quarta-feira, 4 de abril de 2012

Não Um Dos, E Sim O


Há uma pergunta fundamental que todos nós temos de enfrentar. Por “fundamental”, não quero dizer que ela é a única...


Não Um Dos, E Sim O
Há uma pergunta fundamental que todos nós temos de enfrentar. Por “fundamental”, não quero dizer que ela é a única pergunta que temos de responder. O que pretendo dizer é que esta pergunta é tão importante que, se você a entende errado, você entenderá errado a maioria das coisas que são realmente importantes. A pergunta fundamental é aquela famosa pergunta que Jesus fez aos discípulos em Cesareia de Filipe: “Vós, quem dizeis que eu sou?” (Mc 8.29).
Talvez alguns se surpreendam com o fato de que Jesus fez esta pergunta. A pergunta fundamental para Jesus não é “Quem são os seus pais?”, ou “Você tem mente aberta?”, ou “O que você fará para mim?” A pergunta fundamental diz respeito ao que você crê. Jesus está interessado na fé e começa com doutrina.
Há pouco tempo, enquanto eu andava por um ponte que fica perto de nossa igreja, vi um grafite que dizia: “Eu não preciso de religião. Eu tenho uma consciência”. Posso apenas imaginar o que aquele grafiteiro estava tentando dizer, mas penso que ele (ou ela) admite que a religião é apenas um truque para levar as pessoas a se reorientarem e se comportarem melhor. A religião é para ele nada mais do que um código moral para se fazer o bem. E quem precisa de um código religioso, com todos os seus rituais e acessórios institucionais, se tem uma consciência?
No entanto, o grafiteiro entendeu muito mal o cristianismo. A pergunta fundamental para Jesus não é “Você fará o que eu quero que você faça?”, e sim “O que você diz que eu sou?” Tudo flui de um entendimento correto sobre Jesus – não somente o que ele ensinou ou o que ele fez, mas quem ele é.
Inicialmente, Jesus perguntou aos discípulos: “Quem dizem os homens que sou eu?” (Mc 8.27). Em outras palavras: “O que vocês estão ouvindo as pessoas dizerem sobre mim? O que elas falam nas ruas?” Os discípulos deram três respostas: “Uns estão convencidos de que tu és João Batista; outros acham que tu és Elias. E existem outros que não têm certeza e pensam que tu és um dos profetas”. Isso é impressionante. Aquelas pessoas reconheceram que Jesus era um homem que ensinava o caminho de Deus, um líder que chamava o povo de volta para Deus. Sabiam que Jesus fazia milagres como Elias, falava com autoridade como os profetas e tinha seguidores como João. Nada mau. Chamar Jesus de “um dos profetas”, depois de quatro séculos de anos silenciosos, após Malaquias, é uma afirmação impressionante.
No entanto, as multidões estavam muito erradas. Jesus não é um dos; ele é o. Jesus não é um apontador como João Batista, Elias ou um dos profetas. Ele é o ponto. Parece muito nobre chamar Jesus de um profeta, um mestre popular, um realizador de maravilhas, um homem bom, um exemplo brilhante ou uma parte de uma extensa lista de pessoas iluminadas. Contudo, todas essas descrições erram no que diz respeito a quem é Jesus. Em todas elas, você está dizendo que Jesus é um dos (cf. v. 28). E, se você diz que Jesus é apenas um dos e não o, você não o entendeu. Você não percebe quem ele realmente é. Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo (Mt 16.16).
Talvez você pense que esteja dizendo coisas complementares sobre Jesus, quando o chama de um dos profetas, um grande homem ou um mestre iluminado. Contudo, você não o está realmente complementando. É como dizer que o sol é uma das muitas luzes que usamos para iluminar a casa, que Michael Jordan costumava jogar basquete para os Bulls ou que Barack Obama possui uma casa em Chicago. Essas afirmações são todas verdadeiras. Mas são também falsas porque não dizem o bastante. O sol é a estrela de nosso sistema solar. Michael Jordan é o melhor jogador de basquete de todos os tempos. Barack Obama é o presidente dos Estados Unidos. Se você não diz essas coisas, não está dizendo o que é realmente importante. Por não dizer o que é mais importante e mais singular, você está, na verdade, dizendo algo enganador.
No que diz respeito a identificar Jesus, verdades parciais que ignoram a verdade maior acabam contando uma mentira. É verdade que Jesus é um profeta (Mc 6.4; Dt 18.18). Mas ele não é como João Batista. Jesus não é outro Elias. Ele não é meramente um dos profetas. Jesus é aquele para quem todos os outros profetas apontavam. Por isso, chamar Jesus de profeta e nada mais do que um profeta equivale a não compreender, no nível mais profundo, quem é este homem. Se você descrevesse sua esposa como “uma mulher bonita entre muitas mulheres bonitas no mundo”, como “uma pessoa que eu respeito profundamente” ou como “a última numa extensa lista de mulheres que amei”, a sua esposa ficaria satisfeita? É claro que não. Você a teria menosprezado com elogios fracos. Você a teria insultado por diminuir sua singularidade e descrevê-la em termos muito aquém do que ela merece.
Portanto, rejeite todas essas descrições ilógicas de que Jesus é como Maomé, como Buda, como Dalai Lama, Ghandi ou a sua avó piedosa. Ele não é como ninguém mais. E, por isso, não fiquemos impressionados quando alguém chama Jesus de um homem bom, uma pessoa iluminada ou um dos profetas. Ele não é um dos, ele é O.
Autor: Kevin DeYoung

Fonte: http://estudos.gospelprime.com.br/nao-um-dos-e-sim-o/#ixzz1r4lpANLn

terça-feira, 3 de abril de 2012

Judas, o homem que nunca soube o que era conhecer

“Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (João 4:24).
Eu fico pensando às vezes como Judas era. Qual a sua aparência, como agia, quem eram seus amigos.
Acho que pintei em minha mente um retrato dele. Sempre o imaginei como um homem magro, de olhos redondos e negros, astucioso, vil; com barba pontuda e tudo. Minha idéia o mostrava distanciando dos outros apóstolos. Sem amigos. Remoto. Ele era sem dúvida desonesto e traiçoeiro. Provavelmente produto de um lar destruído. Um delinqüente juvenil na adolescência.
Fico porém me perguntando se isso é mesmo verdade. Não temos qualquer evidência (salvo o silêncio de Judas), sugerindo seu isolamento. Há pouca razão para crer que fosse desonesto. De fato, ele cuidava da tesouraria. Ninguém poria um ladrão para tomar conta do dinheiro. Na última ceia, quando Jesus disse que seu traidor estava sentado’ à mesa, não vemos os apóstolos se voltarem imediatamente para Judas como o culpado lógico.
Penso que julgamos Judas erroneamente. Ele talvez fosse o oposto disso tudo. Em lugar de astucioso e magro, quem sabe era robusto e jovial. Em vez de calado e introvertido, poderia ter sido falante e bem-intencionado. Não sei.
Mas, apesar de tudo que não sabemos sobre Judas, de uma coisa temos certeza: ele não tinha um relacionamento com o Mestre.
Ele viu Jesus, mas não o conheceu. Ele ouviu Jesus, mas não compreendeu. Tinha religião, mas não comunhão.
Ao rodear a mesa no cenáculo, Satanás procurava um tipo especial de homem para trair o Senhor. Precisava de um homem que tivesse visto Jesus, mas não o conhecesse.De alguém que soubesse dos atos de Jesus, mas não atentasse na sua missão. Judas era esse homem. Ele conhecia o império, mas jamais conheceu o Homem.
Aprendemos esta lição eterna do traidor. As melhores armas de destruição de Satanás não estão fora, mas dentro da igreja. Nenhuma igreja morrerá por causa da imoralidade em Hollywood ou da corrupção em Brasília. Mas morrerá corroída por dentro, por aqueles que levam o nome de Jesus, e nunca o conheceram.
Judas levava o manto da religião, mas jamais conheceu o coração de Cristo. façamos disso o nosso objetivo: conhecer… profundamente.
Autor: Max Lucado

Fonte: http://estudos.gospelprime.com.br

domingo, 1 de abril de 2012

Uma triplice restauracao

omo você se sentiria se tivesse traído a confiança de seu melhor amigo e, em troca, recebesse dele só amor e consideração? Depois de Pedro estar alimentado e aquecido, Jesus decide aquecer também seu coração. O arrependimento de Pedro havia sido sincero, porém reservado. Jesus quer agora restaurá-lo publicamente.
No original grego são utilizadas duas palavras diferentes aqui — ágape e filéo — traduzidas em nossas Bíblias pelo genérico verbo “amar”. Mas a diferença é significativa, por isso vou transcrever a passagem com o sentido original:
“Depois de comerem, Jesus perguntou a Simão Pedro: ‘Simão, filho de Jonas, você me ama mais do que estes?’ Disse ele: ‘Sim, Senhor, tu sabes que tenho afeição por ti’. Disse Jesus: ‘Alimente meus cordeiros’. Pela segunda vez Jesus disse: ‘Simão, filho de Jonas, você me ama?’ Ele respondeu: ‘Sim, Senhor tu sabes que tenho afeição por ti’. Disse Jesus: ‘Pastoreie as minhas ovelhas’. Pela terceira vez, ele lhe disse: ‘Simão, filho de Jonas, você tem afeição por mim?’ Pedro ficou magoado por Jesus lhe ter perguntado pela terceira vez ‘Você tem afeição por mim?’ e lhe disse: ‘Senhor, tu sabes todas as coisas e sabes que tenho afeição por ti’. Disse-lhe Jesus: ‘Alimente minhas ovelhas’” (Jo 21:15-17).
Antes de negar Jesus por três vezes, Pedro quis parecer mais fiel que os outros discípulos ao afirmar que estava pronto a morrer por ele. Confiança própria é fruto da carne, portanto veja se você não é desses que gostam de se gabar, fazendo alarde de sua fé e perseverança. A autoconfiança nas coisas de Deus costuma esconder o sepulcro caiado da hipocrisia dos fariseus.
Para tratar dessa autoconfiança de Pedro Jesus pergunta se ele o ama mais que os outros discípulos. Jesus sabe que era isso que havia no coração de Pedro, ao afirmar que estava disposto a morrer por Jesus, antes de negá-lo três vezes. Pedro se achava “O Cara”. Mas aqui Pedro não responde usando o amor “ágape”, o amor puro e desinteressado, mas o amor “filéo” da afeição fraternal. Agora ele aprendeu a não confiar em si mesmo. Na terceira vez é Jesus quem pergunta usando “filéo”, e não “ágape”: “Simão… você tem afeição por mim?”. Então Pedro reconhece a divindade e onisciência de Jesus: “Senhor, tu sabes todas as coisas”.
Pedro passa no teste e Jesus o trata com graça. Na restauração de Pedro é usada a mesma graça que cancela a pena no lago de fogo que o pecador merece, para lhe dar um lugar na glória que ele não merece. O Deus da Bíblia é um Deus de perdão e restauração para quem crê em Jesus. Pedro, que três vezes negou conhecer Jesus, deixa de receber o que merece — uma tripla reprovação — para receber o que não merece — uma tripla incumbência de cuidar dos cordeiros e ovelhas do rebanho.
Fonte: O Evangelho em 3 Minutos
Autor: Mario Persona

sábado, 31 de março de 2012

O Reino de Cristo


Jesus falou sobre o reino como algo que já havia começado. O reino já está aqui, operando em secreto. Ele...


O Reino de Cristo
Jesus falou sobre o reino como algo que já havia começado. O reino já está aqui, operando em secreto. Ele é como fermento posto em uma massa; está operando quietamente e tendo seus efeitos. Contudo, em outros momentos, Jesus falou do reino como algo que vem no final, quando haverá consumação e transformação tremenda. Portanto, o reino já está presente; mas, visto de outra maneira, ele ainda não veio. Todas essas noções do reino centralizam-se em Jesus, o rei.
Depois da Segunda Guerra Mundial, um teólogo suíço chamado Oscar Cullmann usou um dos momentos decisivos da guerra para explicar algumas destas noções. Ele chamou atenção para o que aconteceu no Dia D, 6 de junho de 1944. Nesse tempo, os aliados do Ocidente já tinham expulsado os inimigos do Norte da África e começavam a penetrar a bota da Itália. Os russos estavam vindo das estepes. Já tinham defendido Stalingrado e avançavam para e através da Polônia e outros países da Europa Oriental. No Dia D, os aliados ocidentais chegaram às praias da Normandia e, em três dias, descarregaram 1,1 milhões de homens e inúmeras toneladas de material bélico. Havia uma segunda fronte do Ocidente. Toda pessoa inteligente podia ver que a guerra estava acabada. Afinal de contas, a guerra já estava acabada em termos de energia, material bélico, número de soldados e destinos para os quais todas essas frentes e trajetórias convergiam. Isso significou que Hitler disse: “Opa! Fiz o cálculo errado!” e pediu paz? O que aconteceu depois foi a Batalha do Bulge, na qual ele quase conquistou a costa da França novamente, mas recuou por falta de combustível. Depois, houve a Batalha de Berlim, que foi uma das mais sangrentas de toda a guerra. Portanto, a guerra ainda não estava terminada. Um ano depois, a guerra terminou finalmente na Europa, depois de os combatentes haverem atravessado esse grande intervalo entre o Dia D e o Dia da Vitória na Europa.
Cullmann disse que a experiência cristã é como essa guerra. O rei prometido veio. Este é o nosso Dia D: a vinda de Jesus, sua cruz e sua ressurreição. Depois de ressuscitar dos mortos, Jesus declarou, conforme os últimos versículos do evangelho de Mateus: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mt 28.18). Ele é o rei. Mas isso significa que o Diabo diz: “Opa! Fiz o cálculo errado! Acho que é melhor pedir paz”? Isso significa que os seres humanos dizem: “Bem, bem, você ressuscitou dos mortos. Você venceu. É melhor render-nos”? Não, o que isso significa é que você tem alguns dos mais violentos conflitos, porque Jesus ainda não derrotou todos os seus inimigos. Ele reina. Toda a soberania de Deus é mediada pelo rei Jesus. O reino já começou. Está aqui. Ou você está nesse reino, no sentido do novo nascimento, ou você está fora dele. Alternativamente, quando pensamos no reino total de Jesus (toda autoridade pertence a ele), você está nesse reino, quer goste quer não. A questão é se você se prostrará agora, alegremente, com arrependimento, fé e ações de graça, ou esperará até ao final para se prostrar em terror. O fim está chegando. O Dia da Vitoria cristã está chegando, e não há dúvida de quem será visto como Rei no último dia.
Autor: D. A. Carson
(Trecho do livro “O Deus Presente”, que será lançad

Fonte: http://estudos.gospelprime.com.br/o-reino-de-cristo/#ixzz1qhNvP16v