sábado, 25 de janeiro de 2014

Promessas feitas a Abraão cumprindo-se em Cristo

Pensativo a respeito de como se dará o cumprimento da promessa relacionada a Terra Prometida, debrucei-me sobre as Escrituras em...

Promessas feitas a Abraão cumprindo-se em CristoPromessas feitas a Abraão cumprindo-se em Cristo
Pensativo a respeito de como se dará o cumprimento da promessa relacionada a Terra Prometida, debrucei-me sobre as Escrituras em busca de resposta. Segue algumas considerações a respeito.
Um texto que me chamou bastante a atenção foi Hebreus 11.9-10, que claramente diz que Abraão, Isaque e Jacó habitaram em tendas na Terra Prometida de Canaã, considerando-a como terra alheia, porque nutriam a esperança de uma outra espécie de terra prometida, de caráter celestial, cujo arquiteto e construtor é o próprio Deus; O que nos faz lembrar das palavras de Jesus que disse aos discípulos que deveria subir aos céus para construir nossa definitiva habitação! Portanto, para o autor de Hebreus, a esperança dos patriarcas quanto a terra prometida é a mesma da Igreja: “Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fp 3.20). Por isso é que o autor de Hebreus arremata a questão dizendo: “Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra. Porque os que falam desse modo manifestam estar procurando uma pátria. E, se, na verdade, se lembrassem daquela de onde saíram, teriam oportunidade de voltar. Mas, agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade” (Hb 11:13-16). De modo que as Escrituras do Novo Testamento não vêem as promessas da Terra Prometida encontrando um cumprimento terreno, mas celestial: “Pela fé, peregrinou na terra da promessa como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa; porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador” (Hb 11:9-10 ).
Outro texto bastante esclarecedor é o de Paulo, em Romanos 4.13, que diz: “Não foi por intermédio da lei que a Abraão ou a sua descendência coube a promessa de ser herdeiro do mundo, e sim mediante a justiça da fé”. Onde se vê que a promessa da terra é uma profecia que diz respeito aos descendentes espirituais de Abraão, judeus e gentios crentes em Cristo, herdeiros de todo o mundo renovado e celestial, uma nova terra, uma nova Jerusalém, ou seja, uma nova Canaã!
Assim como nosso corpo se revestirá de características celestiais e incorruptíveis, assim também acontecerá com a terra, que se revestirá do céu, numa espécie fusão, passando pela purificação do fogo! Não é à toa, que toda a criação geme e aspira a redenção (Rm 8.21). Por isto o céu é também chamado de Nova Jerusalém, nossa “terra” prometida que terá Jesus como o nosso sol (Ap 22.5), e também é dito que: “a cidade não precisa nem do sol, nem da lua, para lhe darem claridade, pois a glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâmpada. As nações andarão mediante a sua luz, e os reis da terra lhe trazem a sua glória. As suas portas nunca jamais se fecharão de dia, porque, nela, não haverá noite. E lhe trarão a glória e a honra das nações. Nela, nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro” (Ap 21:23-27).
Notar tratar-se da descrição da Nova Jerusalém celeste, onde o sol já não existe mais como o conhecemos, e observe também que as nações ali trarão a glória e a honra a Jesus, mas devemos lembrar que a Nova Jerusalém desce do céu após o Juízo Final, portanto, a descrição aqui das nações louvando a Deus não pode estar se referindo a um milênio na terra, pois trata-se de uma nova terra que é celestial. O primeiro céu e a primeira terra passaram e eis que tudo se fez novo! Nações aqui significam os remidos de todas as nações que habitarão na Nova Jerusalém. Veja que é dito que somente os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro é que tem o direito de habitar nesta morada celestial.
Ainda sobre Romanos 4, observe que a promessa da Terra é para toda a descendência de Abraão, o que inclui os gentios que são filhos da fé ou filhos da promessa e não somente de judeus que receberam a lei de Moisés (Rm 4:16-17). Paulo afirma que é através dos filhos espirituais de Abraão que se cumpre a promessa de que Abraão seria pai de muitas nações (Rm 4:17).
“Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão. Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos. De modo que os da fé são abençoados com o crente Abraão” (Gl 3:7-9).
Aprendemos com Paulo que as promessas feitas a Abraão pertencem ao seu descendente que é Cristo e nEle se cumprem: “Ora, as promessas foram feitas a Abraão e ao seu descendente. Não diz:E aos descendentes, como se falando de muitos, porém como de um só:E ao teu descendente, que é Cristo” (Gl 3:16).
Lembrando que, quando Abraão esteve prestes a sacrificar o filho da promessa, Deus interveio, provendo o Verdadeiro Filho da Promessa, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo! O descendente que pisaria a cabeça da serpente, cumprindo a promessa feita a Adão, pai da humanidade.
Paulo conclui o capítulo 3 de Gálatas reafirmando que as promessas foram destinadas ao descendente por excelência de Abraão que é o Cristo (v. 19) e diz que tais promessas são extensivas a todos os que crêem em Cristo: “Mas a Escritura encerrou tudo sob o pecado, para que, mediante a fé em Jesus Cristo, fosse a promessa concedida aos que crêem” (Gl 3:22).
A Igreja é a manifestação do remanescente de Israel. Notar que o primeiro gentio a se converter foi Cornélio. O que vale dizer que a Igreja era composta originariamente de crentes judeus, pelos remanescentes de Israel (Rm 2.28,29; 3.3,4; 9.6-8,27,29; 11.15), os gentios foram acrescentados nesta mesma oliveira. Há muito mais continuidade do que descontinuidade (Ef 2.18-20; 3.6; Gl 3.6-29). Não houve mudança no plano de Deus (Ef 1.3-4), mas revelação progressiva (Gl 6.16; 3.13,14). O Verdadeiro Israel é aquele que possui o Messias. Cristo é a Videira verdadeira (Jo 15.1), a videira é símbolo notório de Israel. O verdadeiro herdeiro de Abraão é o que tem fé no Messias prometido (Gl 3). É não é sem propósito que o número de apóstolos da Igreja é idêntico ao número de tribos de Israel.Paulo não diz que Deus mudou o seu plano original, antes, ele afirma que a Igreja sempre foi o plano de Deus (Ef 3.4-6, 21, 26, 31; Gl 3.8, 16; ver também Gn 3.15). O N.T. ensina que a lei, a circuncisão e a própria nação de Israel foram sombras da realidade que se encontra na Igreja (Cl 2.17; Hb 10.1; Ef 1.22,23). Israel era um tipo da Igreja; a terra um tipo do céu; a circuncisão um tipo do novo nascimento e do batismo; a lei um tipo e um aio para o evangelho e o templo um tipo do “Corpo de Cristo” ( Hb 8.5; 9.9, 24; 10.9,16,19-21; 11.9-16,39,40; 12.18-24; 13.10-14; Cl 2.11,12). Os cristão são chamados de “eleitos de Deus” (Rm 9.33). A Igreja foi profetizada no A.T.: (Jo 8.56; At 3.22-24; 1 Pe 2.9 comparar com Ex 19.5,6; Hb 2.12 comparar com Sl 22.22).
Em Romanos 11, Paulo fala sobre o futuro do remanescente de Israel. E nenhuma palavra é dita sobre o retorno a terra ou a reconstrução do templo e restauração do ritual levítico. Todas as profecias concernentes ao retorno de Israel para a terra e a reconstrução do templo foram feitas antes de 516 a.C., ano em que o templo foi reconstruído. Não existe nenhuma profecia mais a este respeito após 516 a.C., nem no A.T. e nem no N.T. Por exemplo, o livro de Malaquias não menciona, em momento algum, uma expectativa de retorno a terra e reconstrução do templo, pois, evidentemente, entendia que as profecias neste sentido tinham tido o seu cumprimento no ano de 516 a.C. Mas em Rm 11, Paulo fala de um retorno de Israel para Cristo e não para a Palestina. Nenhuma palavra é dita sobre Israel ser salvo após o “arrebatamento”. Paulo se inclui entre os remanescentes de Israel que serão salvos (Rm 11.1); Todos os israelitas crentes serão salvos. Em nenhum lugar encontramos base para a crença de que haverá uma segunda chance de salvação para os homens quer sejam judeus ou gentios após o arrebatamento da Igreja (Mt 25).
A herança de Abraão é uma pátria celestial (Hb 11.8,13-16, 39,40; 1 Pe 1.4). As expectativas judaicas se cumprem em Cristo (Lc 1.54, 55,68-74). A primeira vinda de Cristo completou a redenção de Israel e “tantos quantos o receberem foi lhes concedido o poder de se tornarem filhos de Deus” (Jo 1.10-12).
Por esta razão é que os gentios se tornaram co-herdeiros com Cristo de todas as promessas feitas a Abraão! “Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados” (Rm 8:17). E tais promessas, principalmente aquelas que dizem respeito a terra, encontram um cumprimento que vai muito além do território da Palestina, abrangendo o mundo todo (Rm 4.13) e vai muito além desta vida e do mundo material, mas invade a eternidade e é revestida da glória celestial.
Os crentes, judeus e gentios, já estão espiritualmente ressuscitados e assentados juntamente com Cristo nos lugares celestiais, ou seja, ao lado daquele que tem todo o poder no céu e na terra e vive e reina do seu alto e sublime trono, acima de todo o principado e potestade (Ef 2:6), e por isto é dito que os crentes já tem “chegado ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial, e a incontáveis hostes de anjos, e à universal assembléia e igreja dos primogênitos arrolados nos céus, e a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados” (Hb 12:22-22). A vocação deles é celestial: “Por isso, santos irmãos, que participais da vocação celestial” (Hb 3:1).
A esperança do cristão judeu, Paulo, também é a de um reino celestial e não milenar aqui na terra: “O Senhor me livrará também de toda obra maligna e me levará salvo para o seu reino celestial” (2 Tim 4:18). “E, por isso, neste tabernáculo, gememos, aspirando por sermos revestidos da nossa habitação celestial” (2 Co 5:2 cf. Rm 8:21).
Espero ter sido capaz de demonstrar que as promessas feitas a Abraão foram destinadas a um descendente em especial que é o Messias. A própria Terra Prometida está sendo preparada por Cristo e se destina a todos os judeus e gentios que creem em Cristo. Os da fé são os verdadeiros descendentes de Abraão e herdeiros da promessa, co-herdeiros juntamente com Cristo.
No amor do Senhor,
Ildo Mello

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

“Meu Reino não é deste Mundo” (Jesus)

CULTURA DO REINO -  “Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo,...

CULTURA DO REINO - 
“Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui” (João 18:36).
Todo Reino tem uma Cultura
Jesus acabara de ser preso pelos romanos, a mando e à revelia dos judeus. Pilatos, na audiência, questionou a Cristo sobre o seu reinado. Logo, Jesus respondeu: “Meu reino não é deste mundo”.
Todo reino tem uma cultura, uma linguagem e suas leis. Obviamente, a linguagem que Jesus difundia em suas falas não era a cultura de uma sociedade da terra, daí a perseguição dos homens.
Como vimos nos evangelhos do reino, a cultura de Cristo é dinâmica, porém objetiva, prática e fácil de se ouvir. Para facilitar mais ainda, Ele aculturava o povo através de parábolas (simplificação da linguagem do reino).
Para entendermos melhor uma cultura é necessário estudá-la ou experimentá-la pessoalmente, não é mesmo? Toda cultura tem uma origem, um significado, um estilo de vida, um propósito e uma forma de implantar, proteger, defender, e consolidar e até perpetuar a sua existência. Os discípulos de Jesus queriam absorver tudo desta cultura do mestre.
O que é Cultura?
A palavra “cultura” vem do latim ‘colere’, significa cultivar, e inclui princípios, valores, comportamentos, crenças, costumes e leis. Numa cultura iremos encontrar atos de sua criação, difusão e até novas descobertas dentro do próprio pensamento cultural que emergem como ‘conhecimento’.
Reino de Deus tem uma cultura. A cultura da vida em abundância, a cultura da vida eterna através de Jesus, a cultura da eternidade do céu.
“Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mat 6:10).

Identidade Espiritual
No início Deus havia dado à Adão uma identidade espiritual semelhante a de Deus. A identidade do reino Dele. Adão havia recebido também um propósito deste reinado na terra, o domínio sobre os demais seres vivos (animais,vegetais), aqui na terra no lugar de Deus.
Mas, com o advento do pecado no Éden, Satanás passou a interferir neste planejamento, erguendo um cetro (acusador) de autoridade espiritual que deveria reinar originariamente através do espírito (puro) do homem que falhou. Assim, o homem passou a ser subjugado pelo mal no corpo, na alma e no espírito, afastando-o do reino de Deus.

“Boas Novas” é revelação da Cultura de Cristo
A notícia boa é que os planos de Deus são desde sempre infalíveis e absolutamente indestrutíveis!! Então, como o homem estava se arrastando em delitos e pecados, em meio à escuridão, implantada pelo reino das trevas, Jesus veio e reanimou para sempre todas as esperanças de vida para a humanidade, através de seu sacrifício único de salvação. Os que crerem nisto terão livre acesso ao Rei dos reis e Senhor dos senhores em um novo reino, aquele que não é deste mundo, nem reino das trevas, mas o Reino dos Céus!
“E VOS vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou,  estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus”. (Efésios 2:1-7).

O Propósito do Reino de Cristo
A cultura de Cristo imprime uma linguagem nova, uma linguagem de redenção de pecados, uma nova identidade, a linguagem de um novo reino, uma nova terra, um novo céu! Este plano foi consumado na Cruz! O bastão de autoridade que estava em poder de  Satanás foi devolvido, através da autoridade de Cristo, ao Reino do Pai e do Filho e outorgada ao homem para governar espiritualmente sobre o pecado na terra! (Mt. 13:34).
Jesus se humilhou, desceu e chegou com um propósito e o cumpriu integralmente e sem falhas em sua missão (isto é compreendido apenas pela fé). Ele pagou a nossa dívida lá do princípio e riscou o nosso nome do SPC do inferno lá na Cruz!! Somente por isso, por Jesus, pela graça, pela fé e pelo novo nascimento, somos “LIVRES DE VERDADE”!!
Mas, o novo nascimento, não é apenas um teoria, é uma atitude de fé. Conhecer a Deus e crer Nele só de ouvir falar não dá direito ao reino Dele. É preciso converter os maus caminhos e andar com ele de verdade, como andava Adão lá no começo, diariamente em adoração plena, intensa e mais profunda.
“Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça.” (Rm.6;14)
Neste sentido, no caminho da graça, podemos proclamar a cultura do reino como Jesus proclamou para cumprir o propósito do nosso Rei. Afinal, vida sem propósito não faz sentido algum!!!
nossa missão, tendo ou não chamado específico, é ÚNICA: proclamar o reino de Deus na terra. Esta é a proposta de liberdade para um mundo perdido e escravizado pelo reino das trevas!
“O qual nos tirou do reino das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor”
(Colossenses 1:13).

A Linguagem do Reino
A linguagem do reino diz audível e inteligentemente, sem complicações que “JESUS É O SALVADOR E SENHOR DO REINO DOS CÉUS!!”
A todos nós, herdeiros, príncipes e princesas do Reino de Cristo, foi dada uma missão: promover e proclamar pela fé, em verdade, com perseverança, e através de uma linguagem de paz, vida, amor e perdão, a cultura do reino de Cristo.
Somos comissionados desde quando Jesus ascendeu ao céu. Ele disse: Eu envio vocês! IDE e falem a mesma linguagem que eu ensinei a vocês! Vocês também farão coisas maiores que as minhas.
“Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.” (João 14:12)
Independentemente de suas raízes doutrinárias, comportamento religioso ou estratégia de evangelismo na terra, o que importa mesmo é a proclamação do evangelho de Jesus na forma como Ele nos ensinou: de acordo com a vontade do Pai.
“Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma. Como ouço, assim julgo; e o meu juízo é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai que me enviou”. (João 5;30)
Como Cumprir a missão do reino de Cristo e de Deus?
Nesta cultura, não há o que se questionar! Jesus não estava ligado a ‘sistemas’ para cumprir a sua missão. Todos os cristãos somos missionários em potencial. Sem isso o evangelho do reino não faz sentido!  Não faz sentido aprender esta cultura e manter-se calado, omisso, secreto, temeroso, envergonhado para cumprir a sua missão.
“Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego”. (Romanos 1:16)

Todos os cristãos têm a mesma missão para fazer a vontade do Rei. Sabemos o que fazer, e não há motivos para perdermos tempo com “falatórios inúteis e profanos que só engendram contendas” (II Tim. 2:16)A contenda é uma prisão, (Prov. 18:19) e dificulta a difusão daquilo que é realmente importante! Tristeza é ver (e até escrever sobre isto) um reino de obesos espirituais, aqueles que só querem receber comida, abrindo o bico que nem passarinhos, gritando e exigindo boa alimentação, como se fossem ‘degustadores críticos’ de restaurantes, voltando para casa com o ego e a “barriga cheia”, prontos para dormir e engordar. Acontece que é daí que se originam também as doenças da alma. Geralmente é desta cultura que vêm as contendas, divisões e enfraquecimento do reino.
Raras vezes vemos os trabalhadores do reino em discórdias nas igrejas. Aqueles que mais dividem o reino são os que não trabalham para o reino, que não multiplicam o reino, e que criticam doentia e pervertidamente o reino, represando e confundindo a linguagem e a cultura de Cristo. O propósito desta cultura é outro, não há espaço para o reino de Deus nesta sociedade e, em contrapartida, não há espaço para esta sociedade no reino de Deus.
“Porque bem sabeis isto: que nenhum devasso, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus.” (Efésios 5:5).
“O evangelho NÃO precisa de críticos, precisa de CRISTO”
Evangelho é luz para os povos! É uma boa notícia. É um proposta otimista, mas não pessimista!! Então, a questão nunca foi “o que cumprir?” ou “quando cumprir”, mas “como cumprir” e “quanto cumprir” desta missão de inclusão do próximo no reino de Cristo??
Respondo: aculturando a nós mesmos e aos outros (família, parentes, vizinhos, amigos, comunidade, bairro, distrito, cidades, povos e nações) com a visão e a linguagem do reino de Cristo; influenciando o mundo com o evangelho da paz; “salgando” a vida sem sabor nesta terra e iluminando” o reino das trevas com a luz do evangelho do reino.
Temos a nossa congregação ou denominação, fazemos cultos de adoração, oramos em línguas, cantamos bonito, ensinamos, aprendemos, etc. Mas estas coisas em si mesmas não são um fim, e, sim um MEIO de fortalecimento do Reino de Deus e de Cristo para que haja o verdadeiro cumprimento do propósito do reino: A EXPANSÃO E MULTIPLICAÇÃO da cultura do Rei.
Reinados ou Reino?
É triste às vezes no Brasil a gente encontrar igrejas que mais parecem clubes fechados. Não precisamos de clubes fechados. É como se visitantes não  fossem bem vindos nesse ‘reinado’! Não se relacionam com nada ao redor, nem com vizinhos, nem com a sua própria comunidade, nem com irmãos das igrejas do bairro. Uma turva visão de reino de Cristo, visto que a cultura de Cristo é uma cultura expansiva, inclusiva e de relacionamentos sólidos, concretos e duráveis.
“Pastoreai espontaneamente, sem ganância, nem como dominadores do rebanho dado a vocês, mas tornem-se modelos”. (I Pe 5).
Jesus não pregou visão de reinados, nem de clubes e, sim VISÃO de REINO, cultura expansiva da glória de Deus!! O líder deve ser o modelo desta cultura! Engana-se quem ‘acha’ que tem um rebanho exclusivo sobre seu domínio e manipulação. Nós pastores cuidamos de ovelhas, mas NÃO somos os DONOS delas. Todo rebanho é de Jesus!
Um dia O PASTOR vai arrebatar estas ovelhas, ninguém poderá “proibir” este evento. Reino de Cristo é liberdade! As portas do evangelho precisam estar abertas para que os pecadores possam ser convidados a entrar e adorar ao Rei juntamente conosco. Estas mesmas portas também precisam estar abertas para que o evangelho saia para fora. Como deu Jesus ordem à Lázaro: VEM PARA FORA!!
Uma vez disse Billy Graham:
“A Bíblia não ensina que os pecadores procurem a igreja, mas ordena que a igreja saia em busca dos pecadores”.
o nosso reino não é deste mundo.
“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor”. (I Cor. 15:58).
O nosso reino não é deste mundo.
“Se a nossa esperança se limita apenas em coisas dessa terra, somos os mais miseráveis de todos os homens!”
(I Cor 15:19).
Até uma próxima gente!
BEM VINDO AO ANO DA CULTURA DO REINO! O ANO ACEITÁVEL DO SENHOR!!!
“Vocês são a luz do mundo. Portanto, que brilhe a luz de vocês diante dos homens para que eles, ao virem isso, GLORIFIQUEM A DEUS que está nos céus. (Mt. 5:13-16).
Claudinho Santos

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

O Sal da terra

Estava observando o mar nestes dias, logo vi que Deus falaria comigo ali, pois Ele mesmo se manifestou para Moisés...

O Sal da terraO Sal da terra
Estava observando o mar nestes dias, logo vi que Deus falaria comigo ali, pois Ele mesmo se manifestou para Moisés e para o seu povo no Mar Vermelho lá em Gênesis. Talvez Ele me falasse das ondas ou dos ventos…
Quem sabe Ele me chamasse a atenção para a pescaria ou para o crepúsculo, pois esta era a hora em que Ele costumava conversar com Adão no Éden, em momento particular de relacionamento e aprendizagem das coisas reino. Mas, o que veio mesmo em meu espírito e mente foi o “sal” que vinha do mar. Interessante a bênção que é o sal para a humanidade desde os tempos mais remotos.
A Cultura do Saldownload
O sal que conhecemos hoje tem sua origem no mar, o qual detém naturalmente o equivalente a 30% de cloreto de sódio. Uma outra fonte de salinização vem das minas (rochas) de sal, que logo depois de um processo de refinaria chega ao mercado para o nosso consumo. Seja pela evaporação, seja pela refinação, o sal chega em nossas mesas para fazer a diferença no universo da culinária e no mundo da agricultura.
Israel, desde o pentateuco, já praticavam em sua cultura o uso do sal. E os egípcios armazenavam a sua comida, salgando-a. Já na idade média, o sal era escasso e precioso, por isso valia até como parte de pagamento em negócios. Os romanos usavam o sal para pagar os soldados de seus exércitos, daí a palavra “salário”.
A preciosidade do sal provocou grandes explorações, monopólios e até guerras entre reinos e nações da Europa e da Ásia, desde antes de Cristo até o século 20.
O Sal e a Lei de Moiséscordeiro
Não foi um bom relato a primeira vez que a Bíblia mencionou o sal, pois foi uma fatalidade a história em que a mulher de Ló, em desobediência, volta o seu olhar para trás, para as cidades de Sodoma e Gomorra, as quais deveria esquecer-se. Mas, ela pereceu em vida, transformando-se em estátua de sal. (Gen. 19:26).
Na Lei de Moisés, o sal era um item comum em todas as ofertas de manjares as quais Deus lhe ordenara ao povo. Ele ordenara que podia faltar o fermento até o mel, mas Deus não permitiria faltar o SAL DA ALIANÇA. As ofertas de manjares representavam A PURIFICAÇÃO DE PECADOS.
“E todas as tuas ofertas dos teus alimentos temperarás com sal; e não deixarás faltar à tua oferta de alimentos o sal da aliança do teu Deus; em todas as tuas ofertas oferecerás sal”. (Lev. 2: 13). Deus estava preocupado com o tempero da oferta.

A Aliança de Sal, uma aliança de paz

Deus fez uma aliança de sacerdócio perpétuo com o seu povo, desde que se irou e mandou que seus sacerdotes matassem todos os vinte e quatro mil filhos de Israel que havia se prostituído com as filhas de Baal, as moabitas. (Números 25:3).
Retirada a sua ira, fez uma aliança de paz com o seu povo (Números 25:12-13). Esta aliança fora lembrada quando das regras para as ofertas de manjares lá em Levítico. “O sal da aliança do teu Deus”, remonta que as ofertas agradáveis ao Senhor, deveriam sempre ter o uso do sal para lembrá-los daquela aliança de paz.
“Portanto dize: Eis que lhe dou a minha aliança de paz; E ele, e a sua descendência depois dele, terá a aliança do sacerdócio perpétuo, porquanto teve zelo pelo seu Deus, e fez expiação pelos filhos de Israel”. (Num. 25:12-13). Ver também Levítico 2:10-15.
É um sinal contundente de que a aliança de sacerdócio perpétuo estava se referindo à Nova Aliança que viria em seguida através do sacrifício único de Cristo na Cruz como oferta eterna de paz. Esta é a diferença num mundo vil de guerra, injustiça e terror, sinalizando que há paz e justiça para sempre em seu novo reino.
As Qualidades do Saltipos-de-sal
Todos nós já experimentamos uma comida sem sal, não é verdade?? É desagradável. Por isso, que aos olhos de Deus o sal é agradável (Lev. 2:13); (Lucas 14:34); O Sal tem a propriedade de conservar, limpar, sarar, não putrificar ( Ezequiel 16:4); E, dentre outras coisas, ele também tempera o alimento (Jó 6:6); Por último, os minerais que formam o sal, também servem para cultivar a terra, fonte de alimentação para a humanidade. Ser sal da terra tem a sua importância. Quando somos diferentes deste mundo, somos sal, quando somos igual ao mundo não fazemos nenhuma diferença, nem para o mundo, nem para o reino de Deus.
O Sal e a Graça
Jesus também mencionou o SAL em sua missão na terra. Ele estava falando aos seus discípulos e demais seguidores naquele conhecidíssimo Sermão da Montanha. Jesus estava falando do reino dos céus, o que viria de bem aventurança para quem estava ligado na terra. O reino dos céus começa na terra!FLOR_DO_DESERTO8
Ele sabia que o sal tem propriedades de cultivar a terra. Os sais minerais são absorvidos pelas raízes dos vegetais, mas são limitados. O ambiente que não tiver sais minerais necessários para as plantas não servem para o cultivo do solo. Ao perder os seus valores nutritivos, o sal não serviria para o solo, as plantas e suas raízes, senão somente para ser pisado e desprezado pelos homens. A insipidez gera desvalorização, porque não apresenta mais interesse, nem mais sabor, e para nada mais serve, nem para o cultivo.
Quando nos conformamos com este mundo, estamos deixando de ser sal. Sagrado é sagrado e profano é profano e ponto final! Cristãos, se não forem diferentes, a cruz não faz sentido algum para o mundo. O mundo desconsidera o cristão que não faz a diferença para esta terra. Não há o que respeitar, nem levar a sério quando aceitamos o tempero de pecado do mundo. Não há riqueza de solo, nem raízes fortes, não há frutos, nem plantio. É sequidão da cultura de Cristo.
Mas, Jesus estava empregando um exemplo de sua cultura, a linguagem da Nova Aliança. Jesus representa a diferença entre a maldição e a bênção! As ofertas de sal da Antiga Aliança, geravam sacrifícios que foram substituídos de vez pela Cruz. Ele fez a diferença para perpetuar a aliança de sal (de paz e de justiça) de nosso Pai. A raiz de nossa fé está alicerçada nesta Rocha. Não precisamos mais pagar com sacrifício algum. Jesus consumou tudo! Pela graça somos salvos. (Ef. 2:5).
Quando Ele disse que nós somos o sal da terra, temos que dar valor ao sacrifício da Cruz. Sem Cruz não há diferença nenhuma para este mundo. Sem Cruz não há um reino de justiça. Sem Cruz não há salvação em nada mais!! Sem Cruz não há remissão de pecados.
Conclusãoimages
Como sal, devemos perpetuar a cultura do reino de Cristo neste século. A terra precisa de sal, ou seja de PURIFICAÇÃO. Sal significa preciosidade, significa aliança perfeita, significa fortalecimento de cultivo na terra. E, cultivo é o mesmo que cultura, fecundidade e multiplicação da graça de CRISTO!! A graça de Cristo é fonte voluntária de purificação, oferta eterna de paz, amor e de perdão. JESUS INFLUENCIOU ESTE SÉCULO COM A CULTURA DO CÉU! Espalhemos o tempero de Jesus como o sal que se espalha pelo mar.
Como sal somos diferentes por causa de Cristo. Somos de Paz e não de guerra. Somos do amor e não do ódio. Somos da vida e não da morte. Somos da luz e não das trevas. Por fim, somos diferentes porque não somos do reino deste mundo, e sim, do Reino dos Céus.
Como vimos, não é a terra que influencia o sal, mas é o sal que influencia a terra. E Assim, não é o mundo que influencia a igreja, é a igreja que influencia o mundo. É isso que o mundo espera de nós: frutos do espírito, aquilo que faz a diferença. Se não formos sal não serviremos para nada que seja propósito do céu aqui na terra.
Mas, como sal, seja bem vindo à Cultura do Reino de Cristo!
Claudio Santos