terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Fundamentos para um compromisso integral com Cristo Jesus

Por Calebe Aires

Dallas Willard é um pensador cristão e autor da seguinte frase: “ (…) O custo do descomprometimento é a paz permanente, uma vida repleta de amor, fé que vê tudo na perspectiva do domínio supremo de Deus para sempre, esperança que sobrevive aos momentos mais aflitivos, força para fazer o que é certo e resistir ao poder do mal“.
As razões que o levou a escrever esta mensagem se encontram na importância de um discipulado pessoal na vida do cristão, a busca pelo caráter de Cristo e como essa busca tem se desvanecido nas congregações atuais. A partir do seu profundo e dinâmico estudo sobre essas perspectivas, vamos ressaltar 4 fundamentos daquele que se entrega a um compromisso integral com Jesus.
Paz permanente (Filipenses 4:6)- quando Willard fala sobre descomprometimento diz “que não se pode ser discípulo de Cristo sem sacrificar coisas que costumam ser procuradas na vida humana”, sendo que a entrega plena às coisas do Reino de Deus trará uma paz permanente em um coração atribulado e afoito pelas adversidades na vida.
Fé (Marcos 9:23-24) – Busca gera fé e fé gera mais fé. A fé nunca nascerá em um coração que tem medo de experimentar o inalcançável. Para isso ele reforça que devemos ver todas as coisas como domínio supremo de Deus. Uma tarefa difícil para nós que somos tão orgulhosos e cheios de nós mesmos, mas uma tarefa mais simples para um coração humilde.
Esperança (Salmo 42:11) – em tempos de aflição facilmente somos levados à desesperança do tempo. Somos hoje ensinado a termos resultados imediatos o que retira de nós a capacidade de sermos longânimes em nossas emoções. Temos medo de nossas próprias emoções e somos fracos em suportar pressões das adversidades da vida.
Por fim, força motivadora (Romanos 8: 36-39) – como discipulador de vários jovens tenho visto que suas juventudes estão regradas de motivações instantâneas. Fatores da vida, adversidades, alegrias, emoções e toda carga de sentimentos para produzir conduzir e concretizar sonhos são como fogo em palha: uma chama que se ascende rápido, mas que se desvanece ainda mais rápido.
Nesse sentido, os olhos fitos em Jesus, o alvo da salvação, aprendendo a ser como ele e aprendendo do seu caráter nos dá a força que motiva nossas decisões. Se ouvimos uma disciplina, um ensino ou se recebemos uma tarefa, devemos ter em Cristo a força para agir sobre o que é ensinado e disciplinado: “força para fazer o que é certo e resistir ao poder do mal”.

GOSPEL PRIME

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O penhor do Espírito Santo

Jesus amou-nos e salvou-nos e nos deu o Espírito Santo como garantia de que ele vai voltar para completar sua obra em nós

Fonte: Guiame
 
 
Espírito SantoO apóstolo Paulo diz que fomos selados com o Espírito Santo e o mesmo Espírito é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade. 
 
A palavra "penhor" tem um rico significado. Essa palavra era usada para anel de noivado. O compromisso de casamento entre um rapaz e uma moça, era firmado diante de testemunhas e representado por um anel entregue pelo noivo à sua noiva. Isso era uma garantia de que o casamento consumar-se-ia. 
 
Jesus amou-nos e salvou-nos e nos deu o Espírito Santo como garantia de que ele vai voltar para completar sua obra em nós e nos resgatar para sua glória eterna. 
 
Também a palavra "penhor" era usada o pagamento da primeira prestação, como garantia de que o restante seria pago. 
 
Cristo já nos salvou da condenação do pecado por meio de justificação, está nos salvando do poder do pecado por meio da santificação e nos salvará da presença do pecado na glorificação. 
 
O penhor do Espírito é uma garantia de que ele vai completar essa obra em nós.
 
 
- Hernandes Dias Lopes
 

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Oração no monte também funciona

Acho que a minha oração no alto de um monte muito íngreme nem sai direito. Se, porém, você se sai bem com as escaladas, vá em frente. Deus ouve você também lá no alto

Fonte: Guiame
 
 
oraçãoTem um pessoal que entrega o seu pedido de oração para um intercessor levá-lo até o alto de um monte para entregar o pedido para Deus.
 
Não há nada errado em orar no monte, onde posso interceder em secreto, como Jesus recomendou e ainda ficar sozinho sem interrupção. 
 
Mas aqui em casa ele pega os meus pedidos e funciona do mesmo jeito. As vezes oro caminhando pela rua, sentado na grama, no quarto, na sala, na cadeira de balanço, à beira do lago, etc.
 
Já passei da época de fazer alpinismo, fico tonto até quando subo uma escada para trocar a lâmpada. 
 
Acho que a minha oração no alto de um monte muito íngreme nem sai direito. 
Se, porém, você se sai bem com as escaladas, vá em frente. Deus ouve você também lá no alto.
 
 
- Ubirajara Crespo
 

sábado, 1 de fevereiro de 2014

O que acontece quando evangélicos oram

Só permaneço cristão porque reconheço que Deus não se deixa manipular por rogos inconsequentes – bons ou perversos – de ninguém

Fonte: Guiame
 
 
oraçãoEvangélicos estrebucharam no exato momento em que a mídia alardeava a eleição do bon vivant, tocador de sax, Bill Clinton. Ravi Zacharias, um indiano evangélico radicado nos Estados Unidos, profetizou que a permissividade moral do novo presidente levaria a nação à bancarrota. Zacharias fracassou no prognóstico: Clinton obteve bons resultados na economia e ainda re-elegeu.
 
A neopentecostal Valnice Milhomens, precursora da teologia da prosperidade no Brasil, afirmou que Fernando Collor de Melo foi gerado em oração. O primeiro presidente impichado do Brasil teria nascido no colo dos evangélicos. Quando enfrentou Luis Inácio Lula da Silva, Deus teria levantado os crentes para que o caçador de marajás alagoano ganhasse a eleição.
 
Edir Macedo sugeriu que Lula não passava da encarnação de Satanás (anos depois eles se coligaram). Segundo o dono da Record, o diabo seria um anjo barbado, sem um dedo e de língua presa. A igreja que Macedo preside mobilizou multidões em vigília de oração para que Lula não chegasse aonde chegou.
 
Na invasão do Iraque, Max Lucado não hesitou em repercutir a enorme maioria evangélica. Durante um prayer breakfast, com George W. Bush presente, pastores de várias denominações abençoaram as tropas invasoras. Assim, com a unção dos evangélicos, uma maciça tempestade de aço avançou com tanques e aviões. Mísseis inteligentes devastaram a antiga Babilônia. Os danos colaterais foram enormes: milhares de mortos, crianças queimadas, homens desmembrados. Nenhum pastor fez mea culpa ou chorou. Pergunto: como algum desses homens consegue citar o Sermão do Monte? Bem-aventurados os pacificadores porque serão chamados filhos de Deus.
 
A rede de televisão estadunidense MSNBC noticiou que o psicólogo-pedagogo James Dobson, um ultraconservador da direita evangélica, convocou uma reunião de oração para pedir que Deus enviasse um temporal para prejudicar Barack Obama num discurso. A oração deu errado. O tiro saiu pela culatra. Um furacão quase acabou com a convenção dos republicanos.
 
Qual a correlação entre as narrativas? Simples. Ávidos de poder, homens e mulheres não hesitam em usar a religião como meio de sancionar ambições pessoais ou institucionais. Líderes religiosos perdem, inclusive, o medo de quebrar o terceiro mandamento: Não tomarás o nome de YHWH, teu Deus, em vão, pois YHWH não considera impune aquele que tomar seu nome em vão.
 
Eles seguem uma lógica: nós somos escolhidos, portanto, podemos acessar o poder de Deus para combater quem julgamos do mal. Se Bush se queixa de ser cristão e diz orar, ele não tem a mínima possibilidade de errar. Pastores não admitem que um homem de Deus seja capaz de capitanear uma política belicista. Mister President cumpre os propósitos eternos do Senhor. Se mortes acontecem, os crentes tiram uma teologia da manga: Deus precisa vez por outra sujar as mãos para cumprir a agenda.
 
Pronto! Discursos semelhantes justificaram a chacina de Montezuma. Alguns teólogos acreditam que a rapinagem espanhola na América Latina, que exterminou civilizações inteiras, foi necessária para acabar com a idolatria pagã. Quem tem coragem de ser coerente com a predestinação calvinista chega a dizer que Deus estava no controle dos navios negreiros. Para sedimentar a civilização cristã, negros agonizaram no porão de navios imundos porque Deus quis ou deixou acontecer com algum propósito. Homens e mulheres desapareceram anônimos. Feito bichos acorrentados urraram sem que ninguém os ouvisse – e Deus gerenciou todo o horror? Caravelas partiram da península Ibérica com direito a missa e as bênçãos do Papa – tudo para a glória de Deus.
 
Feitiçaria consiste no esforço de manipular a divindade para que algum objetivo humano se cumpra. Religiosos se valem de suas orações para cooptar Deus porque se consideram dotados de força suficiente para ditar as ações divinas.
 
Só permaneço cristão porque reconheço que Deus não se deixa manipular por rogos inconsequentes – bons ou perversos – de ninguém. James Dobson, Valnice Milhomens e outros pretensos protagonistas de uma espiritualidade de resultado não têm o poder que imaginam, embora estejam muito bem financeiramente.
 
Soli Deo Gloria
 
 
- Ricardo Gondim