terça-feira, 8 de maio de 2012

Santidade:Temporal ou Eterna?




Santidade:Temporal ou Eterna?
“Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” [Hb 12.14].
Primeiro, vamos definir a palavra santo, que quer dizer separado. Como Deus é santo, Ele é separado de toda a Sua criação. Existe a idéia errônea e antibíblica de que a criação é a extensão de Deus, como se tudo o que veio a existir pelo poder da Sua palavra fizesse parte dEle. Ora, esta visão é pagã, comumente chamada de panteísmo [grego: pan, "tudo", + theós, "deus"], a qual define ser Deus o todo, e o todo Deus; uma espécie de universalidade dos seres, onde o conjunto de todas as criaturas [materiais e espirituais], a sua totalidade, compõem a unidade de Deus. O problema desta doutrina é que a criação e o Criador se confundem e se fundem, assim como o infinito e o finito, o material e o espiritual, o que leva à idéia de que tanto um como o outro são autocriados ou podendo ser criados por outra força. Mas toda essa confusão é fruto de outra artimanha do maligno, sempre promovendo a mentira, o qual “não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira” [Jo 8.44]. A Bíblia nos revela o contrário: toda a criação, seja o bem e o mal, material e espiritual, está separada de Deus, não é uma “extensão” dEle, nem subsiste e vive nEle, mas é sustentada e sobrevive por Ele.
Bem diferente do sistema proclamado pelos pagãos, anacrônico à Bíblia: a criação existe, vive e se mantém pelo poder de Deus, segundo a Sua vontade, nada além disso.
De certa forma, o entendimento errado dos atributos divinos leva até mesmo cristãos a cogitarem inadvertidamente uma espécie de “panteísmo”. A confusão está na incompreensão da doutrina da onipresença e onisciência, que diz não haver lugar no universo onde Deus não esteja; não que está a ocupar todo o espaço, visto estar fora dele, mas no sentido de que tudo o que acontece, seja onde for, encontra-se diante de Deus e é promovido por Ele; e de que também tem o conhecimento perfeito de tudo, em seus mínimos detalhes, e nada pode escapar à Sua infinita presença. Como o salmista diz: “Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também” [Sl 139.7-8]. O que a Escritura diz claramente é que Deus está em todos os lugares, não há recôndito que não alcance, o que é diametralmente oposto à idéia de que Ele é tudo, e tudo é Ele: “Porventura sou eu Deus de perto, diz o Senhor, e não também Deus de longe? Esconder-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja? diz o Senhor. Porventura não encho eu os céus e a terra? diz o Senhor” [Jr 23.23-24].
Como Criador de todas as coisas, Ele conhece todo o processo exaustivamente, desde o nascimento até a morte, da existência à destruição, sendo que nada acontece sem que seja da Sua vontade ou alheio a ela, “porque o Senhor dos Exércitos o determinou; quem o invalidará? E a sua mão está estendida; quem pois a fará voltar atrás?” [Is 14.27]. O esclarecimento é necessário para não se ter dúvidas de que Deus está separado da Sua criação, de que Ele não faz parte dela, mas está aparte dela; de que são coisas distintas, ainda que a criação seja completamente dependende de Deus e da Sua vontade, sem o que jamais existiria ou sobreviveria.
Então Deus é e está separado de toda a criação, ainda que ela seja consequência do Seu atributo de onipotência; porém como Deus é perfeito, puro e justo, é distinto da criação, que não possui a perfeição, a pureza e justiça divinas, sendo imperfeita, impura e injusta.
As obras de Deus não são Deus, ainda que existam por e para Deus, logo, pertencentes e sujeitas a Ele [tanto para nascer, viver ou morrer], sem que possam “contaminá-lO”, antes é o Senhor quem as santifica ou não, segundo a Sua soberana vontade.
Por isso a Bíblia afirma que todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus [Rm 3.23]. Há uma separação natural entre o Criador e as criaturas em virtude de suas naturezas distintas, agravada pelo pecado [que torna as criaturas ainda mais distantes do Senhor], sendo que, do ponto de vista temporal, Deus se aproximará daquelas que foram salvas eternamente por Cristo, e jamais se achegará àquelas eternamente destinadas à perdição.
Do ponto de vista atemporal, Deus sempre estará próximo do eleito, mesmo que, no tempo, ele ainda não seja convertido; pois a salvação aconteceu no tempo, mas foi decretada na eternidade. Graças a Ele, Cristo, o Cordeiro sem pecado, o qual morreu na cruz e ressuscitou para que os eleitos, diante de Deus, estivessem mais alvos e mais brancos do que a neve [Sl 51.7], sem nenhuma mácula, santos como santo é o nosso Deus, “porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo” [1Pe 1.16].
No tempo, a santidade se inicia na regeneração que o Espírito Santo opera em nós, como a boa obra de Deus iniciada e que atingirá o ápice na eternidade [Fp 1.6], quando o nosso corpo corruptível se transformar em incorruptível, e formos semelhantes a Cristo nosso Senhor [1Co 15.52-53]; quando não haverá mais morte, nem pecado. Ele operará a santidade através da incorruptível “palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre” [1Pe 1.23]. Portanto, o ser santo é algo inalcançável para o homem, somente o Senhor é quem pode torná-lo e fazê-lo separado do mundo, e ligado a Ele; tirados do meio da Sua criação, de entre as criaturas corruptíveis, tornando-o filho adotivo em Cristo, e assim será mantido pelo Seu poder e graça.
Eternamente, já somos salvos antes da fundação do mundo, muito antes do nascimento e queda do primeiro homem, pois o decreto divino estabeleceu que os eleitos, em número certo e definido, seriam tantos quanto Deus escolheu, conheceu e predestinou para serem conforme a imagem de Cristo [Rm 8.29]. Desta forma todos os eleitos [mesmo os que ainda não foram regenerados no tempo] já são salvos e santos. Pode parecer estranho que um homem em pecado, irregenerado, tenha comunhão com Deus. A Bíblia diz que o Senhor abomina o pecado. Porém, como o Espírito Santo faria uma obra de regeneração em um pecador? Haveria como Deus ter comunhão com o ímpio? Segundo as Escrituras, não! A pergunta é: em que ponto o homem deixa de ser ímpio? Como é possível ao homem sair da esfera pecaminosa para a santa? Teríamos de concordar com os arminianos de que somente após escolher a Deus o homem poderá ter comunhão com Ele. Ou seja, a decisão humana o santifica ao ponto de ser capaz de reconhecer em Cristo o seu salvador, e então, somente então, ter o privilégio de comunhão com Deus. O que remeteria os méritos da regeneração ao homem, não a Deus. Mas há uma profusão de textos bíblicos que desmentem essa hipótese. Paulo diz: “Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus.Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só” [Rm 3.10-12].
O dilema persiste: o homem não pode se tornar santo nem Deus ter comunhão com o pecador. Logo, Deus, que está fora do tempo, já nos tem como santos, porque fomos santificados eternamente. Ao promulgar o decreto eterno, sendo o Senhor imutável, e de que toda a Sua vontade se realizará infalivelmente, “pois nenhum dos teus propósitos pode ser impedido” [Jó 42.2], mesmo sem ainda existir, o eleito já está salvo, já é santo. A vontade e decisão em eleger um povo para Si não aconteceu no tempo, mas muito antes dEle criar o tempo. Também escolheu que o processo ocorresse no tempo e, por nossas limitações, tomássemos consciência da pecaminosidade natural, do estado degradante, da morte iminente e incontestável, caso não tivesse nos escolhido. Pois a santidade divina é que nos impede de permanecer no pecado, transformando pecadores em santos aos nossos olhos, mas aos Seus olhos já fomos santificados pelo sacrifício de Cristo, muito antes do Senhor morrer na cruz.
A questão é de perspectiva: quando olhamos para nós mesmos, não temos a visão do resultado [ainda que a Bíblia nos revele o fim de todo eleito: a eternidade diante de Deus]. O fato de estarmos no tempo revelará um encadeamento de situações, as quais serão reveladas progressivamente, indicando o estado de regeneração ou de corrupção. Mesmo assim, para muitos, será impossível conhecer o real estágio em que se encontram, e o fim que os aguarda; apenas no dia do Juízo tomarão conhecimento de que estavam mortos, e permanecerão mortos. Ao passo que, para o Senhor, não somente os fatos, mas todo o fim já é do Seu conhecimento. Como tudo ocorrerá segundo o Seu desejo, seguindo rigorosamente o decreto eterno em que todos os detalhes foram determinados, Deus conhece os Seus escolhidos, e já os tem por certo como Seus. Ou seja, para nós, é um processo; para Deus, já está tudo consumado.
Certo é que somos nós a alcançar a santidade [não é Deus quem a alcança por nós; já que Ele é e sempre foi santo, e não precisa alcançar nada, pois é e sempre foi o perfeito Senhor do universo]. Deus nos capacita, nos habilita e transforma para sermos santos, constituindo-nos o corpo do Seu Filho Amado, o qual é a cabeça. E assim seremos um com todos os escolhidos, os quais são justificados exclusivamente por Deus. A obra é dEle, mas nós é que somos feitos santos e mantidos santificados. Assim, devemos sempre buscá-la, clamar ao Senhor que nos transforme a cada dia, para que a boa obra seja concluída naquele dia.
E, ao fim, como o próprio Senhor disse, seremos um com Ele, assim como o Pai é um com o Filho [Jo 17.21]; separados para Ele, por intermédio dEle, para a Sua glória; definitivamente afastados do pecado, da morte, da corrupção e do mal; o que não é panteísmo, mas Cristianismo bíblico, por que as criaturas destinadas à perdição estarão irremediavelmente separadas de Deus na eternidade, ao contrário de nós.
Alerta: nada do que disse seja mal-interpretado; a santidade é uma obra completa de Deus nos eleitos, mas se o homem não é santo, e despreza a santidade, não é eleito, nem “verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece” [Jo 3.36].
Autor: Jorge Fernandes Isah
Fonte: KÁLAMOS

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Arrependa-se e prossiga





Se livremente confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo verdadeiro em sua própria natureza e promessa para nos perdoar os pecados lançar fora nossas ilegalidades e  continuamente nos purificar de toda injustiça tudo o que não está em conformidade com sua vontade em propósito, pensamento e atitude. 1 João 1.9
É importante nos lamentarmos sinceramente se fizermos algo errado, mas não ajudará nada permanecermos lamentando abertamente sobre tudo o que está errado em nós. Nunca amadurecemos em nossa fé se permanecermos irados conosco.
Devemos nos arrepender dos nossos pecados, receber o perdão e esquecê-los. Não devemos arrastar as memórias do nosso velho comportamento o tempo todo. Cedo ou tarde, teremos de deixar isso de lado e dizer: “Bem, cometi um erro porque sou apenas um velho vaso quebrado”. Então, devemos deixar a luz de Deus brilhar através das rachaduras da nossa superfície.
Por: Lagoinha.com
 

domingo, 6 de maio de 2012

Perdão


Deus está esperando e está pronto a perdoar a qualquer que peça perdão. A Bíblia diz em Salmos 86:5 “Porque tu, Senhor, és bom, e pronto a perdoar, e abundante em benignidade para com todos os que te invocam.”

Em que se baseou Davi a sua esperança de perdão? A Bíblia diz em Salmos 51:1 “Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias.”

Quão grande é a misericórdia de Deus? A Bíblia diz em Salmos 103:11-12 “Pois quanto o céu está elevado acima da terra, assim é grande a sua benignidade para com os que o temem. Quanto o oriente está longe do ocidente, tanto tem ele afastado de nós as nossas transgressões.”

Que promete Deus aos que confessam os seus pecados? A Bíblia diz em 1 João 1:9 “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” [E é totalmente apropriado que Deus nos perdoe os pecados porque Cristo morreu para redimir os nossos pecados]

Posso ser perdoado se estou ofendido com alguém? A Bíblia diz em Mateus 6:14-15 “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará vossas ofensas.”

Os que são perdoados, perdoam a outros. A Bíblia diz em Efésios 4:32 “Antes sede bondosos uns para com os outros, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.”

O perdão genuíno não se lembra das ofensas. A Bíblia diz em Mateus 18:21-22 “Então Pedro, aproximando-se dele, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu hei de perdoar? Até sete? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete; mas até setenta vezes sete.”

Quando recebemos o perdão não devemos continuar nos sentindo culpados. A Bíblia diz em Salmos 32:5 “Confessei-te o meu pecado, e a minha iniqüidade não encobri. Disse eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a culpa do meu pecado.”

Através do perdão, Cristo provê salvação completa da penalidade do pecado. A Bíblia diz em Colossenses 2:13-14: “E a vós, quando estáveis mortos nos vossos delitos e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-nos todos os delitos; e havendo riscado o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o do meio de nós, cravando-o na cruz.”

Se está precisando perdão, que deve fazer?

Primeiro, reconhecer o seu pecado. A Bíblia diz em Salmos 51:2-4: “Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado. Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.”

Segundo, pedir que o seu pecado seja perdoado. Deus diz que pode começar uma vida nova. A Bíblia diz em Salmos 51:7-12: “Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo do que a neve. Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que se regozijem os ossos que esmagaste. Esconde o teu rosto dos meus pecados, e apaga todas as minhas iniqüidades. Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito estável. Não me lances fora da tua presença, e não retire de mim o teu Santo Espírito. Restitui-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário.”

Terceiro, acreditar que Deus lhe perdoou deveras e parar de se sentir culpado. A Bíblia diz em Salmos 32:1-6: “Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não atribui a iniqüidade, e em cujo espírito não há dolo. Enquanto guardei silêncio, consumiram-se os meus ossos pelo meu bramido durante o dia todo. Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio. Confessei-te o meu pecado, e a minha iniqüidade não encobri. Disse eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a culpa do meu pecado. Pelo que todo aquele é piedoso ore a ti, a tempo de te poder achar; no trasbordar de muitas águas, estas e ele não chegarão.”

sábado, 5 de maio de 2012

Vem que eu tenho um plano



No sol nascendo, ele via misericórdia. No escrever na areia, ele traduzia a calma, o fôlego que precisamos tomar antes de perdoar. Se havia um problema grande, ele o comparava com a tempestade. Barulhenta, confusa, tão molhada quando avassaladora. Não vem sem vento, não vai sem deixar estragos. Mas passa. Assusta, mas não mata.
“Alguém o ouviu conversando com o ladrão? Engraçado que ele nem pregou pra ele! Ele tava convidando o ladrão para morar com ele, como assim?! Que escândalo, o cara era um criminoso” Sim, como eu e você. Eu, o pior dos pecadores. Você, o maior ladrão de todos. Nós, que nunca fomos pegos roubando, nem nunca fomos condenados por nossos crimes, tudo porque Jesus não optou por justiça. É dele que estou falando. Sua graça aboliu a condenação, sua cruz deu à luz, de uma vez, a um amor eterno. Ele, o homem cujas palavras/parábolas/poesias funcionavam como imã aos pecadores desesperados. “Vem aflito, chega mais doente, tem espaço pra você aqui louco-varrido-desacreditado!”.
A religião deu um pause na história desse homem, quando cimentou seu corpo na cruz e o esqueceu lá. Tentaram limitar seu poder, mas aqui vai a página rasgada do livro, a parte maluca da história, que parece ficção, mas é real:
Ele não está mais lá! Não te contaram? Isso explica tudo! Ele deixou a prostituta deitar e rolar aos seus pés, não se incomodou com o traidor sentado a sua mesa, gastou saliva e sola da sandália ao caminhar e se relacionar com tanta gente indigna PORQUE ELE TINHA UM PLANO. Cara, Jesus viveu normalmente, mas ele tinha um plano! Normal, ele caberia na sua calça jeans 40 e calçaria seu allstar surrado. Pegaria o mesmo ônibus todo dia pra ir pro trabalho.
O plano dele não era mágico, Jesus não tinha super poderes. Poderia ter se quisesse, mas abriu mão, porque Ele quis mostrar que o negocio era simples, era tão natural, que eu e você poderíamos fazer. O plano era amar. Abrir o amor e dissecá-lo. Esfregá-lo nas feridas, nos silêncios, nos pecados. Um antídoto ao veneno da língua. A palavra amor foi escrita para constranger, foi falada pra romper. O verbo amor se fez carne pra abraçar a humanidade caída e atrair pra si os sedentos de redenção. Isso existe! E está ao seu alcance. O plano agora é esse sangue correr nas suas veias, é esse amor inflar seu coração mais do que o mundo infla seu ego, tirar seu sono até que a paz seja devolvida àquela família pela qual você ora. Até que a comida que estraga na sua geladeira chegue à boca do faminto, até que a palavra empoeirada no seu coração devolva o ar nos pulmões da velhinha cancerosa.
Jesus foi natural pra te mostrar que você pode dar continuidade a esse plano. O fruto do amor é que é sobrenatural. Mas quem vai plantar? Quem vai abrir os sulcos na terra, e sujar as mãos? Os céus sentem saudades de reagir a um homem naturalmente imerso no amor. Que seus discípulos se manifestem enquanto é dia.

Por Lenara Monteschio