quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Você está convidado a crescer



Texto Bíblico: Ef 4.15.

  • Você está convidado a crescer
    Creio que será impossível encontrar alguém no mundo que não tenha jamais recebido um convite. Alguns convites que certas pessoas receberam e aceitaram, causaram sua completa ruína. Outros convites levaram muitos ao sucesso e à vitória plena.
    Todos já recebemos convites: para cultos, passeios, refeições, noivados e casamentos, aniversários, funerais, etc. etc.
    Entretanto, você se recorda de alguma vez ter recebido um convite para crescer? Provavelmente, não. Você há de ponderar que não se cresce. Absolutamente certo. O crescimento é um processo natural que independe de convite. No entanto, a Bíblia nos convida a crescermos. Todos precisamos crescer.
    No mundo natural os que crescem se tornam grandes. No mundo espiritual, se tornam maduros, espiritualmente adultos.
    A palavra crescimento aparece centenas de vezes no texto sagrado, o que nos permite entender a sua alta importância no propósito de Deus ao doar-nos o Sagrado Livro.
    I. A IMPORTÂNCIA DO CRESCIMENTO.
    1. O Valor do Crescimento. – O crescimento é importante nos três mundos que nos rodeiam: o vegetal, o humano e o espiritual. Cada criança que nasce e vem à luz, cada flor que desabrocha, cada animal que nasce, cada congregação que é fundada, segue um ritmo natural de crescimento, de acordo com sua espécie. Grande é a angústia dos pais que percebem alguma anomalia no processo de crescimento de seu filho recém-nascido. Ou dos agricultores que nunca viram crescer as sementes que brotaram.
    2. O Crescimento mais importante. –  De todos os crescimentos, o mais importante é o espiritual. O crescimento espiritual está associado ao grupo de experiências sobrenaturais relacionadas com a salvação. Onde existe vida tem de haver crescimento. Devemos crescer porque nascemos. Nascemos de novo pela Palavra e pelo Espírito (Jo 3.3,5; 1Pe 1.23).
    3. O Convite ao crescimento. – De diferentes maneiras a Palavra nos convida ao crescimento. Leia por exemplo 2 Pe 1.8. Deixar de crescer significa que existem profundos problemas e graves enfermidades. Essas enfermidades e esses problemas precisam ser tratados com rapidez, para evitar a morte.
    II. O CRESCIMENTO DE JESUS, O PADRÃO IMUTÁVEL.
    O Dr. Lucas nos informa em seu Evangelho que o menino Jesus cresceu em 4 dimensões. Naturalmente Deus não cresce e se Jesus cresceu isto prova Sua perfeita humanidade, (Lc 2.52). Ele cresceu em sabedoria, em estatura, em graça para com Deus e em graça para com os homens.
    Você está convidado a crescer nas mesmas dimensões e esferas. O crescimento humano de Jesus tornou-se um modelo de crescimento para cada filho de Deus em particular e para Sua Igreja como um todo.
    Esse modelo deve ser seguido por todos nós, que pela fé recebemos interiormente a vida de Cristo e dEle nos fizemos participantes (Ef 3.6; Hb 3.14; 2Pe 1.4).
    João Batista cresceu quando atentou para o crescimento do Mestre e declarou: “Convém que Ele cresça e que eu diminua” (Jo 3.30).
    • É comum não querermos realmente crescer porque isso significaria ter que examinar o que existe dentro de nós, e tememos o que poderíamos ver. Como membros da Igreja do Senhor, é indispensável que cresçamos individualmente. O crescimento da Igreja é a soma do crescimento de seus membros.
    • O crescimento exige que estejamos prontos para ouvir a nós mesmos e dispostos a lidar com o que encontrarmos. Jesus ensinou que temos que ter coragem para crescer. É preciso querer.
    • A coragem não é ausência do medo e sim à presença da fé apesar do medo.
    1. A Igreja deve crescer em Sabedoria, isto é, no pleno conhecimento de Deus (Os 6.3). O temor a Deus é a chave que conduz a esse conhecimento e consequentemente a esse crescimento (Pv 1.7).
    2. A Igreja deve crescer em estatura, isto é, numericamente, estatisticamente. Aqueles que declaram que “Deus não está interessado em números” deveriam ler cuidadosamente Lc 14.23. Deus tanto aprecia os números que mandou inserir no cânon um livro chamado NÚMEROS.
    3. A Igreja deve crescer na graça para com os homens. Quando isto acontece, ela adquire credibilidade.
    III. O PAPEL EXERCIDO POR DEUS NO CRESCIMENTO.
    1. O crescimento é uma dádiva de Deus. –  Mt 13.30. – O ato de crescer é algo privativo de Deus. Sim, unicamente Deus provê o fenômeno do verdadeiro crescimento (Êx 1.6,7; Sl 104.14; Jn 4.10; Mc 4.27). Deus deve sempre ser louvado pelo crescimento (Mt 6.28).
    2. Deus estabelece os métodos, as regras para o crescimento. – Os 14.5; Ml 4.2; Ef 4.15; Sl 90.5,6; Mc 4.32. – Deus é quem estabelece as regras para o crescimento. É ele quem apresenta o padrão para o crescimento (Gn 48.16; Sl 92.12; At 5.14). –
    3. Deus também designa os agentes para o crescimento. – Jo 8.11; Jó 39.4.
    4. Deus neutraliza os impedimentos para o crescimento. – 1 Pe 2.2.
    IV. AGENTES DESIGNADOS POR DEUS PARA O CRESCIMENTO ESPIRITUAL.
    Se você crescer a Igreja crescerá. Este crescimento é providenciado por Deus. Mas Ele usa agentes para promover o crescimento, a saber:
    1. A Palavra de Deus. – Pv 9.9. – “Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo” (1Pe 2.2).
    2. O Espírito Santo. – De que maneira o Espírito Santo promove o crescimento da igreja? Veja Atos 9.31. Para fazer a Igreja crescer, o Espírito Santo levanta obreiros espirituais. (At 4.8,31; 6.5; 11.22-24; 13.9,52). Ele estabelece as bases morais e doutrinárias, (At 2.42,43; 15.28,29; Rm 12.9-21). Finalmente o Espírito libera os dons espirituais e também promove os recursos necessários e adequados para a expansão da obra, (At 2.44,47; 4.34.35).
    3. A Fé. – “Não nos gloriamos fora da medida nos trabalhos alheios, antes tendo esperança de que, crescendo a vossa fé, seremos abundantemente engrandecidos entre vós, conforme a nossa regra” (2Co 10.15).
    4. O Uso sensato e dinâmico de metas espirituais.
    5. A atividade incessante da igreja como um todo,  (Ef 2.21), e a atividade incessante de cada crente em particular. No mundo natural o exercício da criança contribui eficazmente para seu crescimento. Isto também é verdade no mundo espiritual. Devemos exercitar-nos diariamente. Eis algumas idéias para o nosso exercício:
    a) O exercício do amor. (Rm 12.10); amor a Deus, à Igreja, ao próximo, à obra missionária, etc.
    b) O exercício da atuação diligente, zeloso: a comunicação com os outros irmãos, a fraternidade e a hospitalidade.
    c) O exercício da conservação da alegria. A alegria da salvação, da esperança (Rm 12.12), a alegria na tribulação.
    d) O exercício da paciência na tribulação (Rm 12.2). A tribulação é inevitável na vida do cristão porque ela possui um caráter disciplinador. Se você aceita o convite para o crescimento, você descobre que a tribulação não é um desafio impossível. Com Cristo, sempre será possível suportá-la. Os exemplos da Bíblia nos confirmam que é possível vencer a tribulação.
    6. Evangelização e Missões. – Finalmente, e não menos importante, o crescimento da Obra de Deus depende da Evangelização individual e coletiva e da expansão permanente e desafiadora da Obra Missionária. Veja isto no livro de Atos dos Apóstolos, desde o capítulo 2 até o 28.
    V. DEUS NOS CONVIDA A CRESCER EM DIFERENTES DIMENSÕES.
    Jesus ensinou que o crescimento espiritual não é um objetivo que podemos alcançar sozinhos. Precisamos de Deus e dos outros. Esta necessidade não é um sinal de fraqueza, e sim o começo da força. Muitas pessoas prefeririam acreditar que podem mudar por si mesmas em vez de pedir aos outros que as ajudem. Esta atitude geralmente impede o crescimento delas.
    Devemos atentar para as diferentes áreas, nas quais devemos crescer, a fim de que o crescimento seja harmônico e produtivo.
    1. Devemos crescer na graça. –  (2 Pe 3.18). – Nunca nos esqueçamos de que temos sido salvos pela graça (Ef 2.8). A mesma graça que se manifestou a todos os homens, através da vinda de Jesus a este mundo (Tt 2.11). Deus então nos permitiu que pela fé tivéssemos acesso a esta graça (Rm 5.2). Nós podemos crescer na graça de uma forma ilimitada, porque Deus é o Deus de toda a graça (1Pe 5.10), e pela Pessoa Augusta do Senhor Jesus encontramos a porta aberta que nos permite receber as riquezas da Sua Graça (Ef 2.7).
    2. Devemos crescer na fé. – (2 Ts 1.3). – A Bíblia menciona diferentes medidas de fé (Rm 12.3,6). Por essa razão é que lemos de pouca fé, muita fé, grande fé, cheios de fé, etc. Ninguém deve estar conformado com a intensidade de fé que possui atualmente, visto que esta fé pode crescer muitíssimo, como declarou Paulo aos Tessalonicenses (2Ts 1.3). Os milagres acontecem quando a nossa fé cresce muitíssimo, aleluia.
    3. Devemos crescer no conhecimento de Cristo. –  (2Pe 3.18).  O conhecimento real e experimental de Cristo é um dos segredos para desfrutar a vida eterna (Jo 17.1,2). A experiência inicial de nossa conversão nos permite uma aproximação do Senhor Jesus, mas isto não significa ainda um conhecimento perfeito. Depois de vários anos de fé e de ministério, Paulo confidenciou um desejo seu aos crentes em Filipos: “Para conhecê-lo…”. (Fp 3.10).
    Quando cresce o nosso conhecimento, começamos a desvendar os mistérios de Deus (1Co 4.1,2).
    • Se agradamos a Deus, Ele nos permite crescer em Seu conhecimento (Cl 1.10).
    • Quando crescemos em conhecimento, começamos a descobrir o que gratuitamente nos tem sido dado por Deus (1Co 2.12).
    • Quando o nosso crescimento de Cristo cresce, passamos a entender Sua maravilhosa vontade e começamos a andar dignamente diante dEle, agradando-Lhe em tudo e frutificando em toda boa obra (Cl 1. 9,10).
    • Mas não esqueçamos de um detalhe: por mais que aumente e cresça o nosso conhecimento, ele não pode ser total, enquanto estivermos neste mundo. Sempre “conheceremos em parte”, até que alcancemos o nível de Igreja glorificada e Esposa do Cordeiro (1Co 13.9).
    4. Devemos crescer em força, ou seja , em autoridade espiritual. (Jó 17.9).
    5. Devemos crescer em tudo, (Ef 4.15). – Isto significa que podemos e devemos crescer na alegria, na paciência, na humildade, na misericórdia, na obediência, no temor, na santidade, na reverência, na adoração, no louvor, no serviço, na contribuição, na dedicação, finalmente em todas as áreas de nossa vida. Então, amados, cresçamos em tudo!
    • Crescer em tudo certamente significa também crescer em todas as direções, como as árvores do bosque: para baixo, (Os 14.5; Jr 17.7,8; Cl 2.7); para cima (Sl 92.12; Ef 2.6); quando crescemos para cima descobrimos o que significa Hb 6.18-20;  para os lados, como José do Egito (Gn 49.22); quando crescemos para os lados avançamos maravilhosamente na obra da evangelização, (2Co 10.15,16), e ampliamos a nossa tenda (Is 54.2).
    • Naturalmente crescer em tudo inclui um real crescimento de nossas atividades na obra de Deus.
    • Que permaneçam diante de nós dois clássicos exemplos de crescimento individual. Você está convidado por Deus a crescer como Samuel (1Sm 2.26): “E o jovem Samuel ia crescendo e fazia-se agradável, assim para com o Senhor como também para com os homens”. Você está sendo convidado por Deus a crescer como Davi, (2Sm 5.10): “E Davi se ia cada vez mais aumentando e crescendo, porque o Senhor, Deus dos Exércitos, era com ele”.
    VI. PARTICIPAÇÃO DO CULTO E O CRESCIMENTO.
    A verdadeira religião não se cultiva na solidão e no isolamento; é, antes, na comunidade dos redimidos, na companhia dos irmãos em Jesus Cristo, que a vida cristã se desenvolve, alcança a maturidade e se aperfeiçoa. Por isso muito perde o crente que se afasta do ambiente do culto. Não se considera a presença do crente na igreja como uma obrigação, que lhe é imposta. É um privilegio que ele tem, um recurso que Deus lhe dá para crescer na sua fé e estimular os outros crentes com o seu exemplo.
    1. Unidade no Louvor a Deus (At 2.46,47). – O louvor é à parte do culto que nos fornece uma antevisão do “cântico novo” que há de ressoar no reino celestial.
    A igreja que dá importância ao louvor no culto, cresce espiritualmente, porque se adestra para o perfeito louvor na eternidade.
    2. Visão da Glória de Deus (Is 6.1-3). – No culto, em comunhão com Deus, predispomo-nos a uma visão da excelsa glória de Deus. Esta visão torna inexpressivas as glórias do mundo.
    3. Conhecimento da Santidade de Deus (Is 6.5). – A intimidade do nosso espírito com o Deus santo no ato do culto é um incentivo a que busquemos a santidade como o supremo ideal da vida cristã.
    4. Alegria na Casa de Deus (Hb 10.25). – O crente que não participa dos cultos com os demais irmãos, não tarda muito a perder o estímulo para crescer. Nele há experiências com Deus que não se alcançam noutro ambiente.
    VII. OS RESULTADOS DO CRESCIMENTO.
           Se decidirmos aceitar o convite para crescer, experimentaremos preciosos resultados:
    1. Tomamos posse da vida eterna – 1Tm 6.12.
    2. Tomamos posse daquilo que diz respeito à vida eterna – Rm 8.17.
    3. Somos transformados de glória em glória – 2Co 3.18.
    4. Vamos indo de força em força – Sl 84.
    5. Aproximamo-nos da estatura de Cristo – Ef 4.13.
    6. Nossa luz brilhará mais e mais – Pv 4.18.
    7. Começamos a atuar como mestres – Hb 5.11-14.
    8. Deixamos de ser carnais (meninos) e passamos a ser espirituais –  (1Co 3.1-3; Rm 8.7,8; 1Co 13.11).
    9. Passamos a compreender as coisas de Deus – (1Co 2.14). 
    10. Portamo-nos varonilmente, isto é, como adultos, heróis – (1Co 16.13).       
    Pelo que acabamos de estudar não recuse o convite para crescer. Não faça esforço especial para crescer. Somente permaneça se alimentando do leite da Palavra (1Pe 2.2) e andando em íntima comunhão com Ele (Am 3.3), pois quem nos convida para crescer é Deus, o mesmo “Deus que dá o crescimento” (1Co 3.7).

    Adilson Faria Soares



    quarta-feira, 26 de setembro de 2012

    Como pode o cristão ser uma benção?




  • Como pode o cristão ser uma benção?
    Introdução: É desejo normal de cada crente ser uma bênção. Quando as bênçãos de Deus operam em nossa vida, podemos ser uma bênção para outros. Tem vida cristã aquele que  procura fazer de seu  próprio viver um motivo de bênçãos para o próximo. Nisto o crente segue o exemplo de Jesus Cristo, “o qual andou por toda parte, fazendo o bem” (At 10.38); prova também que em seu coração permanece o amor de Deus (1Jo 3.17).
    Na comunhão de sentimentos há o elemento pessoal que dá sentido à expressão do amor, tal como havia no coração de Cristo.
    No Antigo Testamento, uma bênção usualmente consistia em uma oração em um pronunciamento solene. Em Salmo 103, temos uma expressão pessoal de agradecimento, em face das bênçãos divinas recebidas.
    O Antigo Testamento encerra várias bênçãos domésticas, nas quais o pai de família invoca a bênção divina sobre seus filhos (Gn 9.26,27-29; 48.15,16). A essas bênçãos dava-se grande valor, pois as pessoas criam no Deus de Israel. Moisés proferiu uma bênção sobre o povo de Deus como um todo (Dt 28.1-14). A bênção clássica é a bênção de Arão (Nm 6.24-26). Bênçãos eram invocadas quando da adoração pública (Lv 9.22; Dt 10.8). A postura física dos invocantes usualmente incluía o gesto das mãos erguidas (Lv 9.22).
    Nas páginas do Novo Testamento, há bênçãos eloqüentes em Rm 15.3; 2 Co 13.14; Hb 13.20,21; Jd 24; 1Pe 5.14; 3Jo 15. Várias dentre as quais são comumente usadas nos cultos de adoração.
    I.  SIGNIFICADOS DE BÊNÇÃOS NA BÍBLIA.
    1. Favor da parte de Deus que faz o Seu povo prosperar (Sl 3.8)
    2. Todas as boas coisas vindas da parte de Deus para o Seu povo (Dt 28.1,2).
    3. Presente (Gn 33.11). Esaú conhecia Jacó, mas não os outros, por isso Jacó apresentou sua família, grupo por grupo, e cada grupo, por sua vez, cortesmente se inclinou. O irmão mais velho ficou confuso com os três grupos de servos com presentes que o abordaram. Jacó explicou que os presentes eram dados para ele achar graça aos olhos do irmão afastado. Mas há muito que Esaú não guardava rancor contra Jacó, e indicou que não precisava dos presentes. Contudo, aceitou-os quando Jacó insistiu. Não eram necessários para apaziguar a raiva de Esaú, porque Deus há muito tempo preparou o seu coração para perdoar Jacó. Mas o coração de Jacó só foi preparado naquela manhã, então os presentes representavam gratidão e afeto, em vez de apaziguamento.
    4. Graça divina transmitida por alguém a outrem (Is 19.24).
    II. CLASSIFICAÇÃO DAS BÊNÇÃOS DE DEUS.
    1. Temporais, Gn 24.35; Êx 23.25; 2Sm 6.11; Sl 68.19.
    2. Espirituais, Ef 1.3 (inclui salvação, paz, perdão, novo coração, vida eterna, etc).
    III. IMPORTÂNCIA DA BÊNÇÃO DE DEUS.
    1. A Bênção do Senhor é eterna (2Sm 7.29).
    2. A Bênção do Senhor é decreto (Sl 133.3).
    3. A Bênção do Senhor enriquece (Pv 10.22)
    4. A Bênção do Senhor acompanha o homem fiel (Pv 28.20).
    5. A Bênção do Evangelho é completa (Rm 15.29).
    IV. COMO PODE O CRENTE SER UMA BÊNÇÃO?
    1. Entrando na vontade de Deus, Gn 12.1. – Abraão morava em Ur dos Caldeus (Gn 11.28), uma vida monótona, sem Deus, num país onde se servia aos ídolos (Js 24.2,3). Mas o Deus da glória lhe apareceu (At 7.2; 2Pe 1.3), e deu-lhe a Santa chamada, que continha um lado negativo: Sai da tua terra (Gn 12.2), isto é, deixa o que não me agrada (At 2.40), e um lado positivo, isto é, vai para a terra que eu te mostrarei (Gn 12.1), isto é, entra na minha vontade.
    A chamada exigia tanto fé (Hb 11.9), como obediência (Hb 11; 8). Por isto se fala da “obediência da fé” (Rm 16.21; 1.5). Abraão obedeceu incondicionalmente, saindo de sua terra sem ter certeza do futuro. Sabia apenas que Deus proveria tudo que fosse necessário no tempo próprio. E ele acabou sendo o pai da nação israelita e de todos os que crêem, tendo seu nome citado na gelaria dos homens de fé (Hb 11.8-10).
    a) À vontade revelada (Hb 11.9).
    b) À vontade obedecida (Hb 11.8). – Tem de obedecer, não há outra alternativa!
    c) À vontade cumprida (Gn 12.4).
    2. Conservando a Bênção de Deus, (Gn 12.2).
    Esta promessa que Deus deu a Abraão, Ele a cumpriu duma forma abundante. Foi pelo que o Senhor fez tanto na vida de Abraão como na de seus descendentes, que ele se tornou uma bênção, que ainda hoje impressiona.
    a) A bênção pertence a Deus – Dt 12.15. – O que o Senhor fez na vida de Abraão constitui-se um verdadeiro exemplo. Deus nos convida a “andar nas pisadas daquela fé de nosso pai Abraão” (Rm 4.12). Assim também Deus fez grandes coisas por Israel e seus descendentes, escolhidos para serem o seu próprio povo (Dt 7.6), para por meio dele fazer conhecida aos povos em redor a grandeza de Deus (Dt 4.7).
    b) A bênção é dada por Deus (Êx 32.29)
    c) A bênção é dada por bondade (Sl 21.3).
    3. Abraão deu o passo para dentro da vontade de Deus. Embora com problemas no início (Gn 11.31,32) Deus lhe despertou de novo (Gn 12.1), e ele “partiu como o Senhor lhe tinha dito” (Gn 12.4). Foi isto, que abriu para Abraão as possibilidades de ser uma bênção. Ninguém tem em si condições de ser uma bênção, pois a todos faltam as virtudes para isto. Pedro At 13.12, e Paulo 2Co 3.5-8, afirmaram isto. Jesus disse: “Sem mim, nada podeis fazer” (Jo 15.5). Mas entrando no caminho de Deus, cada crente, seja novo (Jr 1.7; 1 Tm 4.12) ou velho, (Sl 92.14,15, tem possibilidade de ser uma grande bênção.
    4. Repartindo a bênção de Deus.
    a) Jacó recebeu a bênção de Abraão (Gn 28.4).
    b) Paulo desejou abençoar os Romanos (Rm 1.11).
    c) A casa de Cornélio foi abençoada através de Pedro (At 10).
    V. ABRAÃO SE TORNOU UMA BÊNÇÃO PELO QUE O SENHOR FEZ NELE.
    “Far-te-ei uma grande nação … e serás uma bênção”(Gn 12.2). Esta promessa que Deus deu a Abraão  Ele cumpriu duma forma abundante.  Foi pelo que o Senhor fez tanto na vida de Abraão como na dos seus descendentes, que ele se tornou uma bênção, que ainda hoje impressiona.
    O que o Senhor fez na vida de Abraão constitui-se um verdadeiro exemplo. Deus nos convida a “andar nas pisadas daquela fé de nosso pai Abraão” (Rm 4.12). Assim também Deus fez grandes coisas por Israel e seus descendentes, escolhidos para serem o seu povo próprio (Dt 7.6), para por meio dele fazer conhecida aos povos em redor a grandeza de Deus. Deixa, portanto, Deus operar em ti, e serás também uma bênção.
    A promessa feita a Abraão conforme alguns estudiosos da Bíblia foi sétupla:
    1. Ele seria o pai de uma grande nação. A palavra hebraica usada aqui é goy, e não am (povo). É um conceito político, implicando em uma base territorial. Aqui de fato se encontrava o teste da fé de Abraão em Deus, porque com setenta e cinco anos ele ainda não tinha herdeiro!
    2. Deus o abençoaria durante a sua vida. Isto significava que ele iria ser protegido de qualquer dano e que ele gozaria do favor de Deus de forma ainda não imaginadas.
    3. O próprio Abraão seria uma figura mundial (o seu nome iria ser grande). Não se pode culpar um homem por querer ser conhecido em círculos mais amplos. O erro está na razão indigna para esse desejo e nos métodos questionáveis empregados para alcançá-lo.
    4. Ele seria uma bênção para outras pessoas. Não é suficiente querer um lugar de destaque só por amor à fama. Abraão seria abençoado por Deus para que pudesse ajudar os outros. Cargos elevados devem inspirar um senso de responsabilidade, e não de mero gozo dos privilégios especiais neles inerentes.
    5. As suas bênçãos seriam compartilhadas com aqueles que o recebessem, pois desta forma  eles declarariam a sua abertura para com Deus.
    6. Os que amaldiçoassem (degradassem, desprezassem) Abraão, com esse ato revelariam insensibilidade para com Deus, que estava operando nele, e precipitariam a ira de Deus sobre si próprios.
    7. A sua influência benéfica seria universal. Temos aqui, a primeira alusão ao conceito do universalismo inerente na fé de Israel.
    VI. DEUS ABENÇOOU ABRAÃO E ASSIM TORNOU-SE UMA BÊNÇÃO.
    “Abençoar-te-ei… e serás uma bênção”, (Gn 12.2). No caminho da fé no qual Deus guiou Abraão, a sua fé aumentou mais e mais. Cada vez que Abraão vencia algum obstáculo, (Gn 12.10-20; 13.1-6), ou em obediência a Deus tomava mais um passo (Gn 13.17,18), a sua fé crescia cada vez mais. E quando a prova da fé chegou a ponto de Deus pedir o seu Isaque, ele prontamente obedeceu (Gn 22.1-17). Deus então lhe abençoou riquíssimamente, renovando mais uma vez a promessa: “em tua semente serão benditas todas as nações da terra” (Gn 22.18).
    A bênção que Abraão recebeu é, conforme a explicação inspirada em Gl 3.14, uma figura da bênção do Espírito Santo. A história de Abraão mostra que a bênção recebida deu-lhe ainda mais fé e proporcionou-lhe uma comunhão íntima com Deus, que recebeu o nome de “amigo de Deus”, (Tg 2.23; 2Cr 20.7; Is 41.8), aliás, uma coisa maravilhosa! (Jo 15.13-15). Ele chegou a ver o dia do Filho de Deus. “Abraão exultou por ver o meu dia, viu-o e alegrou-se”. (Jo 8.56; Gn 22.18). Deus lhe revelava os Seus segredos, (Gn 18.17).
    A bênção de Abraão, o batismo com o Espírito Santo, ainda hoje é dada, pelos méritos de Jesus, pela Sua morte, (Gl 3.13,14; At 2.39). Busca pela fé e obediência, como fez Abraão, e serás uma bênção muito grande, uma testemunha de Jesus (At 1.8; 5.32).
    VII. DEUS ENGRANDECEU ABRAÃO.  
    “Engrandecerei o teu nome e serás uma bênção”, (Gn 12.2). Um segredo de grande influência que acompanhava Abraão foi o nome honrado que ele adquiriu pela sua maneira de viver. O rei Abimeleque veio a ele dizendo: “Deus é contigo em tudo que fazes…” (Gn 21.22). Quando Abraão queria comprar um sepulcro para a sua esposa, Sara, disseram os filhos de Hete: “ Príncipe de Deus és no meio de nós”, (Gn 23.6). Até após sua morte o nome de Abraão é lembrado como um exemplo excepcional, digno de ser imitado.
    Assim, caro irmão (ã), podes ser uma bênção. Vive uma vida de bom testemunho, (At 16.2). Existindo harmonia entre a tua vida de crente e o que a Bíblia ensina sobre o modo como o crente deve viver, terás bom testemunho dos que estão de fora, (1Tm 3.7), servindo bem, e poderás adquirir uma boa posição e muita confiança (1Tm 3.13). Este bom nome vale mais do que riquezas (Pv 22.1), mais do que o ungüento (Ec 7.1).
    O bom exemplo do crente é útil tanto para os pecadores, (1 Pe 2.12; Mt 5.16; Fp 2.15,16), como para os que crêem (1Tm 4.12), pois lhe mostra a Palavra de Deus posta em prática. E isto é uma grande bênção.
    VIII. ABRAÃO – UMA GRANDE BÊNÇÃO PORQUE DELE VEIO CRISTO.
    “Em ti serão benditas todas as famílias da terra”, (Gn 12.2). “Em tua semente serão benditas todas as nações da terra”, (Gn 22.18). Ele seria canal de bênçãos para os outros. De tal modo ele estaria relacionado com eles que o destino dessa gente seria determinado pelo modo que o tratassem. Deus seria gracioso com quem o ajudasse e castigaria quem o amaldiçoasse. A influencia de Abraão seria mundial, uma graça divina e uma bênção para muitas nações. O Espírito Santo dá interpretação desta profecia, explicando que “a tua posteridade é Cristo”, (Gl 3.16). Um dos resultados da fé e da obediência de Abrão foi o de cooperar para preparar o caminho para Cristo vir ao mundo. Com isto é mais do que evidente a razão por que Abraão foi uma tão grande bênção.
    Queres ser uma bênção? Leva, pois a mensagem de Cristo e de Sua salvação, tanto pela tua vida (2Co 4.10,11; At 4.13), como pelo teu testemunho (At 4.31). Na mensagem da salvação de Jesus está a solução dos problemas dos homens. Que muitas famílias possam bendizer o nome de Jesus, porque foi pelo teu testemunho, que chegaram a crer nEle, (1Tm 2.4; 2Co 5.18-20). E esta bênção permanecerá quando as coisas terrestres desaparecerem.
    IX. COM A SUA OBEDIÊNCIA, ABRAÃO FOI ABENÇOADO.
    “Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu”, (Hb 11.2). Foi esta rendição total à vontade de Deus que fez com que Abraão se entregasse nas mãos do Senhor para ser usado desta maneira maravilhosa.
    Este é o caminho para todos nós. Seja a vida de cada um de nós entregue inteiramente ao Senhor, (Rm 12.1,2; 2Co 8.5). Deixemos a nossa própria vontade e os nossos próprios planos, dizendo, conforme Jesus nos ensinou: Seja feita a tua vontade, (Lc 22.42; Mt 6.10). Assim experimentaremos também que “a mão do Senhor estará conosco”, (At 11.21; Is 41.13; Sl 80.17; 89.21), e assim cada um de nós será uma BÊNÇÃO!!! Que assim seja, Amém.
    X. CARACTERÍSTICAS DE VIDAS QUE SÃO BÊNÇÃOS PARA O PRÓXIMO.
    É de grande importância, conhecer o retrato, as características, nas vidas que são bênçãos para o nosso próximo, considerando-se o momento que estamos vivendo, quando muitos só pensam em si. Quantos que comparecem aos cultos e não conhecem e nem cumprimentam os que estão aos seus lados. Encerrada a reunião correm para suas casas e nem cumprimentam aquelas pessoas pelo menos as mais próximas.
    Vamos observar o retrato de vidas que são bênçãos para o próximo:
    1. São impulsionadas pelo serviço – “Servi-vos uns aos outros” (Gl 5.13). O serviço ao próximo é padrão de grandeza no reino de Deus. Jesus ensinou: “O maior entre vós seja… como quem serve” (Lc 22.26).
    2. São motivadas pelo amor – “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (Gl 5.14). No amor está a solução de todos os problemas sociais. Sendo efetivo, a regra áurea será uma realidade permanente as relações humanas.
    3. São guiados pela mansidão – “Vós que sois espirituais corrigi o tal com espírito de mansidão” (Gl 6.1). Jesus disse que deveríamos aprender dele, que era manso e humilde de coração (Mt 11.29). A mansidão no trato com o nosso próximo revela que temos o espírito de Cristo. É uma característica na vida espiritual.
    4. São estimuladas pelo exemplo – “Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo” (Gl 6.2). A consciência cristã conclui, observando o que Cristo fez por nós, que também não devemos ambicionar o serviço alheio, porque ele veio para servir (Mt 20.28).
    5. São persuadidas à elevação – “Quem semeia no Espírito, do Espírito herdará a vida eterna” (Gl 6.8). As obras do Espírito são aquelas que se fazem pelo amor a Deus. A elevada disposição de servir ao próximo como se servíssemos a Deus, é uma semeadura no Espírito que alegra o coração daquele que semeia, por levar alegria a outros corações.
    6. São incitadas à perseverança – “Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo, ceifaremos” (Gl 6.9). Ainda que não cheguemos a sentir o reconhecimento pelo bem que praticamos, não devemos desanimar. Há uma recompensa prometida àqueles que perseverarem nesse dever cristão. E aquele que prometeu não falha no cumprimento de sua promessa.
    7. São benéficas a todos – “Enquanto temos oportunidade, façamos bem a todos” (Gl 6.10). Se o bem deve ser prestado indiscriminadamente a todos, motivo especial tem o crente para manifestá-lo àqueles a quem está ligado pelos laços da fé comum em Jesus Cristo. Amém!   
    Conclusão: Somente através da obediência nos credenciamos a sermos uma bênção. O profeta de Deus por nome Samuel, disse que “obedecer é melhor do que o sacrificar”. Que este estudo tenha servido para uma avaliação dos que dele participaram, e possamos enquadra-nos na Palavra de Deus e assim estaremos sendo usado por Deus para sua glória e honra. Amém!

    terça-feira, 25 de setembro de 2012

    A bem-aventurança do perdão – Salmo 32



    .

  • A bem-aventurança do perdão – Salmo 32
    Introdução: – O perdão de pecados fala daquele estado de graça alcançado no momento em que o pecador penitente decide por confiar em Jesus, aceitando a Sua obra na cruz como o preço da redenção individual. O perdão se constitui no marco zero da nossa caminhada para alcançar a estatura de varão perfeito (Ef 4.13).
    I. O TRÍPLICE ASPECTO DO PERDÃO.
    A idéia de perdão, na Bíblia, tem muito maior alcance e significado do que aquele que costumeiramente temos em mente. Dependendoda raiz donde deriva o termo, perdão significa: “deixar”, “soltar”, “cancelar”, “remir”, “desobrigação”, “cancelamento”, “remissão” e “não levar em conta”. 
    Para melhor compreendermos a doutrina bíblica do perdão e a bênção que significa para a nossa vida de salvos, devemos levar em consideração o seguinte:
    1. O Perdão é uma Concessão Divina. – (Sl 32.2). – Na Bíblia são abundantes as passagens que falam de Deus como o perdoador de pecados (Dt 29.20; 2Rs 24.4; Jr 5.7; Lm 3.42). Davi disse a sua própria alma: “É Ele (Deus) quem perdoa todas as tuas iniqüidades…” (Sl 103.3). Os judeus tinham a consciência de que ninguém mais, senão Deus, podia perdoar pecados (Mc 2.7). João, o apóstolo amado, diz que Deus está pronto para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça, mediante Jesus Cristo (1Jo 1.9).
    • Deste modo quando o perdão é obtido, deve ser recebido com gratidão ao Senhor e tratado com respeito e admiração. Uma vez que como pecadores, só merecemos o castigo, o perdão é graça admirável.
    • Paulo diz que jamais poderemos obter a absolvição de nossos pecados pelos méritos de nossas próprias obras, mas unicamente pela graça divina (Ef 2.8-10). Deste modo, buscar o perdão divino como algo meritório, significa rejeitar a provisão graciosa de Deus, que diz: “Ainda que os  vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã” (Is 1.18).
     2. O Perdão é Alcançado Mediante o Arrependimento. – (At 3.19). – O arrependimento é condição indispensável para se alcançar o perdão divino. O arrependimento é uma forma de expressão do entristecimento do pecador por causa de seus pecados. É uma forma de “desespero” que lança o pecador nos braços do único que pode lhe ajudar – Deus.
    Face a iminente manifestação do reino de Deus, João Batista pregou aos seus contemporâneos: “Arrependei-vos….” (Mt 3.2). De igual modo Jesus inaugura a era da graça, dizendo: “Arrependei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1.15). A era da proclamação do Evangelho foi inaugurada com as seguintes palavras de Pedro: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor” (At 3.19). O arrependimento deve levar o penitente à confissão, ainda que nem sempre a disposição de confessar seja resultante do verdadeiro arrependimento. Note, por exemplo, Saul. Foi um dos homens que mais confissão fez a Deus no passado, mesmo assim nunca permaneceu em pé diante de Deus, tendo, inclusive, morrido no seu pecado, por lhe faltar o verdadeiro arrependimento.
    • Há hoje uma carência de mensagens em nossos púlpitos enfatizando a necessidade dos crentes se arrependerem e confessarem os seus pecados cometidos após o novo nascimento. A nossa excessiva ênfase a generalidades em nossas mensagens tem sido responsável pela vacuidade do Espírito que um expressivo número de crentes está vivendo hoje em dia,
    • O nosso zelo evangelístico deve ir além da diligência em conduzir os pecadores ao arrependimento e a conversão; deve levar-nos a agonizar e a pelejar no sentido de que os salvos permaneçam salvos e honrando a Deus com o seu testemunho. Para isto as nossas igrejas têm de ser levadas a estar sob os raios da luz sondadora do Espírito Santo.
    • Muitas igrejas da América e Europa, na época dos grandes avivamentos do século passado, possuíam um banco chamado de “o banco dos  penitentes”. A esse banco eram levados aqueles crentes que, tendo sido tocados pelo Espírito, durante o culto, aguardavam a oportunidade para fazer confissão e alcançar o refrigério do Senhor. Quem dera que esses bancos existissem em nossos templos ainda hoje!
    • O hábito de confissão, sem o verdadeiro arrependimento, tende a transformar-se em cinismo e completo abandono do favor divino.
    3. O Perdão Cancela a Culpa. – (Cl 2.13,14). – Paulo diz que quando estávamos mortos em nossos pecados e na incircuncisão da nossa carne, Cristo nos vivificou juntamente com Ele, perdoando-nos“todas as nossas ofensas, havendo riscado a cédula que era contra nós nas suar ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz” (Cl 2.13,14).
    A compreensão do cancelamento da culpa, através do perdão, deve conduzir-nos à compreensão da doutrina da justificação apresentada sob duplo aspecto: o cancelamento da dívida do pecado na “conta” do pecador, e o lançamento da justiça de Cristo em seu lugar (Rm 3.24,-26).
    • Conta-se que Martinho Lutero, certa ocasião, defrontou-se com o diabo que o acusava da culpa de pecados grosseiros. Após abrir alguns pergaminhos nos quais estavam registrados os pecados de Martinho Lutero, disse este a Satanás: “Satanás, te esqueceste de acrescentar no final que o sangue de Jesus, o Filho de Deus, me perdoou de todos estes pecados”.
    • Esta é a certeza que todo o crente perdoado deve ter – de que todo o pecado passado já foi perdoado e a culpa do mesmo cancelada e removida para sempre. Já não há porque viver sob o tormento das acusações do diabo.
    II. CONFISSÃO PARA PERDÃO. (Sl 32.3-6).
    O apóstolo João diz que “se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós” (1Jo 1.8). Isto significa que apesar de estarmos perdoados e do pecado já não mais fazer parte do cotidiano da nossa vida, de momento somos traídos pela velha natureza e somos arrastados à prática de um pecado que gostaríamos ter evitado. Ler Rm 7.15; 1Jo 1.9.
    1. A Confissão Comunica Saúde. – Cf Sl 32.3. – O peso de uma consciência acusadora por causa de pecados encobertos, não confessados, constitui-se numa das principais causas de doenças psicossomáticas. Davi confessa o envelhecimento precoce de seus ossos, resultante do acobertamento de seus pecados. Noutras pessoas, o complexo de culpa gerado por pecados encobertos, causa problemas renais, hepáticos, psiquiátricos, de medo, insônia, enjôos, etc. Com este ponto de vista corrobora o testemunho de um psiquiatra cristão que disse se pudesse comunicar perdão aos seus clientes, teria 70% deles curados em menos de 24 horas. Não estamos dizendo que todos os casos de enfermidades têm como sintoma pecado encoberto e por confessar. Concordamos, sim, que o nosso povo poderia gozar de saúde caso descobrisse o poder sanador da confissão. Tg 5.16.
    2. A Confissão Comunica Alegria. – (Sl 32.4). – Face os seus pecados não confessados, Davi se sentia dia e noite sob a mira do juízo de Deus. Em decorrência disso ele diz: “o meu humor se tornou em sequidão de estio” (Sl 32.4). A pessoa que usufrui do perdão divino é alguém que goza de paz com Deus e consigo mesmo; é uma pessoa bem-humorada. Seu rosto retrata o Novo Testamento. É uma pessoa que tem estima por si mesma e pelos outros. É alguém que pode cantar: “Já se foi, já se foi, já se foi; todo o peso da minha alma já se foi”.
    3. A Confissão Comunica Paz. – (Sl 32.5). – Pecado confessado é pecado perdoado, e onde existe perdão, existe paz. Tão logo confessou o seu pecado ao Senhor, Davi pode dizer: “…tu perdoaste a maldade do meu pecado” (Sl 32.5). A tumultuada vida de então, dá lugar a bonança gerada pela certeza do perdão divino. “O que encobre as suas transgressões, nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia” (Pv 28.13).  Perdoados e justificados pela fé temos paz com Deus, (Rm 5.1).
    4. A Confissão Requer Diligencia. – (Sl 32.6). – Apesar da possibilidade do crente vir a cometer pecado (1Jo 2.10, somos instados pelas Escrituras no sentido de não nos acostumarmos no estado de pecado, porque, segundo escreve o salmista, poderá chegar um momentoem que Deus, por causa da nossa familiaridade com o pecado não estará disponível a nos perdoar (Sl 32.6; Is 55.6).
    III. BÊNÇÂOS DECORRENTES DO PERDÂO (Sl 32.7-11).
    Muitas são as bênçãos alcançadas pelo crente, decorrentes do perdão divino. Dentre essas se destacam as seguintes:
    1) Abrigo. – (Sl 32.7). – Perdoado dos seus pecados confessados, disse Davi acerca de Deus, o seu perdoador: “Tu és o lugar em que me escondo; tu me preservas da angústia; tu me cinges de alegres canto de livramento”. Deus promete abrigo seguro, junto ao seu coração, àquele que anda em retidão na sua presença (Sl 24.3,4). Cf  Pv 18.10 com 2Sm 22.3,51).
    2) Instrução. – (Sl 32.8). – Só o homem perdoado pode gozar do privilégio de ser entregue aos cuidados e instruções do Senhor. Nascido do Espírito, ontem, hoje e sempre o crente perdoado sabe que pode confiar na direção de Deus para com a sua vida (Jo 3.8).
    3. Inteligência. – (Sl 32.9). – O cavalo e a mula precisam de cabresto para ser puxados; o crente, porém, é conduzido pela voz interior da mente de Cristo que nele habita (1Co 2.13). Ler 1 Jo 2.27.
    4. Confiança. – (Sl 32.10). – É extremamente confortador saber que, numa época quando as instituições seculares estão a fracassar e as promessas humanas a falhar mais e mais, podemos exercer confiança no Deus eterno, pronto a cumprir a sua palavra fielmente. (Jr 1.12; compare com Pv 23.18).
    5. Regozijo. – (Sl 32.11). – A alegria no Senhor, como um estado de alma, chama-se “regozijo” ou “gozo”. É um privilégio exclusivo do homem e da mulher perdoados. É um estado de alma só experimentado por “aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto…” (Sl 32.1). O crente deveria jamais esquecer do imerecido perdão divino. O perdão alcançado em Deus fecha as portas que ficam detrás de nós, enquanto abre de par em par as portas do porvir. (Sl 116.12-14).