Autor do livro 'Teologia Cristã',
Franklin Ferreira foi um dos palestrantes da Feira Literária
Internacional Cristã (Flic), em São Paulo.
Na oportunidade, ele trouxe à tona o significado e a importância da cruz na fé cristã que, segundo ele, foi esquecida.
“A
cruz simboliza um Deus não só que participa do nosso sofrimento, mas
ela lembra que Deus também perdoa pecadores. Deus torna pecadores justos
pelo que Cristo fez na cruz”, disse ele ao Cristian Post.
“A Cruz é central para a fé cristã. Ela é o centro de toda a Bíblia”, afirma Franklin.
Segundo o palestrante, quando características como orgulho e arrogância aparecem na igreja é a cruz que as julga.
Franklin
Ferreira também abordou as diferenças entre a Teologia da Glória e a
Teologia da Cruz. “A teologia da glória coloca ênfase no nosso
desempenho, nos nossos trabalhos, nos nossos estudos, nas nossas
experiências místicas com Deus. A teologia da cruz enfatiza que Deus fez
tudo no calvário”.
Ele afirma que na teologia da cruz, existe
boas obras como o “arrependimento diário”, a “conversão diária”, as
“boas obras diárias” como uma resposta “ao que Cristo fez no Calvário”.
Assim, tais obras “devem ser feitas não para alcançar o favor de Deus
mas como resposta grata ao que Deus já fez em Cristo no Calvário”.
A ação do Espírito Santo é também apresentada como a que opera instigando boas obras.
O
palestrante pede que as pessoas confiem no Senhor. “Agarre-se a ele, e
suplique para ser transformado à semelhança de Jesus crucificado”.
com informações do Christian Post
segunda-feira, 14 de maio de 2012
sexta-feira, 11 de maio de 2012
A separação de Elias
“וַיֹּאמֶר יְהוָה אֵלָיו, לֵךְ שׁוּב לְדַרְכְּךָ מִדְבַּרָה דַמָּשֶׂק; וּבָאתָ, וּמָשַׁחְתָּ אֶת-חֲזָאֵל לְמֶלֶךְ–עַל-אֲרָם. וְאֵת יֵהוּא בֶן-נִמְשִׁי, תִּמְשַׁח לְמֶלֶךְ עַל-יִשְׂרָאֵל; וְאֶת-אֱלִישָׁע בֶּן-שָׁפָט מֵאָבֵל מְחוֹלָה, תִּמְשַׁח לְנָבִיא תַּחְתֶּיךָ. וְהָיָה, הַנִּמְלָט מֵחֶרֶב חֲזָאֵל–יָמִית יֵהוּא; וְהַנִּמְלָט מֵחֶרֶב יֵהוּא, יָמִית אֱלִישָׁע”
“E o SENHOR lhe disse: Vai, volta pelo teu caminho para o deserto de Damasco; e, chegando lá, unge a Hazael rei sobre a Síria. Também a Jeú, filho de Ninsi, ungirás rei de Israel; e também a Eliseu, filho de Safate de Abel-Meolá, ungirás profeta em teu lugar. E há de ser que o que escapar da espada de Hazael, matá-lo-á Jeú; e o que escapar da espada de Jeú, matá-lo-á Eliseu.” (1 Reis 19:15-17)
Como professora de Hebraico Bíblico, para mim essa passagem é uma obra-prima. D’us primeiro fala com Elias sobre dois líderes que se tornariam reis, Hazael e Jeú. Somente depois disso é que conta a Elias que ele não continuará sendo um profeta, sem dizer-lhe que ele muito ciumento – ele lhe diz: Eliseu ficará no seu lugar.
Quando Elias encontrou Eliseu, ele lançou seu manto sobre ele. Se você estudar Hebraico Bíblico, você descobrirá que o manto é um sinal de poder que o líder ou o profeta possuem, e se perdê-lo, não seria mais o líder. Vamos apreciar os belos versículos-
“וַיֵּלֶךְ מִשָּׁם וַיִּמְצָא אֶת-אֱלִישָׁע בֶּן-שָׁפָט, וְהוּא חֹרֵשׁ, שְׁנֵים-עָשָׂר צְמָדִים לְפָנָיו, וְהוּא בִּשְׁנֵים הֶעָשָׂר; וַיַּעֲבֹר אֵלִיָּהוּ אֵלָיו, וַיַּשְׁלֵךְ אַדַּרְתּוֹ אֵלָיו. וַיַּעֲזֹב אֶת-הַבָּקָר, וַיָּרָץ אַחֲרֵי אֵלִיָּהוּ, וַיֹּאמֶר אֶשְּׁקָה-נָּא לְאָבִי וּלְאִמִּי, וְאֵלְכָה אַחֲרֶיךָ; וַיֹּאמֶר לוֹ לֵךְ שׁוּב, כִּי מֶה-עָשִׂיתִי לָךְ. וַיָּשָׁב מֵאַחֲרָיו וַיִּקַּח אֶת-צֶמֶד הַבָּקָר וַיִּזְבָּחֵהוּ, וּבִכְלִי הַבָּקָר בִּשְּׁלָם הַבָּשָׂר, וַיִּתֵּן לָעָם, וַיֹּאכֵלוּ; וַיָּקָם, וַיֵּלֶךְ אַחֲרֵי אֵלִיָּהוּ–וַיְשָׁרְתֵהוּ.”
“Partiu, pois, Elias dali, e achou a Eliseu, filho de Safate, que andava lavrando com doze juntas de bois adiante dele, e ele estava com a duodécima; e Elias passou por ele, e lançou a sua capa sobre ele. Então deixou ele os bois, e correu após Elias; e disse: Deixa-me beijar a meu pai e a minha mãe, e então te seguirei. E ele lhe disse: Vai, e volta; pois, que te fiz eu? Voltou, pois, de o seguir, e tomou a junta de bois, e os matou, e com os aparelhos dos bois cozeu as carnes, e as deu ao povo, e comeram; então se levantou e seguiu a Elias, e o servia.” (1 Reis 19:19-21)
De acordo com o comportamento de Elias, podemos descobrir suas dificuldades. Não foi fácil ser demitido por D’us. Ele lançou seu manto sobre Eliseu, talvez porque estivesse desesperado, mas quando Eliseu se aproximou dele, ele disse: volte. Mesmo no início de 2 Reis 2, que é um dos melhores capítulos da Bíblia, podemos ver essa atitude de Elias:
“וַיְהִי, בְּהַעֲלוֹת יְהוָה אֶת-אֵלִיָּהוּ, בַּסְעָרָה, הַשָּׁמָיִם; וַיֵּלֶךְ אֵלִיָּהוּ וֶאֱלִישָׁע, מִן-הַגִּלְגָּל. וַיֹּאמֶר אֵלִיָּהוּ אֶל-אֱלִישָׁע שֵׁב-נָא פֹה, כִּי יְהוָה שְׁלָחַנִי עַד-בֵּית-אֵל, וַיֹּאמֶר אֱלִישָׁע, חַי-יְהוָה וְחֵי-נַפְשְׁךָ אִם-אֶעֶזְבֶךָּ; וַיֵּרְדוּ, בֵּית-אֵל. … וַיֹּאמֶר לוֹ אֵלִיָּהוּ אֱלִישָׁע שֵׁב-נָא פֹה, כִּי יְהוָה שְׁלָחַנִי יְרִיחוֹ, וַיֹּאמֶר, חַי-יְהוָה וְחֵי-נַפְשְׁךָ אִם-אֶעֶזְבֶךָּ; וַיָּבֹאוּ, יְרִיחוֹ…. וַיֹּאמֶר לוֹ אֵלִיָּהוּ שֵׁב-נָא פֹה, כִּי יְהוָה שְׁלָחַנִי הַיַּרְדֵּנָה, וַיֹּאמֶר, חַי-יְהוָה וְחֵי-נַפְשְׁךָ אִם-אֶעֶזְבֶךָּ; וַיֵּלְכוּ, שְׁנֵיהֶם”
“Sucedeu que, quando o SENHOR estava para elevar a Elias num redemoinho ao céu, Elias partiu de Gilgal com Eliseu. E disse Elias a Eliseu: Fica-te aqui, porque o SENHOR me enviou a Betel. Porém Eliseu disse: Vive o SENHOR, e vive a tua alma, que não te deixarei. E assim foram a Betel… E Elias lhe disse: Eliseu, fica-te aqui, porque o SENHOR me enviou a Jericó. Porém ele disse: Vive o SENHOR, e vive a tua alma, que não te deixarei. E assim foram a Jericó… E Elias disse: Fica-te aqui, porque o SENHOR me enviou ao Jordão. Mas ele disse: Vive o SENHOR, e vive a tua alma, que não te deixarei. E assim ambos foram juntos.” (2 Reis 2:1-2,4,6)
Em Gilgal , Betel e Jericó, Elias quis dizer adeus, mas Eliseu queria ficar com seu mestre até o último segundo! A persistência de Eliseu levou Elias a entender que como ele era dedicado a D’us, Eliseu era devotado a ele, “ambos foram juntos”. Realmente espero que aprendamos com esses dois personagens o que é devoção e como não ser ciumentos com pessoas ou ideias- somente pelo conhecimento da língua santa – o hebraico!
Tenham uma ótima semana, Eli
P. S- O primeiro Webinar de fevereiro será sobre esse belo episódio. Espero ver todos vocês. E não se esqueçam de compartilhar suas opiniões conosco!
Fonte: Gospel Prime
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Não estranhe o sofrimento
Pedro está repetindo as instruções concernentes aos sofrimentos advindos da perseguição que encontramos em outras passagens do Novo Testamento (Jo 15-16; 2 Tm 3.12; 1 Jo 3.13). As palavras e ações dos crentes testemunham contra um mundo ímpio. Deveria ser esperado que esse testemunho fizesse com que os ingratos e ofendidos incrédulos contra-atacassem, perseguindo os crentes embora nem sempre isto acontece. Mas tal reação faz parte do custo do discipulado, como já vimos anteriormente.
Embora Pedro esteja focalizando a perseguição como consequência de nossa fé e identificação com Jesus Cristo, a expressão “ardente prova”, em 1 Pedro 4.12, pode referir-se a qualquer tipo de problema. Tanto no Novo quanto no Antigo Testamento em grego, a palavra traduzida por “ardente” é usada juntamente com o termo fornalha. No Antigo Testamento, este vocábulo se aplica a um forno para fundição de minérios, no qual o metal era derretido para ser purgado dos elementos estranhos. O Salmo 66.10 diz: “Pois tu, ó Deus, nos provaste; tu nos afinaste como se afina a prata”. Entretanto, em 1 Pedro a ardente prova é símbolo da aflição destinada por Deus “para vos tentar” – para vos purificar.
Primeira Pedro 4.12 conclui com a indicação de que as aflições e perseguições não são alguma “coisa estranha”, ou seja, fora do comum. Paulo afirma que todas as provações são comuns aos homens (1 Co 10.13). Em essência, Pedro nos está recomendando que não devemos estranhar as tribulações, como se estas estivessem acontecendo conosco por acaso. A perseguição, a aflição e os sofrimentos fazem parte da vida e não interferem com o plano de Deus. Tais problemas são comuns a todos – especialmente aos crentes obedientes e fiéis.
Autor: John MacArthur
Fonte: Josemar Bessa
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Mel na caveira de um leão morto
Certa feita, caminhando pelas vinhas de Timna, um leão novo, bramando, saiu ao seu encontro, mas Sansão rasgou esse leão como se rasga um cabrito. Depois de alguns dias passou pelo mesmo local e foi dar uma olhada no corpo do leão morto. Estava ali, na caveira do leão, um enxame de abelhas. Sansão pegou um favo de mel nas mãos e se foi andando e comendo dele (Jz 14.8,9). Sansão era nazireu e não podia tocar em cadáver. Ele quebrou, ali, o primeiro voto de sua consagração a Deus. Ele procurou doçura na podridão. Ele comeu mel da caveira de um leão morto. Muitos ainda hoje buscam prazer no pecado e procuram doçura naquilo que é impuro. Por isso, perdem a unção, a paz e a intimidade com Deus.
A Bíblia diz que um abismo chama outro abismo. Porque Sansão quebrou o primeiro voto do nazireado, abriu a porta para outras quedas. Na festa de casamento, com vergonha de assumir sua posição de nazireu, Sansão fez ali um banquete; porque assim o costumavam fazer os moços (Jz 14.10). Sansão preferiu imitar os moços de sua época a posicionar-se como um ungido de Deus. Além de não tocar em cadáver, um nazireu não podia beber vinho. Mas, Sansão quebrou mais esse voto de consagração por não ter peito para ser diferente e fazer diferença. Daí para frente, sua vida foi de queda em queda. Coabitou com uma prostituta em Gaza (Jz 14.1) e afeiçoou-se a Dalila (Jz 14.4).
Essa mulher astuta o seduziu e arrancou dele a confissão acerca da origem de sua força. Um nazireu não podia cortar o cabelo, mas a cabeça de Sansão foi raspada. Esse jovem prodígio perdeu sua força. O Espírito Santo retirou-se dele. Caiu nas mãos dos filisteus. Estes, lhe vazaram os olhos e escarneceram dele num templo pagão.
Sansão brincou com o pecado e o pecado o arruinou. Sansão não escutou conselhos e fez manobras erradas na vida. Sansão fez pouco caso de seus votos de consagração e perdeu o vigor de seu testemunho. Perdeu sua força e sua visão. Perdeu sua dignidade e sua própria vida. Vocacionado para ser o libertador do seu povo, tornou-se cativo. Porque desprezou os princípios de Deus, o nome de Deus foi insultado num templo pagão por sua causa.
A vida de Sansão é um brado de alerta para a nossa geração. Há muitos jovens, que à semelhança de Sansão, não escutam seus pais. Muitos jovens, mesmo sendo consagrados a Deus, filhos da promessa, vivem flertando com o mundo, amando o mundo, sendo amigos do mundo e conformando-se com o mundo, procurando mel na caveira de leão morto. Muitos crentes têm perdido a coragem de ser diferentes. Imitam o mundo em vez de serem luz nas trevas. Fazem suas festas como o costumam fazer aqueles que não conhecem a Deus. Transigem com os absolutos de Deus e entregam-se às aventuras, buscando uma satisfação imediata de seus desejos. Esse caminho, embora cheio de aventuras e prazeres, é um caminho de escuridão, escravidão e morte. O pecado é um embuste. Promete prazer e traz tormento. Promete liberdade e escraviza. Promete vida e mata. O pecado levará você mais longe do que gostaria de ir; reterá você mais tempo do que gostaria de ficar e, custará a você um preço mais do alto do que gostaria de pagar.
Por Hernandes Dias Lopes
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