segunda-feira, 4 de junho de 2012

Pessoas más, tempos maus




Pessoas más, tempos maus
Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se desses também.
São esses os que se introduzem pelas casas e conquistam mulheres instáveis sobrecarregadas de pecados, as quais se deixam levar por toda espécie de desejos. Elas estão sempre aprendendo, e jamais conseguem chegar ao conhecimento da verdade. Como Janes e Jambres se opuseram a Moisés, esses também resistem à verdade. A mente deles é depravada; são reprovados na fé. Não irão longe, porém; como no caso daqueles, a sua insensatez se tornará evidente a todos. (2 Timóteo 3.1-9)
O tipo de pessoas sobre quem Paulo está falando são não cristãos. Ele diz que eles não são amantes de Deus, que se opõem à verdade, e até onde diz respeito a fé cristã, eles são rejeitados. Os vícios que ele lista nos versículos 2-4 são características não cristãs. Desde que comecei a ler a Bíblia quando criança, e muito antes de me deparar com o termo “depravação total”, sempre me foi claro que o Cristianismo descreve os incrédulos nos termos mais depreciativos.
Os não cristãos são pessoas injustas e desonestas, de forma que esperamos que eles protestem sobre a forma como eles são descritos na Escritura. Mas ficamos surpreendidos que aqueles que alegam crer na Bíblia e aqueles que ensinam a doutrina da depravação total sejam os que denunciam e até mesmo perseguem aqueles cristãos que aplicam esses mesmos termos aos não cristãos. As duas coisas são incompatíveis. Ou eles admitem que não crêem de fato na Bíblia, que eles reprovam e discordam dos profetas, dos apóstolos e do Senhor Jesus, ou eles devem dar seu total apoio àqueles que falam sobre e aos não cristãos como a Escritura o faz.
O que está em jogo inclui o padrão correto de discuso social, mas muito mais importante do que isso, está a questão se afirmaremos ou negaremos a inspiracação da Escritura, a justiça dos profetas, dos apóstolos e do Senhor Jesus, e, portanto, por implicação, a base da nossa salvação. Ao condenar o uso de invectivas bíblicas, esses hipócritas religiosos condenam-se ao exporem o tipo de pessoas que realmente são, e onde reside verdadeiramente sua fidelidade. Eles são muito melhores que os não cristãos e os falsos mestres descritos aqui? Eu aconselho-os a se examinarem, para ver se estão verdadeiramente na fé.
Comparado a outras coisas, isso poderia parecer um erro pequeno, mas Jesus diz que se alguém é infiel com mui pouco, será infiel com muito também. Se uma pessoa não deixa a Bíblia lhe ensinar o que é amor e gentileza genuínos, e a forma correta de abordar os incrédulos, mas antes reverencia a filosofia do mundo na forma como ele fala e age perante os não cristãos, como se eles fossem seus mestres, deveríamos ouvir algo mais do que eles têm a dizer? Permitiríamos que ele permanece atrás de um púlpito para nos ensinar sobre verdade e erro, certo e errado? E eu não seria estúpido e insano, se aceitasse as críticas dele?
Paulo está falando sobre pessoas que exibem uma forma de piedade, mas negam o seu poder. O apóstolo provavelmente tinha pessoas ou tipos de pessoas específicas em mente, mas o princípio é universal. É sempre errado ter uma forma de piedade, mas negar o seu poder. Essas pessoas afirmam uma forma de religião, até mesmo a religião cristã, mas negam o poder dela. Elas têm uma forma de piedade, mas ainda são “ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis”, e assim por diante. E, embora tenham uma forma de piedade, eles “resistem à verdade”. Portanto, neste contexto a negação do “poder” da religião inclui tanto caráter como doutrina.
Muitas pessoas amam suas fórmulas e rituais religiosos, mas não têm nenhum poder para viver uma vida santa. Os sacerdotes católicos romanos podem parecer piedosos num sentido perverso e antibíblico. Pelo menos seus paroquianos, que não entendem nada de cristianismo, consideram-nos homens santos. Mas muitos desses sacerdotes molestam crianças secretamente. Eles têm uma forma de religião, vestem-se como palhaços e murmuram tolices em latim, mas não existe nenhum poder espiritual verdadeiro neles.
Então, muitas pessoas se consideram piedosas, e até mesmo alegam ser cristãs, afirmando uma forma de religião, mas negam seu poder num sentido doutrinário. Algumsa rejeitam a inspiração divina da Escritura. Outras rejeitam a soberania, a onisciência e a onipotência de Deus, de forma que talvez afirmem várias versões de dualismo, teísmo aberto, arminianismo, e assim por diante. Há aqueles que alegam afirmar a autoridade da Escritura, mas rejeitam o nascimento virginal, ou a ressurreição de Cristo, ou os milagres dos apóstolos. Embora confessem a Deus e a Jesus Cristo, visto negarem as doutrinas bíblicas com respeito ao pecado, a confissão deles consiste do mero movimento físico de express, emitindo sons no ar com nenhum significado ou importância. Não há nenhuma crença real, nenhum poder real e nenhuma salvação.
Tempos terríveis são feitos por pessoas terríveis. Pessoas terríveis são aquelas que rejeitam a santidade bíblica e o ensino bíblico. Ainda pior são aqueles que dizem ser religiosos, que exibem uma aparência de espiritualidade, mas negam o poder da verdadeira religião no seu caráter e na doutrina. A lista de vícios nos dá a impressão que Paulo refere-se a pessoas especialmente terríveis, mas tais pessoas são inúmeras hoje. Elas estão em toda parte. Sai na sua varanda e atire uma pedra, e provavelmente você acertará uma delas. Como se isso não fosse ruim o suficiente, a pessoa que você acerta provavelmente vai à sua igreja, pois as igrejas estão cheias dessas pessoas terríveis, que têm uma forma de piedade, mas negam o seu poder.
Paulo diz não ter nada a ver com elas. Isso não significa virar para o outro lado e correr delas. Elas já estão entre nós. Mas significa que quando descobrimos essas pessoas em nossas igrejas, devemos julgá-las perante a igreja, e quando forem consideradas culpadas, devemos excomungá-las, e expulsá-las de nossas comunidades e encontros. Significa que devemos evitar a contratação de professores de seminário que tenham uma forma de piedade, mas neguem o seu poder no caráter e doutrina deles. Se já contratamos alguns, devemos rescindir o contrato e removê-los da propriedade do seminário. Significa que nunca devemos apoiar igrejas, conferências e projetos que forneçam uma plataforma para hereges falar.
Algumas vezes as pessoas pensam que mesmo hereges têm algo bom a oferecer, e tudo está bem se apenas não permitir que eles promovam suas heresias quanto estiverem entre nós. Isso é tolo e ingênuo. É também desobediência à instrução bíblica. Paulo escreve que não devemos “participar dos pecados dos outros” (1Tm 5.2). Dar a hereges qualquer sinal de respeito, apoio ou endossamento é compartilhar do pecado deles. É adultério espiritual, um sinal de infidelidade ao Senhor Jesus. É bem melhor seguir o mandamento apostólico: “Afaste-se desses também”.
Autor: Vicent Cheung
Fonte: Monergismo 

domingo, 3 de junho de 2012

Reverencia




Reverencia
No capítulo 23 de Mateus Jesus continua falando dos religiosos que queriam parecer mais espirituais do que os cidadãos comuns. Roupas, diplomas e títulos pode servir muito bem para diferenciar as pessoas em qualquer instituição humana, mas não nas coisas de Deus. Na Igreja, que é o conjunto de todos os salvos pela fé em Jesus, somente Jesus deve se destacar. Neste capítulo ele ensina que ninguém deve ser chamado por algum título que o diferencie de seus irmãos.
Seus discípulos não deviam chamar uns aos outros de “rabi” ou “rabino”, que no hebraico significa “mestre” ou “grande”, por serem todos iguais e terem apenas um mestre: Jesus. A ninguém deveriam chamar de “pai” ou “padre”, no sentido de alguém espiritualmente superior. Há um só Pai, aquele que está nos céus.
Na sociedade reverenciamos pessoas que alcançaram alguma posição por esforço e mérito. Doutor, Mestre, Excelência, Meritíssimo etc. são títulos que concedem diferentes graus de reverência aos diferentes cargos e profissões de destaque. Na sociedade isso é correto, mas nas coisas de Deus não.
Mas, infelizmente, nas coisas de Deus, onde recebemos a salvação e os dons por graça e não por esforço, o que vemos? Homens recebendo títulos e reverência como se fossem superiores a seus irmãos. Talvez você seja um deles e nunca pensou nisso, mas confira com o que Jesus ensina neste capítulo. Será que depois de ler este capítulo você se sentiria bem em ser chamado de “Doutor em Divindade”? Fala sério, você teria coragem de dizer que é tão entendido nas coisas de Deus a ponto de ser chamado de doutor?
E que tal ser chamado de “Sumo Pontífice”, que significa “Chefe Supremo”, ou “Eminência”, que o dicionário define como alguém que tem superioridade moral e intelectual? Você se considera digno de ser reverenciado a ponto de adotar o título de “Reverendo”? Jesus disse que “o maior dentre vocês deverá ser servo”. Já viu alguém chamar um servo de “Vossa Eminência” ou “Reverendo”?
Jesus continua ensinando que aquele que se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado. E segue descrevendo o que Deus pensa dos religiosos que se exaltam a si mesmos, que gostam de confete e de homenagens públicas. Os títulos que Jesus dá a eles não são nem um pouco nobres. Ele os chama de hipócritas, sepulcros caiados, guias cegos e insensatos, entre outras coisas. Quando você vê o tratamento que Jesus dava às pessoas nos Evangelhos conclui que, para ele, a escória da sociedade não eram as prostitutas, ladrões e assassinos.
Autor: Mario Persona
Fonte: O evangelho em 3 minutos 

sábado, 2 de junho de 2012

O parentese profetico




O parentese profetico
Falei de um parêntese que já dura mais de 2 mil anos, o período da Igreja, que é o conjunto de todos os que creem em Jesus. A Igreja não aparece no capítulo 24 de Mateus, que trata de Israel e do mundo de um modo geral, e particularmente do remanescente de judeus que ainda irão crer em Jesus. Esse parêntese começou com a formação da Igreja no capítulo 2 de Atos dos Apóstolos, quando Deus deixou de tratar com Israel e passou a tratar com o conjunto dos que se convertem a Jesus, sejam eles judeus ou gentios. Esta é a Igreja ou Corpo de Cristo.
Esse parêntese termina com um evento conhecido como Arrebatamento e descrito em 1 Tessalonicenses 4. Ali Paulo diz que “nós, os que estivermos vivos, os que ficarmos vivos até a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem”, isto é, aqueles que morreram na fé. Paulo se inclui entre os que ficariam até essa vinda do Senhor, pois esse evento não tem data para ocorrer. Tanto podia ter ocorrido nos dias do apóstolo, como pode ocorrer daqui a cem anos. Porém há indícios de que não vá levar cem anos.
Ainda que as profecias bíblicas tratem de Israel, e não da Igreja, pelo que escreveu o profeta Daniel e por outras passagens sabemos que a vinda de Jesus para estabelecer o seu reino deveria ocorrer sete anos após sua morte. Como o período da Igreja é um parêntese, uma inserção que teve início após a morte de Jesus, esses 7 anos estão numa espécie de animação suspensa. O gatilho para o relógio profético voltar a funcionar é o arrebatamento da Igreja.
Imagine que você viaje para visitar um amigo que mora 7 quilômetros antes da fronteira com a Argentina. Não há qualquer placa na estrada indicando quanto falta para chegar à casa de seu amigo, mas há placas indicando quanto falta para chegar à fronteira. O capítulo 24 de Mateus e outras profecias são as placas ou sinais que indicam quanto falta para a fronteira, para Cristo voltar em glória. Sete anos antes ocorre o arrebatamento.
A carta aos Tessalonicenses revela que, no arrebatamento, o Senhor Jesus descerá do céu, mas sem colocar os pés na terra, como acontecerá 7 anos depois quando vier para reinar. No arrebatamento ele vem só até as nuvens, e os que morreram na fé, ressuscitarão primeiro. Em seguida, os vivos que creem em Jesus terão seus corpos transformados e serão arrebatados para encontrar o Senhor nos ares. Nada disso será visto pelos incrédulos, como aconteceu com Jesus, que foi visto por mais de 500 discípulos depois de ressuscitar, mas por nenhum incrédulo.
Duas classes de pessoas serão deixadas para trás no arrebatamento: os que ouviram o evangelho e não creram em Jesus, inclusive os que crêem só da boca pra fora, e aqueles que nunca foram evangelizados. Os primeiros jamais terão outra chance, apesar de muitos continuarem frequentando seus templos e serviços religiosos. Do outro grupo, dos que nunca foram evangelizados, muitos se converterão a Jesus, liderados por um remanescente de judeus convertidos e fiéis. É a eles que Jesus dirige o seu discurso do capítulo 24 de Mateus.
Autor: Mario Persona

sexta-feira, 1 de junho de 2012

O que acontece quando Deus te testa?



O que acontece quando Deus te testa?
Experiências na Bíblia Hebraica são bem comuns para alguns personagens. Como um Professor de Hebraico Biblico eu sempre compartilho com meus estudantes minha primeira experiência com a Bíblia no ensino médio, quando aprendemos sobre a história de sofrimento de Isaque em Gênesis 22. Uma pergunta que é sempre levantada é por que precisamos dessas experiências na nossa vida? Por que Abraão precisava de dez testes diferentes para mostrar sua fé em D’us?
Se olharmos para a primeira experiencência vs. a décima- qual é mais difícil? Sair do conhecido para o desconhecido ou deixar seu filho como um scrifício para D’us?
Veremos os versos, como escritos:
“וַיֹּאמֶר יְהוָה אֶל-אַבְרָם, לֶךְ-לְךָ מֵאַרְצְךָ וּמִמּוֹלַדְתְּךָ וּמִבֵּית אָבִיךָ, אֶל-הָאָרֶץ, אֲשֶׁר אַרְאֶךָּ. וְאֶעֶשְׂךָ, לְגוֹי גָּדוֹל, וַאֲבָרֶכְךָ, וַאֲגַדְּלָה שְׁמֶךָ; וֶהְיֵה, בְּרָכָה. וַאֲבָרְכָה, מְבָרְכֶיךָ, וּמְקַלֶּלְךָ, אָאֹר; וְנִבְרְכוּ בְךָ, כֹּל מִשְׁפְּחֹת הָאֲדָמָה”
“Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei; E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção; E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; E em ti serão benditas todas as famílias da terra.” (Gênesis 12:1-3)
“וַיְהִי, אַחַר הַדְּבָרִים הָאֵלֶּה, וְהָאֱלֹהִים נִסָּה אֶת-אַבְרָהָם; וַיֹּאמֶר אֵלָיו, אַבְרָהָם וַיֹּאמֶר הִנֵּנִי. וַיֹּאמֶר קַח-נָא אֶת-בִּנְךָ אֶת-יְחִידְךָ אֲשֶׁר-אָהַבְתָּ, אֶת-יִצְחָק, וְלֶךְ-לְךָ, אֶל-אֶרֶץ הַמֹּרִיָּה; וְהַעֲלֵהוּ שָׁם, לְעֹלָה, עַל אַחַד הֶהָרִים, אֲשֶׁר אֹמַר אֵלֶיךָ”
“E aconteceu depois destas coisas, que provou Deus a Abraão, e disse-lhe: Abraão!E ele disse: Eis-me aqui.E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.” (Gênesis 22:1-2)
Nos dois textos Abraão precisava ir de um lugar que é familiar para ele para um lugar que é novo. Depois que você aprender o Hebraico bíblico você pode ver que a expressão “lech lechah” repete nos versos acima. Quando você deve ir para o desconhecido e você está comprometido com aquele que examina-lo, o que chamamos na nossa gíria, o testador, você quer ter sucesso, mesmo que o exame não é justo mesmo se ele parece ser muito difícil para você e sua alma, especialmente quando você é o único que é testado.

Fonte: Gospel prime