso, apresentado como um dos maiorais dos judeus. Este personagem aparece 3 vezes no Evangelho de João. Em João 3, 7 e 19. Em cada uma dessas suas aparições, fica notório um avanço em seu compromisso com Cristo. No primeiro texto ele confronta a Jesus sobre o novo nascimento. No segundo texto ele defende Jesus diante do Sinédrio e no terceiro texto ele participa com José de Arimatéia do levantamento de especiarias para o túmulo de Jesus.
Todavia, o texto que nos interessa é o o capítulo 3. Jesus há pouco iniciara seus ministério realizando sinais. O primeiro sinal do Evangelho de João é narrado no capítulo 2 quando ele transforma água em vinho. Isso se deu na Galiléia. Logo após, Jesus desce com seus discípulos para Jerusalém por conta da proximidade das festividades da Páscoa (João 2.13). Em Jerusalém ele realiza outras curas e sinais que são descritos de maneira generalizada (João 2.23). Certamente isso gerou diversos comentários sobre a origem de tal poder e autoridade. Neste ínterim, Nicodemus vai á casa onde Jesus estava, por ocasião da noite, para uma entrevista com o mestre. Há algumas lições interessantes no texto:
1. O HOMEM NATURAL NÃO COMPREENDE A VERDADE ESPIRITUAL
O apóstolo Paulo ao escrever aos Coríntios dizia isso: “Ora, um homem natural não aceita as cousas do espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entende-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Coríntios 2.14).
O homem natural é aquele que não nasceu de novo, não experimentou a regeneração da parte de Deus em sua vida. É a pessoa que ainda que tenha boa intenção para com as coisas da fé, não é salva e não consegue absorver, entender e discernir as coisas do Espírito. Ao homem sem a salvação, Paulo dá o nome de homem natural.
Nicodemus vem a Jesus nesta condição. Não importa a graduação social que alguém tenha, sem nascer de novo, é um homem natural que desconhece os mistérios do Espírito de Deus.
O homem natural se apercebe apenas das coisas externas. Foi assim que Nicodemus portou-se diante de Jesus: “Ninguém pode fazer estes sinais, se Deus não estiver com ele” (v.2). O que chamava a atenção de Nicodemus eram os sinais exteriores. As coisas externas que apenas os olhos materiais e terreais contemplam. Samuel fora advertido por Deus sobre esta preocupação quando da unção de um novo rei na casa de Jessé, pai de Davi. Ao contemplar o mais velho dos filhos achou que estava diante do ungido de Deus. “O Senhor não vê como vê o homem… o homem vê a aparência”.
Rev. Ronaldo Lidório em seu livro: Liderança e Integridade diz que somos seres construtores de máscaras. Como seres construtores de máscaras, as elaboramos para aparentar o que não somos e esconder o que de fato realizamos. Nesta tarefa, 3 tipos de máscaras são construídas:
- máscaras para enganar os de longe
- máscaras para enganar os de perto
- máscaras para enganar a si mesmo…
Nicodemus era um intelectual de seus dias, mas incapaz de compreender as verdades espirituais pois um homem natural é incapaz desta realidade. Tentar convencer racionalmente um descrente sobre as verdades da fé, é algo ineficaz. Ainda que ele se dê por vencido, todavia para nada isso lhe adiantará. É preciso nascer de novo.
2. O HOMEM RELIGIOSO NÃO ENTENDE A DINÂMICA DO REINO DEUS
O texto de João 3 afirma que Nicodemus era um homem religioso. Em João 7 ele lida com os maiorais de sua fé. Certamente, ele era um sujeito conhecedor das principais diretrizes da religião judaica, apreciador das normais que davam sustentação àquela fé. Mas ser religioso não tem nada com o Reino de Deus. O reino de Deus não é uma extensão nova da religião. Jesus disse que “não se põe vinho novo em odres velhos”. Há uma quantidade enorme de pessoas hoje em dia, tão religiosas quanto Nicodemus e ao mesmo tempo tão distantes do Reino de Deus.
Era algo absurdo para Nicodemus o nascer de novo! Como seria isso ? Seria necessário voltar para o ventre materno ? Como um homem velho nasce de novo ?
Jesus declara em João 3.10 – “Como sendo tu mestre em Israel e não compreendes estas cousas ?”
Ser religioso não significa que haja compreensão das verdades do Reino de Deus.
3. O HOMEM TERREAL NÃO PODE IMAGINAR A REALIDADE CELESTIAL
As palavras de Jesus a Nicodemus, ao final desta explanação são confrontadoras: “Se, tratando das cousas terrenas, não me credes, como crereis, se vos falar das celestiais ?” (v.12).
Como um homem preocupado com as questões terrenas pode absorver e vivenciar as realidades celestiais ? Como alguém cujo coração se volta para o que comer, o que vestir, o que beber entenderá os mistérios do reino ? Quanto a isso foi que Jesus declarou: “Buscai em primeiro lugar o reino de Deus e as demais coisas lhes serão acrescentadas”.
Paulo declarou aos Coríntios: “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (1 Coríntios 2.9).
Já ao Romanos Paulo declara: “Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempopresente não podem ser comparardos com a glória a ser revelada em nós” (Romanos 8.18).
Curiosamente, a musica de John Lenon – IMAGINE se comparada com os textos de Apocalipse 21 e 22 é quase que um plágio das Escrituras. Lenon dizia que era preciso imaginar! Imaginar um mundo sem céu (Imagine there’s no heaven)… pois o céu é a própria realidade em que se vive; imaginar um tempo sem uma expectativa futura (Imagine all the people Living for today)… não há mais o que se esperar, pois o que se esperava aconteceu.
imaginar um mundo sem fronteiras (Imagine there’s no countries)… pois haverá apenas um reino o de Deus; imaginar um mundo sem religião (And no religion too), pois Deus estará com todos os seus e será tudo neles… O que Lenon imaginava, era o que a Palavra diz sobre a realidade futura que espera o povo do Senhor…. mas isso o homem natural, religioso e terreal não consegue apreender!!!! Para ele tudo era pura imaginação. Para os que nascem de novo, é a realidade descrita como salvação!
Quantos como Nicodemus, Lenon e outros mais, sonham com uma realidade que é possível a partir do novo nascimento ? E Jesus encerra informando que o novo nascimento está associada a compreensão do amor de Deus: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna
Fonte: Sermões on line
Muitos desses desafios somente serão coroados de êxito, se forem percebidos como desafios que transcendem a realidade física, material e terreal. Exemplo disso pode ser visto na conquista da terra prometida: Quando 12 espias subiram para olhar a terra e seus moradores. No retorno não havia alegria, não havia perspectiva festiva de consolidação da caminhada: “Nós nos víamos como gafanhotos…” A conquista da terra que desde o início foi um projeto de fé, perdeu sua significância quando decidiram caminhar pelo que seus olhos terreais contemplavam,… O mesmo aconteceu em um outro momento, quando o exército sírio organizou-se com a finalidade de prender Elizeu (2 Reis 6). A cidade estava cercada, sitiada por forte aparato militar contrário. O jovem que servia ao profeta volta assustado e dizendo: “Como escaparemos ? O que faremos ? O profeta no entanto, pede a Deus que lhe abra os olhos para ver que há desafios que são vencidos com os olhos da fé: “Mai!
s são os que estão conosco do que os que estão com ele…” Há coisas que somente os olhos espirituais conseguem perceber. Há vitórias que só mesmo os olhos da fé podem nos trazer!
Nicodemos era um varão judeu, religioso, apresentado como um dos maiorais dos judeus. Este personagem aparece 3 vezes no Evangelho de João. Em João 3, 7 e 19. Em cada uma dessas suas aparições, fica notório um avanço em seu compromisso com Cristo. No primeiro texto ele confronta a Jesus sobre o novo nascimento. No segundo texto ele defende Jesus diante do Sinédrio e no terceiro texto ele participa com José de Arimatéia do levantamento de especiarias para o túmulo de Jesus.
Todavia, o texto que nos interessa é o o capítulo 3. Jesus há pouco iniciara seus ministério realizando sinais. O primeiro sinal do Evangelho de João é narrado no capítulo 2 quando ele transforma água em vinho. Isso se deu na Galiléia. Logo após, Jesus desce com seus discípulos para Jerusalém por conta da proximidade das festividades da Páscoa (João 2.13). Em Jerusalém ele realiza outras curas e sinais que são descritos de maneira generalizada (João 2.23). Certamente isso gerou diversos comentários sobre a origem de tal poder e autoridade. Neste ínterim, Nicodemus vai á casa onde Jesus estava, por ocasião da noite, para uma entrevista com o mestre. Há algumas lições interessantes no texto:
1. O HOMEM NATURAL NÃO COMPREENDE A VERDADE ESPIRITUAL
O apóstolo Paulo ao escrever aos Coríntios dizia isso: “Ora, um homem natural não aceita as cousas do espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entende-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Coríntios 2.14).
O homem natural é aquele que não nasceu de novo, não experimentou a regeneração da parte de Deus em sua vida. É a pessoa que ainda que tenha boa intenção para com as coisas da fé, não é salva e não consegue absorver, entender e discernir as coisas do Espírito. Ao homem sem a salvação, Paulo dá o nome de homem natural.
Nicodemus vem a Jesus nesta condição. Não importa a graduação social que alguém tenha, sem nascer de novo, é um homem natural que desconhece os mistérios do Espírito de Deus.
O homem natural se apercebe apenas das coisas externas. Foi assim que Nicodemus portou-se diante de Jesus: “Ninguém pode fazer estes sinais, se Deus não estiver com ele” (v.2). O que chamava a atenção de Nicodemus eram os sinais exteriores. As coisas externas que apenas os olhos materiais e terreais contemplam. Samuel fora advertido por Deus sobre esta preocupação quando da unção de um novo rei na casa de Jessé, pai de Davi. Ao contemplar o mais velho dos filhos achou que estava diante do ungido de Deus. “O Senhor não vê como vê o homem… o homem vê a aparência”.
Rev. Ronaldo Lidório em seu livro: Liderança e Integridade diz que somos seres construtores de máscaras. Como seres construtores de máscaras, as elaboramos para aparentar o que não somos e esconder o que de fato realizamos. Nesta tarefa, 3 tipos de máscaras são construídas:
- máscaras para enganar os de longe
- máscaras para enganar os de perto
- máscaras para enganar a si mesmo…
Nicodemus era um intelectual de seus dias, mas incapaz de compreender as verdades espirituais pois um homem natural é incapaz desta realidade. Tentar convencer racionalmente um descrente sobre as verdades da fé, é algo ineficaz. Ainda que ele se dê por vencido, todavia para nada isso lhe adiantará. É preciso nascer de novo.
2. O HOMEM RELIGIOSO NÃO ENTENDE A DINÂMICA DO REINO DEUS
O texto de João 3 afirma que Nicodemus era um homem religioso. Em João 7 ele lida com os maiorais de sua fé. Certamente, ele era um sujeito conhecedor das principais diretrizes da religião judaica, apreciador das normais que davam sustentação àquela fé. Mas ser religioso não tem nada com o Reino de Deus. O reino de Deus não é uma extensão nova da religião. Jesus disse que “não se põe vinho novo em odres velhos”. Há uma quantidade enorme de pessoas hoje em dia, tão religiosas quanto Nicodemus e ao mesmo tempo tão distantes do Reino de Deus.
Era algo absurdo para Nicodemus o nascer de novo! Como seria isso ? Seria necessário voltar para o ventre materno ? Como um homem velho nasce de novo ?
Jesus declara em João 3.10 – “Como sendo tu mestre em Israel e não compreendes estas cousas ?”
Ser religioso não significa que haja compreensão das verdades do Reino de Deus.
3. O HOMEM TERREAL NÃO PODE IMAGINAR A REALIDADE CELESTIAL
As palavras de Jesus a Nicodemus, ao final desta explanação são confrontadoras: “Se, tratando das cousas terrenas, não me credes, como crereis, se vos falar das celestiais ?” (v.12).
Como um homem preocupado com as questões terrenas pode absorver e vivenciar as realidades celestiais ? Como alguém cujo coração se volta para o que comer, o que vestir, o que beber entenderá os mistérios do reino ? Quanto a isso foi que Jesus declarou: “Buscai em primeiro lugar o reino de Deus e as demais coisas lhes serão acrescentadas”.
Paulo declarou aos Coríntios: “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (1 Coríntios 2.9).
Já ao Romanos Paulo declara: “Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempopresente não podem ser comparardos com a glória a ser revelada em nós” (Romanos 8.18).
Curiosamente, a musica de John Lenon – IMAGINE se comparada com os textos de Apocalipse 21 e 22 é quase que um plágio das Escrituras. Lenon dizia que era preciso imaginar! Imaginar um mundo sem céu (Imagine there’s no heaven)… pois o céu é a própria realidade em que se vive; imaginar um tempo sem uma expectativa futura (Imagine all the people Living for today)… não há mais o que se esperar, pois o que se esperava aconteceu.
imaginar um mundo sem fronteiras (Imagine there’s no countries)… pois haverá apenas um reino o de Deus; imaginar um mundo sem religião (And no religion too), pois Deus estará com todos os seus e será tudo neles… O que Lenon imaginava, era o que a Palavra diz sobre a realidade futura que espera o povo do Senhor…. mas isso o homem natural, religioso e terreal não consegue apreender!!!! Para ele tudo era pura imaginação. Para os que nascem de novo, é a realidade descrita como salvação!
Quantos como Nicodemus, Lenon e outros mais, sonham com uma realidade que é possível a partir do novo nascimento ? E Jesus encerra informando que o novo nascimento está associada a compreensão do amor de Deus: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna
Fonte: Sermões on line
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